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ISSN 1678-8419                                                                                                                   Ano III n.35 julho de 2003

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O Curso "TV na Escola e os desafios de hoje":reflexões de uma professora cursista
por Alessandra Bertasi Nascimento.

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Transformar significa ultrapassar o estabelecido, desmontar os antigos referenciais, adotar novas basesconceituais, construir outras modalidades de ação,ligando objetividade e subjetividade (Maria da Glória Pimentel – anotações de palestra – 1999)1

Resumo: O presente documento tem por finalidade apresentar as reflexões realizadas durante o curso "TV Escola e os Desafios de Hoje", revelando as dificuldades encontradas nas escolas estaduais de Pimenta Bueno – RO, face ao uso das novas tecnologias da informação e comunicação na formação continuada dos interlocutores escolares. Discorre ainda sobre seu uso como ferramenta no desenvolvimento e aprimoramento de competências tais como: leitura, escrita e tematização da prática e a importância dos gestores escolares trabalharem em conjunto com o coordenador da TV Escola no planejamento e execução de ações para a mobilização da comunidade escolar na elaboração e implementação do projeto político pedagógico, contemplando neste o papel da TV escola dentro da instituição escolar. Para tanto foi utilizado o método indutivo, entrevistas com os coordenadores da TV Escola ou representante escolar e pesquisa bibliográfica.

Palavras-chave: Novas tecnologias, formação continuada, gestores escolares.

Problematizador de inúmeras questões vivenciadas no cotidiano profissional, o curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje" possibilitou o exercício de um posicionamento reflexivo e de efetivo reconhecimento de aspectos didático-pedagógicos a serem superados, aperfeiçoados e preservados na busca do aprimoramento da prática diária do professor e dos diferentes interlocutores escolares.

Embora direcionado ao uso da televisão e videocassete, bem como dos programas exibidos na TV Escola, favoreceu ainda a um estreito contato com as diferentes ferramentas existentes nas escolas às quais recebem o nome de novas tecnologias da informação e comunicação (NTIC), abrindo a visão para o caminho construtivo da tecnologia a serviço da educação, a importância do trabalho coletivo na elaboração e realização de projetos pedagógicos voltados para o crescimento da comunidade escolar além da qualificação pessoal. Contudo faz-se mister destacar que o presente artigo embora utilize a expressão NTIC se referindo ao uso da televisão e videocassete, não tratará do uso das diferentes ferramentas tecnológicas que possivelmente se encontram disponíveis na escola.

A tecnologia, resultado da aplicação prática de conhecimentos teóricos a serviço da humanidade, incorpora-se no cotidiano profissional, cultural, familiar, muitas vezes sem a devida reflexão sobre sua forma de aplicação e utilização. Simplesmente passa a fazer parte da rotina diária. Portanto, devemos ter em mente que a tecnologia não se refere à ferramenta somente, mas essa juntamente com os usos que destinamos a ela em cada época e a qualidade de uso atribuída à mesma será relativa dependendo do ângulo de análise, da sua utilidade no contexto e possibilidade de aquisição.

A ausência de reflexões e discussões entre os atores do fazer escolar sobre os aspectos acima apresentados obstaculiza a transformação do atual espaço escolar em local privilegiado para a prática da aproximação das pessoas aos recursos tecnológicos, tanto para os que já possuem contato prévio, quanto para os que necessitam se atualizar na utilização desse patrimônio construído pela humanidade. Isso é o que Sarmento (2001: 64) nos propõe quando sugere que encaremos a entrada das novas tecnologias nas escolas sob um novo prisma, o de mudança de paradigma do modelo ensino-aprendizagem hegemônicos, não apenas como sofisticação do quadro pedagógico existente.

Assim sendo, a escola deve estar preparada para enfrentar as mudanças contínuas impostas pela velocidade do mundo globalizado e, diante desse quadro, nem sempre encontra agilidade para acompanhar esses desafios. Neste sentido, os objetivos desse trabalho concentram-se em:

- Redigir sobre as competências de tematização da prática, leitura e escrita desenvolvidas durante a realização do curso acima citado.

- Discorrer sobre a necessidade de participação do professor em ações de formação continuada em serviço para implementação do processo-ensino aprendizagem.

- Grafar reflexões sobre a necessidade dos gestores escolares trabalharem em conjunto com o coordenador da TV Escola na utilização do acervo audiovisual com fins de formação continuada dos atores escolares.

