Pl em discussão
Na briga dos grandes leia-se Sabesp versus Prefeitura de São Paulo, quem
corre o risco de pagar o pato é a população.
A prefeita Marta Suplicy, no uso das suas atribuições legais, preparou o projeto de lei
que institui o Sistema Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Abastecimento
Sanitário SIRE. O projeto, que já está na Câmara Municipal, obriga a Sabesp a
assinar um contrato de concessão com a prefeitura para cuidar do saneamento na cidade e
deixar a PMSP participar das decisões gerenciais da Sabesp e das negociações sobre as
tarifas.
Dívida
A cidade de São Paulo tem uma dívida de R$ 230 milhões com a estatal paulista, dívida
esta oriunda do consumo de água nos prédios municipais. Prática condenável de
gerações e mais gerações de governantes que nunca respeitaram seus compromissos e
enrolaram o pagamento de taxas públicas tais como luz, água e telefone. Se fosse o
cidadão comum...
Lucro
Enfim, a polêmica está armada. É bom lembrar que vários outros municípios da grande
São Paulo que estão em dívida com a Sabesp. Mas engana-se quem pensa que a Sabesp está
mal das pernas. A estatal paulista teve um lucro de R$ 171,9 milhões no primeiro
trimestre de 2003, segundo análise do Sintaema, o sindicato dos trabalhadores da Sabesp.
Mas, creiam, o Governo do Estado reconheceu ser devedor de R$ 320,6 milhões à Sabesp
referentes a valores de complemento de aposentadoria e licença-prêmio e R$ 358,2
milhões referente a fornecimento de água e coleta de esgoto referente ao período de
1985 até dezembro de 2001. Se fosse o cidadão comum...
Estímulo federal
A questão da municipalização e da estadualização do saneamento promete voltar com
tudo.
A idéia do Ministério das Cidades é estimular consórcios e convênios de cooperação
entre os estados federados, com a gestão associada dos serviços de água potável,
esgotamento sanitário, habitação popular, transporte urbano e preservação ambiental.
O ministro Olívio Dutra pensa no fortalecimento das empresas estatais estaduais de
saneamento. Uma alternativa contra a privatização?
Empresas sustentáveis
Diante da finitude dos recursos da natureza, nenhuma empresa é totalmente sustentável.
Nenhuma empresa é capaz de atender as nossas necessidades sem comprometer as gerações
futuras. É preciso mais empenho das empresas para trilhar o caminho da sustentabilidade.
As futuras gerações agradecem.
Fome Zero ambiental
O programa Fome Zero pode e deve ir mais longe do que simplesmente o assistencialismo. Na
área ambiental o governo federal deve buscar a geração de empregos sustentáveis, no
fortalecimento da agricultura familiar e realizar uma reforma agrária que leve em conta
os aspectos ambientais.
Nova vertente
E por falar em fome surge uma nova tendência mundial. É o viganismo. Os vegans são os
radicais da fome, militantes, em sua maioria jovens, radicais e ambientalistas. Os vegans,
cujo lema é a proteção do reino animal, reúne o que há de mais radical nessa área.
O viganismo é taxado por alguns como um movimento burguês, elitista, principalmente os
brasileiros, que vivem num país onde o programa Fome Zero é a prioridade absoluta do
governo
Não chame um vegan para comer um bom churrasco!