Para
que se possa entender a respeito da "Comunicação como fonte Estratégica",
necessário faz-se refletir acerca dos termos isoladamente; comunicação
estratégica.
A comunicação do ponto de vista da lingüística nada mais é do que
a interação existente entre um determinado grupo que usa a mesma língua ou o mesmo
dialeto; tendo em vista a diversidade lingüística considerando a heterogeneidade no
discurso, procurando adequá-lo estrategicamente para que o fenômeno da comunicação
processe-se devidamente.
Por outro lado, a estratégia deve ser entendida como o uso devido dos
conceitos teóricos e práticos adquiridos na realização de um trabalho com a intenção
de atingir os objetivos pretendidos em sua especificidade.
Entendendo assim a interlocução como um processo de comunicação
simultânea, independente, na qual interagem os participantes de maneira importante e
equivalente, observando a "comunicação estratégica", aquela capaz de suprir e
acomodar-se propositadamente num contexto lingüístico condizente ao que se propõe na
interlocução.
Tal acomodação busca estabelecer critérios que respeitam um
movimento recíproco de informações que ultrapassem o significado nas palavras,
firmando-o também nos próprios participantes dela.
Nestes fatos deve-se dar importância às situações nas quais
processem-se nela (a comunicação) para que sua estratégia não seja falha, visto que a
sua função principal será estabelecer-se na medida do entendimento por ambos os
participantes.
Contendo pontos básicos como consideração e entendimento recíproco,
estratégias de eficácia (clareza, por exemplo), prática intercomunicativa, empatia,
habilidade na transmissão de signos de qualquer natureza e também de ser propenso a
recebê-los, estabelecendo uma comunicação tida como estratégica: aquela que busca
estabelecer um critério; o mais nítido possível para que se tenha uma
(inter)comunicação clara, coesa, coerente, com propostas de qualidade no entendimento
recíproco entre indivíduos dotados de compreensão dos mesmos signos lingüísticos.
Sendo assim, voluntariamente o "interlocutor" dotado
de conhecimento semiótico lingüístico irá constatar a verdadeira intenção no ato e
objetivo específico da comunicação, interagindo diante os fatos "empíricos"
que o mesmo já conhece ao longo de suas experiências do dia-a-dia, transformando-se
constantemente.