É diante deste quadro que se propõe a problemática: Como superar os desafios de atualização didático-pedagógica e utilização das novas tecnologias da informação e comunicação (televisão e videocassete) impostos pela inserção das mesmas nas instituições escolares? O referencial teórico adotado é o sócio-interacionista onde os gestores são vistos como mediadores entre o desenvolvimento real e potencial dos atores escolares na busca de soluções coletivas para as mudanças a serem implementadas na formação didático-pedagógica e do processo ensino-aprendizagem existente nas escolas. Para tanto, utilizou-se do método de abordagem indutivo e as técnicas de observação direta assistemática, observação direta extensiva (aplicação de questionários aos coordenadores das TV Escolas ou representante escolar) e a documentação indireta (pesquisa documental e pesquisa bibliográfica).

 

Desenvolvimento de competências através da tv escola

Através dos instrumentos de avaliação utilizados no curso à distância "TV na Escola e os Desafios de Hoje", os quais dependem da leitura, do registro de sua caminhada em um memorial e das respostas dadas às atividades de consolidação da aprendizagem e de avaliação, gradativamente conduz o cursista a revisão da sua prática pedagógica e organização escolar. Registrar a prática, realizar leituras, repensar a atuação profissional visando a complexidade do todo, os elementos que o compõe, a implementação de ações, tomadas de atitude através da mobilização de habilidades, conhecimentos e atitudes, chama-se competência. Salgado (2000: 20) descreve competência como sendo 

.. a capacidade de atuar diante de situações complexas, mobilizando conhecimentos, habilidades intelectuais e físicas, atitudes e disposições pessoais, de forma que identifique corretamente os elementos que estão em jogo e dê-lhes tratamento adequado".

Neste sentido é por meio da utilização da leitura e escrita que o profissional poderá estar registrando sua formação continuada, avançando na mesma e possibilitando o exercício da reflexão, da crítica e da autonomia de pensar e agir. Embora saibamos que utilizamos a leitura e a escrita constantemente em nossa atividade diária nem sempre essas habilidades são utilizadas com competência para serem colocadas em prática de forma qualitativa, com vistas a possibilidade de fornecer um referencial para a revisão da atuação profissional. Abreu (2001: 3) 2 confirma este posicionamento quando afirma ao professor que

"o seu diário e o seu planejamento são atividades burocratizadas que, tradicionalmente, são copiadas do ano anterior, de algum colega ou de algum profissional que orienta, mas quase sempre terminam por não possuir nenhum sentido orientador das ações do professor".

é partindo de um registro qualitativo, que não só o professor como todos os interlocutores escolares podem e devem realizar, que os mesmos terão subsídios suficientes para tornar suas ações diárias objeto de estudo para possíveis mudanças de posicionamento. A isso damos o nome de tematizar a prática. Signorelli (2001: 8) tomando o professor como ponto central, expõe o conceito de tematização da prática como sendo o ato de:

"... refletir sobre o que está ocorrendo (...) considerando as condições em que o trabalho pedagógico se desenvolve na escola, e tomar decisões sobre a melhor forma de orientar as aprendizagens dos alunos".

Se considerarmos que todos os servidores de uma escola estão em contato com os alunos e através de suas atitudes transmitem informações e colaboram na formação daqueles, a escola necessita proporcionar condições para que todos os interlocutores possam desenvolver competências em seus diferentes ramos de atuação. É preciso, contudo, que todos também possam exercer a prática da leitura e escrita, pontos de partida para qualquer registro. Este hábito nem sempre é também cultivado por ser difícil e às vezes tedioso, dependendo das habilidades dos leitores e escritores. Por isso Nóbrega (2001: 10) sugere:

"quanto mais se lê, mais se desenvolvem estratégias de leitura e a tarefa de ler se torna mais fácil; mas em relação à produção de textos, muitos dos escritores profissionais, como Ferreira Gullar, declaram sentirem-se incomodados com a distância entre o que gostariam de expressar e o que de fato conseguem escrever; portanto, quanto mais se escreve se tem consciência das dificuldades envolvidas na tarefa...".

 

Logo, proporcionar espaços de formação continuada a todos os envolvidos direta e indiretamente na formação dos alunos, favorece a superação de obstáculos individuais e coletivos rumo a tentativa de se oferecer a qualidade educacional almejada pelos diferentes segmentos da sociedade e a conquista da formação dos cidadãos com os quais se sonha.

