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Esportes |
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Louvando
quem, também, merece
por Adilson Luiz Gonçalves |
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Tive o prazer de assistir o jogo do Santos contra o América, da Colômbia, na
madrugada de quinta-feira (6 de fevereiro de 2003).
Dormi em estado de graça!
Embora ainda distante de mostrar o futebol das finais do campeonato brasileiro, a equipe
do Santos debutou no futebol internacional com maturidade, jogando de forma solta,
envolvente e extremamente objetiva.
O placar elástico foi o espelho de uma superioridade
incontestável do time da Vila, que demonstrou ser capaz de superar as dificuldades de uma
marcação implacável sobre Robinho e Diego. E olha que ambos, ainda assim, saíram de
campo aplaudidos pela torcida adversária, num fato pouco comum no atual futebol mundial,
ainda mais no sul-americano.
A performance de Alex, a produtividade de Elano e o sentido de gol do "matador"
Ricardo Oliveira (caiu como uma luva no time!) impressionam e fazem acreditar que essa
equipe é, realmente, especial e predestinada.
Pouco há que retocar do desempenho dos jogadores - todos protagonistas em suas posições
-, mas um personagem merece destaque especial: o meio-campista Renato.
Vasculhei minha memória em busca de imagens e personagens que auxiliassem a definir esse
estupendo atleta. Sua calma, elegância, concentração, lealdade, qualidade técnica,
espírito de equipe e objetividade são o elo perfeito entre a disposição e vitalidade
hercúlea de Paulo Almeida e a imprevisibilidade lúdica, festiva e desconcertante do
ataque santista. É um jogador com MBA!
Ele é, insofismavelmente, o melhor jogador brasileiro - quiçá mundial - em sua
posição. Desarma como um fantasma, vislumbra como uma águia, arma como um felino e
conclui como um raio.
Com tantas qualidades, comparações não faltam: Falcão, Pita, Sócrates, Beckembauer e
tantos outros. Dentre todos, no entanto, a figura de Beckembauer me parece a que melhor se
exprime seu estilo, apesar de Renato, a meu ver, já reunir qualidades e histórico
suficientes para merecer o status de referência. Falta-lhe, tão somente, o
reconhecimento, digamos, burocrático, que a Seleção Brasileira representa... e já esta
devendo.
A equipe do Santos, ao que parece, promete reviver e, melhor, multiplicar os resultados do
final de 2002, trazendo a alegria e o fair-play de volta aos estádios. O futebol
brasileiro e mundial precisa disso!
Nesse palco, Robinho e Diego serão festejados pela licenciosidade bem-comportada dos
meninos que fazem da bola seu brinquedo predileto, que tratam com carinho para, depois de
brincar, ser guardado, cuidadosamente, no lugar certo: o gol adversário! Mas não podemos
deixar de prestar nossa reverência ao brilhante Renato: o kaiser da Vila!
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Adilson Luiz
Gonçalves
Engenheiro e Professor Universitário
Santos - SP
algbr@ieg.com.br
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Ficha-Técnica
América de Cali 1 X 5 Santos FC
Local: Estádio Pascual Guerrero, em Cali, na Colômbia
Árbitro:Luis Solórzano (Venezuela)
Assistentes: Gustavo Bran e Rafael Yañez
(Venezuela)
Cartões amarelos: Santos FC - Ricardo
Oliveira América - Bustos, Banguero.
Gols: Léo, aos 28min, Banguero, aos 37min, e
Alex, aos 38min do primeiro tempo; Ricardo Oliveira, aos 13min, Diego, aos 15min, e
Ricardo Oliveira, aos 44min do segundo tempo.
América
Julián Viáfara; Iván López, Luis Asprilla, Pablo
Navarro y Rubin Bustos; Jorge Banguero, Fabián Vargas, James López (Moreno); David
Ferreira; Julián Vásquez e Oscar Villarreal (Romero)Técnico: Fernando Castro
Santos FC
Fábio Costa; Reginaldo Araújo, André Luís, Alex
(Preto) e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Fabiano); Robinho (Nenê) e Ricardo
OliveiraTécnico: Emerson Leão
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