Ano III n.34 junho de 2003

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Imprensa: Instrumento de criação e transformação ideológico - cultural
por Sérgio Nunes de Jesus
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Carlos Vergara - Sem Título, 1967 - Coleção Gilberto Chateaubriand -MAM/RJ, Rio de Janeiro

Resumo

O homem inserido nesse processo oriundo de sua vasta cultura, torna-se cada vez mais capaz de relacionar-se com o outro através de suas diferenças culturais existentes na sociedade.


Desde os primórdios o homem revela nas suas relações sociais a necessidade de expressar-se sob as mais variadas formas do pensar. Assim, com o desenvolvimento alternativo da comunicação, bem como a globalização dos processos referentes à mesma, a história "urgencifica" em cada processo sincrônico, o ato da comunicação, pois, segundo Émile Benveniste, in: Citelli; op. cit. 1994, "... O homem sentiu sempre... - o poder fundador da linguagem, que instaura uma realidade imaginária, anima as coisas inertes, faz ver o que ainda não existe, traz de volta o que desapareceu".Assim. Percebe-se que a comunicação sob os vários aspectos sociais tem o poder de induzir, mistificar e até mesmo ditar regras nessa dimensão verbal que nos cerca a todo o momento; (a linguagem).

Com as grandes invenções e descobertas científicas e industriais as disposições sociabilizadoras para com o indivíduo nesse meio obtenham um eixo pragmático, abrir-se-á um caminho para sua formação psico-cultural-intelectual, observando a diversidade de informações que são interagidas diariamente nas mentes humanas.

Hoje, no entanto, vivi-se uma era informatizada que invade diretamente as empresas e residências em toda parte, porém sabe-se também que o homem está enfrentando problemas na utilização dessa informatização global, uma vez que, todo esse processo só terá uma vertente básica para a continuação dessa pluralidade que a imprensa nos fornece a todo o momento, ou seja, "ou me decifra ou te devoro"; como de práxis para o milênio.

Todavia, busca-se uma comunicação semelhante que possa integrar-se cada vez mais o homem com o seu semelhante, descobrindo seus mitos, medos, esperanças, embora que tardia seja realizada através dos entendimentos constantes da interação com o outro, nesse universo da comunicação.

O homem por sua vez, estando ele inserido nesse processo oriundo de sua vasta cultura, torna-se cada vez mais capaz de relacionar-se com o outro através de suas diferenças culturais existentes na sociedade. Com isso, aborda-se a concepção de cultura num âmbito comunicativo, pois, há uma característica comum disponível em cada ser resultante do processo de colonização sofrido nas nações colonizadas.

Percebe-se que essa diversidade traz resultados gratificantes que contribuem cada vez mais no âmbito social para minimizar tais desigualdades que são expostas a todo o momento.

Destarte, não basta passa somente informação, é preciso que seu comunicador ou interlocutor nesse processo obtenha o mínimo de conhecimentos específicos e genéricos para que o mesmo possa ser entendido no limiar da comunicação como uma herança histórica todo esse pragmatismo social que ora transplanta-se através de diálogos com o "leitor visual ou literário" esse conflito de intermediação entre a ficção e a realidade social no mundo da comunicação.

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Sérgio Nunes de Jesus é graduado em Letras pela FFCLC/UNEB, Campus VI, Caetité-Bahia; especialista em Metodologia e Didática do Ensino Superior e Língua Portuguesa pela UNESC/RO, Psicopedagogia UNIR/RO e Mestrando em Lingüística pela UNIR/Guajará-Mirim-RO; Professor do Departamento de Letras da UNESC/RO e Pedagogia da FAP/RO; atualmente pesquisa sobre a Semântica na Linguagem Jurídica-Literária e no Dialogismo Polifônico em Bakhtin.

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