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Ano III n.33 maio de 2003

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::Reflexão::
A Comunicação como fonte estratégica
por
Sérgio Nunes de Jesus
Resumo
O autor, neste artigo, reflete sobre a comunicação como fonte estratégica

Para que se possa entender a respeito da "Comunicação como fonte Estratégica", necessário faz-se refletir acerca dos termos isoladamente; ‘comunicação – estratégica’.

A comunicação do ponto de vista da lingüística nada mais é do que a interação existente entre um determinado grupo que usa a mesma língua ou o mesmo dialeto; tendo em vista a diversidade lingüística considerando a heterogeneidade no discurso, procurando adequá-lo estrategicamente para que o fenômeno da comunicação processe-se devidamente.

Por outro lado, a estratégia deve ser entendida como o uso devido dos conceitos teóricos e práticos adquiridos na realização de um trabalho com a intenção de atingir os objetivos pretendidos em sua especificidade.

Entendendo assim a interlocução como um processo de comunicação simultânea, independente, na qual interagem os participantes de maneira importante e equivalente, observando a "comunicação estratégica", aquela capaz de suprir e acomodar-se propositadamente num contexto lingüístico condizente ao que se propõe na interlocução.

Tal acomodação busca estabelecer critérios que respeitam um movimento recíproco de informações que ultrapassem o significado nas palavras, firmando-o também nos próprios participantes dela.

Nestes fatos deve-se dar importância às situações nas quais processem-se nela (a comunicação) para que sua estratégia não seja falha, visto que a sua função principal será estabelecer-se na medida do entendimento por ambos os participantes.

Contendo pontos básicos como consideração e entendimento recíproco, estratégias de eficácia (clareza, por exemplo), prática intercomunicativa, empatia, habilidade na transmissão de signos de qualquer natureza e também de ser propenso a recebê-los, estabelecendo uma comunicação tida como estratégica: aquela que busca estabelecer um critério; o mais nítido possível para que se tenha uma (inter)comunicação clara, coesa, coerente, com propostas de qualidade no entendimento recíproco entre indivíduos dotados de compreensão dos mesmos signos lingüísticos.

Sendo assim, voluntariamente o "interlocutor" dotado de conhecimento semiótico lingüístico irá constatar a verdadeira intenção no ato e objetivo específico da comunicação, interagindo diante os fatos "empíricos" que o mesmo já conhece ao longo de suas experiências do dia-a-dia, transformando-se constantemente.

::educação::

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Sérgio Nunes de Jesus: é graduado em Letras pela FFCLC/UNEB, Campus VI, Caetité-Bahia; especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior e Língua Portuguesa pela UNESC/RO, Psicopedagogia UNIR/RO e Mestrando em Lingüística pela UNIR/Guajará-Mirim-RO; Professor do Departamento de Letras da UNESC/RO e Pedagogia da FAP/RO; atualmente pesquisa sobre a Semântica na Linguagem Jurídica-Literária e no Dialogismo Polifônico em Bakhtin.

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