Diante desta contextualização, partindo dos instrumentos acima citados utilizados para acompanhamento e avaliação de desempenho do cursista e das competências desenvolvidas durante o curso, surgiu a problemática já apresentada e a necessidade de refletir sobre as dificuldades observadas nas instituições escolares estaduais de Pimenta Bueno – RO diante do uso das novas tecnologias da informação e comunicação (televisão e videocassete) no processo ensino-aprendizagem do aluno e na formação continuada dos interlocutores escolares.

A tv escola e a formação continuada

Muitas são as dificuldades enfrentadas atualmente pelas escolas estaduais de Pimenta Bueno para a adequada utilização da TV Escola. De acordo com MEC/SEED3 (2001), o kit tecnológico4, repassado às Secretarias Estaduais e Municipais de Educação através de aquisição realizada pelo FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), atualmente é realidade a todas as instituições escolares estaduais do referido município. Entretanto, através das nove entrevistas realizadas pode-se observar que as unidades escolares encontram-se em dois diferentes níveis de desenvolvimento e utilização da TV Escola em seu processo educacional, a saber:

1. Nível elementar de organização do espaço e funcionamento: A E.E.E.F. 6 Orlando Bueno da Silva não dispõe de espaço físico exclusivo para o funcionamento da TV Escola uma vez que divide o local com a biblioteca e sala de reforço. A dificuldade de espaço reservado à TV Escola também acontece com a E.E.E.F. Bom Sucesso que tem dois terços dos horários ocupados por sala de aula regular. Já a E.E.E.F. Professor Valdir Monfredinho dispõe de espaço físico, porém não pode contar diariamente com uma coordenadora para o funcionamento da TV Escola, uma vez que a mesma encontra-se freqüentemente de atestado de saúde. O Centro Estadual de Educação de Jovens e Adultos Glicéria Maria Oliveira Crivelli não dispõe de coordenadora e cedeu temporariamente o kit tecnológico para a representação de Ensino de Pimenta Bueno.

Observa-se aqui a necessidade de superação de um tipo dificuldade essencial para a adequada instalação e funcionamento da TV Escola a fim de que a posteriori se possa realizar qualquer tipo de uso adequadamente.

 

2. Nível básico de funcionamento: é o caso da E.E.E.F. Anísio Serrão de Carvalho e a E.E.E.F. Sandoval Meira que trabalham visando fornecer subsídios ao professor no processo ensino aprendizagem do aluno bem como a sua formação continuada, mas ainda de forma assistemática e aleatória. Esta também é a realidade da E.E.E.F. Frei Silvestre Bizzotto e as E.E.E.F.M.7 Raimundo Euclides Barbosa e Marechal Cordeiro de Farias, contudo os coordenadores que as representam revelam em sua fala a importância da TV Escola na formação continuada de todos os envolvidos no processo direto e indireto da educação dos alunos. É o que nos mostra a coordenadora da TV Escola, professora Maria de Fátima Souza, da Escola Raimundo Euclides Barbosa quando nos diz que:

"falta um planejamento conjunto na escola visando ações que favoreçam a formação de qualidade tanto dos servidores da escola, da comunidade em geral e principalmente dos alunos".

O coordenador da TV Escola professor Raimundo Edilberto Rabelo, da Escola Frei Silvestre Bizzotto acrescenta

"... a gestão deveria se preocupar com a formação continuada dos funcionários em geral e assim melhorando o atendimento dos que procuram a escola, investindo mais na TV Escola e seu uso".


Nesta mesma linha de pensamento a professora Ana Luiza Teixeira Portella, coordenadora na Escola Marechal Cordeiro de Farias, declara:

"Se nós não conseguirmos realizar um planejamento conjunto com a equipe gestora, não conseguiremos colocar em prática todas as ações que podem ser realizadas beneficiando os envolvidos".

 

Nestes casos observa-se que através de ações isoladas e assistemáticas a TV Escola vem se preocupando com a formação continuada dos professores e iniciando uma reflexão sobre a importância de se ampliar o trabalho para o atendimento dos outros servidores, visando o crescimento conjunto de todos os envolvidos no processo do pensar e fazer escolares.

Embora as escolas venham encontrando dificuldades das mais elementares as mais complexas, todas procuram atender os professores no processo ensino aprendizagem dos alunos através da utilização da TV Escola. É necessário ressaltar que somente quatro coordenadores apresentavam um plano de ação para as atividades desenvolvidas na TV Escola e, mesmo todos voltando suas ações para o processo ensino aprendizagem do aluno, ressaltando a importância da formação continuada do professor, em unanimidade revelam a ausência de um plano de ação conjunto com os diferentes gestores escolares visando a utilização da TV Escola na formação continuada de todos os interlocutores escolares. Antunes 8 (2001: 7-8) reafirma as dificuldades enfrentadas para a utilização da TV Escola:

"... temos claro que dificuldades existem sempre. A pesquisa da Unicamp sobre a utilização do Programa TV Escola revela que os principais obstáculos registrados, além da rejeição e resistência por parte de alguns professores, está na jornada que não contempla um período para atividades pedagógicas e capacitação em serviço, e também a ausência de um funcionário responsável pela gravação dos programas".

