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Revista Partes ano II janeiro de 2003 n.29

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Poesias

Marabá
por Antonio Sampaio

Sonhei um dia que sonhava,
Com um sonho de desejo
Que vivia num segredo,
Misturada MARABÁ.

Esse sonho tão real,
Só me fez amar assim
Essa cidade maestral,
Que o sonho traz pra mim.

O meu sonho realiza,
O desejo da ventura
O desejo da loucura
Em um sonho que me dá,
Sonho meu que é sem maldades
Sonho meu que é MARABÁ.

Antonio Santana.
 

Pobre Circo
por Júlio Bernardo Machinski

Os latidos dos vira-latas
anunciam a chegada do cirquinho pobre.

Entre os animais,
um leão adoentado,
uma zebra manca
e um macaco desdentado.

A trapezista caolha
usa um maiô mal bordado de lantejoulas esmaecidas.

Apesar do esforço,
a maquiagem borrada do palhaço
faz os mais pequenos chorarem.

Cancelaram o número do monociclo,
porque o pedal direito quebrou.

A pipoca, ah... a pipoca é quentinha!
E o refrigerante gelado, borbulhante,
faz a gente estalar a língua de satisfação.

A bailarina, meio desengonçada,
Rodopia, rodopia, rodopia,
Entontece e cai.

O homem que cospe fogo
causa alguma impressão
dando uma de dragão.

O malabarista já tem reumatismo
e as bolinhas têm preguiça de ficar no ar.

O circo é tão pobrezinho...

Mas a magia do circo é tão rica
Que os olhinhos brilhantes e arregalados das crianças
Nem dão importância para o buraco na lona.

Deus, um pouco apiedado,
Coloca no buraco três estrelinhas para espiar

(Júlio Bernardo Machinski)

 

Dor no Coração

Sinto uma dor profunda no coração
Pensei que você me amava
Que triste ilusão
Queria poder sonhar só mais uma vez
Com seu amor
Queria sonhar com você
E não acordar jamais
Sem você não sou nada
Estou carente
Carente de amor
Que dor profunda
Sou tímido demais
Para dizer
Que preciso de você
Que não consigo viver sem você
Que cada dia
Sem você é um tormento eterno
Que todo rosto que vejo
Só vejo seu rosto
Acho que estou louco
Mas louco de amor
Por você.

Autor: Júlio César Mendes Lustosa

e-mail : mensecret@ieg.com.br


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