A estimativa é que 25.500 km² na
Amazônia Legal foram desmatados. É uma área superior ao Estado de Sergipe (21.910
km²). O índice de desmatamento é o segundo maior da história do monitoramento por
satélite realizado pelo instituto.
Os dados foram calculados com base em 50 imagens de satélite obtidas entre julho de 2001
a junho de 2002, na região conhecida como "arco do desflorestamento", onde se
concentra 75% da floresta alterada pelo homem. Ação urgente
O ritmo do desmatamento é visível. O governo federal quer implantar uma série de
medidas visando combater o desmatamento na região amazônica. Ele incluiria uma
alteração na lei que regula as licenças para exploração de florestas -que hoje
permite aos proprietários desmatar 20% de suas áreas. Dados do Inpe (Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais) apontam alta de 40% no desmatamento na região entre agosto de
2001 e agosto de 2002. Que não falte vontade política para enfrentar as forças
devastadoras, políticas e latifundiárias e das grandes quadrilhas de salteadores de
madeira da floresta amazônica.
Reduzir o desmatamento da Amazônia não é bicho de sete cabeça, sobra órgãos e leis
afins para atuar.
Luz em Parintins
Alguns "defensores da natureza" criticaram o presidente Lula por este ter
prometido energia e linha de transmissão ao povo de Parintins, no
estado de Amazonas. Numa festa de
Parintins, Lula prometeu uma linha de transmissão de energia elétrica de Tucuruí (PA)
para Parintins.
Dizem esses "defensores" que com a chegada do telefone, do computador, da
geladeira, da máquina de lavar e do banho quente chega a criminalidade, a miséria, a
poluição a malária etc.
Menos!!!!
É preciso sim melhorar as condições de vida dos povos mais marginalizados e excluídos.
Claro que ninguém quer o progresso a qualquer preço. O padrão urbano atual é
insustentável. A saída para o governo é não seguir o modelo dominante. Ë investir em
alternativas e em experiências eficazes e comprovadas de usos de fontes alternativas em
modelos descentralizados de geração de energia.
O lixeiro e você
Recolher os sacos de lixos é dureza: exige preparo físico e um estômago de aço para
suportar o cheiro. Você que coloca o seu lixo de qualquer forma na lixeira ou amontoado
nas calçadas deveria pensar um pouco mais no ser humano que recolhe as suas sobras.
Aliás, quem trabalha na limpeza urbana prefere ser chamado de "coletor".
Cuidados com seus dejetos
Em sua casa, coloque o lixo direito no saco. Se for jogar cacos de vidros coloquem numa
caixa de papel ou embrulhe. Muito lixo de embalagens significa dinheiro jogado fora, pois
a embalagem representa um custo para a empresa que a produziu e para o consumidor. Um
grande desperdício.
Na rua, evite jogar lixo nas ruas, calçadas e becos. Nada de jogar sofás velhos nos
rios, garrafas e plásticos nas praias etc.
Três erres
Reduzir, reutilizar e reciclar. Reduzir a produção de embalagens descartáveis é
fundamental: que tal por exemplo apostar nos refrigerantes com garrafa de vidro no lugar
do plástico? Devemos reaproveitar ou reutilizar papéis, jornais, revistas, latas e até
alguns tipos de plásticos. Reciclar é aproveitar um material para nova utilização como
as latas de alumínio que retornam para as fábricas e depois são novamente
comercializadas.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br