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Ao longo do processo "diacrônico - sincrônico" o
conhecimento vulgar quanto o científico, manifestam-se sob fenômenos genéricos, a
medida que possam justificar, explicar, induzir ou até mesmo aplicar leis e predizer com
segurança eventos futuros (Ruiz: 1991,92). Assim, observa-se os objetivos hipotéticos de
um trabalho, visto no prisma do ensino. Sendo válido lembrar que tais fatores indicam
pressupostos na lembrança de laboratórios e instrumentos de pesquisa, sistematizando a
expressão conhecimento científico (Ruiz: 1991, 93); onde a automação
lingüística explicaria todo o seu processo de produção já estabelecido.
Partindo do ponto de vista concernente,
cada criação é ideologicamente tendenciosa em qualquer aspecto fenomenológico de um
determinado texto, pois o questionar implícito do saber científico torna-se importante
na melhoria da construção do ensino; interpretando e estabelecendo um apoio sistêmico
sem conclusão prévia. Isso dar-se-á pela garantia de sua existência científica na
história; selecionando e ao mesmo tempo ignorando a construção do "saber
descritivo explicável", dentro das articulações "diacrônicas e
sincrônicas" da própria ciência.
Observa-se no entanto, "reflexões
correntes" (Possenti: 1984, 31) designando referências básicas que, a língua
estará sempre como um objeto de estudo para a melhoria no ensino; característica de um
"método" que sustente sua fundamentação que deverá ser clara e acessível;
onde a aprendizagem será estabelecida de forma genérica no ensino da língua.
Assim, ao questionar-se o ensino da
língua é válido perceber sua dimensão "cosmotiva" dentro da visão
educacional, pois sem a mesma não haveria um sentido praxiológico na investigação
científica do seu cunho referencial; a hermenêutica "através das
aproximações sucessivas e medidas pela consciência" (Beltran:1987, 32). Em
relação a isto, é de crucial importância refletir que:
"a trajetória de explicação significativa não é
um caminho suave nem contínuo. Envolve o passar de um nível para outro pelo salto de
pensamento, no qual não há segurança nem certeza de chegada a uma meta predeterminada,
mas apenas tentativa. Isto evoca o sentido que a palavra grega methodos originalmente
expressa" (Martins: 1984, 74).
Tais evidências deixam bem claras as
concepções "empírico-cultural", observando e distinguindo os fatores
fenomenológicos da objetividade científica, segundo (Habermas: 1965, 143). Outrossim,
"as teorias pagam seu preço às ideologias a que se ligar; ou seja, o estruturalismo
exclui o papel do falante no sistema lingüístico, define a língua como meio de
comunicação o que implica que não há interlocutores, mas emissores e receptores,
codificadores e decodificadores...além disso concebe a língua como espelho do
pensamento, o que implica fazer uma semântica de base lógica privilegiando o valor de
verdade dos enunciados...excluindo todas as outras funções da linguagem" (Possenti:
1984, 31). Dessa forma, segundo Foucault, "o discurso não é simplesmente o que
traduz as lutas ou sistemas de dominação mas o por que, aquilo pelo que se luta, o poder
cuja posse se procura"; sendo assim a língua será multi-facetária
nas acepções político-culturais.
Observa-se que, a democratização do
ensino é cada vez mais peculiar, possibilitando culturas elitizadas de fatores
pragmáticos e emergentes de uma necessidade que encontra-se norteada não só de
"alunos-elite", mas também de professores; os mesmos cooptados para esse tipo
de camada social, que quase sempre esquece dos miseráveis ou da
"plebe-escolar", possuindo assim a maior camada receptora a qual mesmo
atropelada no paradigma educacional por profissionais despreparados intelectualmente,
procurando estabelecer o máximo de compreensão básica possível para tal situação.
Vale ressaltar também que a língua é a base para os conhecimentos teóricos na
diversificação oral de sua prática, sobre a nomenclatura da capacidade do raciocínio,
dentro de uma "auto-reflexão-histórica" constituída por conseguinte,
pelo objeto da ciência através do seu processo educacional lingüístico da língua
estudada.
Contudo, tais reflexões hermenêuticas
direciona "a língua como uma atividade cognitiva que interage no processo da
aprendizagem" (Leffa: 1989, 211), tendo como principal vertente definir os métodos
de forma consciente da mesma "através de explicitação de suas regras e situações
reais (Leffa: 1989, 212); obtendo-se por deveras, o fator discursivo a partir de uma
linguagem que possa produzir uma pluralidade de sentidos dentro de um texto considerando
os enunciados e a relevância de sua contribuição "sócio-lingüística" da
interação "indivíduo-meio", por meio de uma leitura significativa e
transformadora. |