 

Frente a essas afirmações observamos nas entrevistas que nenhum coordenador, mesmo os que possuem plano de ação para desenvolvimento de suas atividades, articulou encontros de formação continuada com os diferentes atores escolares. Os poucos encontros que aconteceram, visando discussão e trabalho em grupo de professores, são atividades desenvolvidas de forma aleatória e assistemática. Geralmente os professores marcam um horário individual e são atendidos em suas necessidades de conteúdos para ampliação dos conhecimentos dos alunos discutidos em sala de aula.

Antunes (2001: 4) afirma que os programas da TV escola são voltados

"... ao aperfeiçoamento e à formação dos professores. Se desejamos, efetivamente, oferecer um ensino de qualidade em nossas escolas precisamos começar pela formação dos professores".

Neste sentido vemos que a as escolas estaduais em Pimenta Bueno ainda não se encontram suficientemente articuladas para organizar e executar programas internos de formação continuada para os diferentes servidores. Ações isoladas de formação embora contribuam para desenvolvimento de habilidades e competências, não são suficientes para o acompanhamento e assessoramento constantes dos educadores, auxiliando na resolução de seus problemas e contribuindo para o processo de construção do conhecimento que venha colaborar na sólida promoção de qualidade educacional na formação dos alunos.

Quanto a necessidade de ter um profissional ao lado dos professores orientando-os em suas práticas didático-pedagógicas, Sandra Maria Ferreto Lorenzon, coordenadora na Escola Sandoval Meira nos diz que para ela
"O papel do supervisor é colaborar no processo ensino-aprendizagem e orientação de suporte ao professor e isso não vem acontecendo porque é preocupado com o atendimento burocrático a ser feito. Não os culpo, pois isso é resultado de um trabalho a longo tempo que vem acontecendo dessa forma".

No tocante a mudança de atitudes didática pedagógica por parte do professor depois que iniciou a utilização da TV Escola em suas práticas diárias, a mesma coordenadora acrescenta: "Houve a utilização de trabalhos em equipe em sala de aula, utilização de projetos para desenvolvimento de conteúdos e a visão de interdisciplinaridade".

 

Outros coordenadores sustentam essa afirmação quando dizem que as ações desenvolvidas na TV Escola mesmo que de forma assistemática e isolada possibilitaram, por exemplo, a mudança tais como as relacionadas pela professora Ana Luiza Teixeira Portella – Escola Marechal Cordeiro de Farias, Raimundo Edilberto Rabelo – Escola Frei Silvestre, Geralda Rita das Mercês Souza – Escola Orlando Bueno da Silva, Maria Das Graças Valentim de Lima supervisora da Escola Professor Valdir Monfredinho e Maria de Fátima Souza – Escola Raimundo Euclides Barbosa, respectivamente:

"Os professores passaram a procurar a TV Escola, planejar as atividades e tornar as aulas mais dinâmicas".

"... o professor que era muito tradicional, com o uso da TV Escola e vídeo percebeu que poderia encontrar melhores resultados. Ainda continua a dificuldade do professor trabalhar com vídeo".

"Os que fizeram o curso -10- mudaram a postura de trabalho. Aprenderam a usar o vídeo como forma de enriquecer a aula".

"... formou-se o hábito da discussão em grupo, pois antes isso não existia".

"Os professores mudaram a forma de pensar e organizar as aulas, houve a utilização da imagem como reforço dos conteúdos tratados em sala e começaram a despertar para a necessidade de trabalhar os temas transversais utilizando a TV Escola".

 

Destacam ainda que embora tenham conseguido mudanças de postura e tematização de algumas práticas pedagógicas do professor, existem em todas as escolas os professores que utilizam a TV Escola inadequadamente como meio furtivo de não desenvolvimento das competências nos alunos, talvez por falta de conscientização, compromisso, oportunidade de participar de orientações contínuas ou mesmo prática proposital.

É devido a essa contextualização que Antunes 11 (2001: 6) alerta para a necessidade de rever a utilização da TV Escola, pois:
"Na maioria das escolas a apropriação do Programa TV Escola, visto aqui como uma possibilidade de crescimento do professor enquanto profissional e de trazer a vida cotidiana para dentro da sala de aula tem sido realizada de forma isolada, e portanto, vulnerável".

 

A falta de ações conjuntas traz os resultados tais como os acima apresentados: enquanto parte do corpo de profissionais investe em sua formação continuada, a outra parte permanece alheia às modificações a serem implementadas diante dos desafios que o mundo globalizado nos proporciona. É visto que a contribuição de cada profissional que investe em sua formação irá com certeza colaborar no processo de transformação escolar e social embora possam também se sentir desamparados em seus esforços quando observam que não recebem orientação e apoio suficiente para continuar a trilha que escolheram.

É deste modo que, chegando ao fim de um trabalho ou mesmo bimestre, ao realizar avaliações e auto-avaliações com os alunos quanto a atuação pessoal e do professor na disciplina, elencando pontos positivos e negativos, acabamos por ler e ouvir relatos 12 ts como os de M.B.S., J.L.C. e S.G., alunas do terceiro ano do curso Magistério em nível de Ensino Médio, ora apresentados:

 

"Nem sempre todos os professores fazem com que a aula se torne interessante, vivem sempre dando o mesmo tipo de avaliação e trabalhos, onde não motiva o aluno a perguntar, pesquisar e se desempenhar".

"Em nossa escola já tem algumas tecnologias como a sala de TV Escola e sala de computação. Antes de ter um conhecimento de como eram utilizados esses recursos eu achava que era um local onde o professor passaria fitas na hora que quisesse ou até quando ele não tinha tempo de preparar outra aula e para não ter trabalho de explicar. (...) Mas mesmo tendo essas tecnologias na escola não está havendo um bom aproveitamento por parte de alguns professores. Muitos até talvez por falta de conhecimento não utilizam como deveriam".

"Não adianta nada a escola ter os recursos (tv,vídeo, computadores, internet) se os professores não souberem como fazer uso correto deles. Acaba ficando um trabalho incompleto. Em nossa escola, acho que o uso das novas tecnologias está melhorando, existem professores que se preocupam e trabalham utilizando os poucos recursos que a escola tem, outros porém, deixam a desejar".

 

Os alunos são testemunhas das diferenças gritantes na condução das várias disciplinas aos quais são submetidos e por vezes massacrados em sua fantasia de aprendizes. Existem aulas que dispensam perfeitamente a figura do professor que poderia ser substituído por um gravador, pois os alunos são apenas ouvintes. Algumas avaliações são comparadas a mera formalidade ao invés de verificação de aprendizagem que favoreça ao próprio aluno constatar seu empenho durante o período e ainda oferecer pontos de recuperação de conteúdos defasados, ao invés da prática de recuperar nota, tão comumente observada. Ele faz a avaliação para o professor e não para ele próprio. Procedendo desse modo o aluno obtém nota para satisfazer a terceiros e não a si mesmo como ser ativo que deveria ser.

A saída apontada para os obstáculos acima apresentados é a incorporação da utilização do Programa TV Escola no Projeto Político Pedagógico, conforme Antunes 13(2001: 7) nos orienta, já que deste modo a iniciativa de utilização isolada dos programas é modificada e passa a ser

"... estratégia da escola como um todo, na direção da construção da qualidade de ensino".

 

É nesta linha de raciocínio que neste momento nos voltamos para o terceiro objetivo deste artigo: a importância da participação dos gestores escolares no trabalho conjunto com o coordenador da TV Escola na utilização do acervo audiovisual com fins de formação continuada dos atores escolares.

 

As resignificações como horizontes

 

O curso "TV Escola e os Desafios de Hoje" é organizado de tal forma que concluí-lo sem tematizar a prática torna-se impossível. Nesse processo tem-se a oportunidade de constatar uma atuação profissional repleta de falhas e meios de supera-las partindo de um trabalho coletivo bem estruturado, organizado e que pode ser mobilizado via TV Escola. Através do referido curso que exigia trabalhos em grupo, pesquisa e conhecimento dos diferentes programas oferecidos pela TV Escola, surgiu a compreensão de sua importância na formação continuada de professores, servidores e gestores escolares favorecendo a ampliação das reflexões sobre a utilização das NTICs a serviço da educação e conseqüente formação de cidadãos. Uma vez garantida a utilização da TV Escola no Projeto Político Pedagógico, as ações podem se tornar sistematizadas, beneficiando os envolvidos.

Para que a conscientização dos gestores escolares ocorra e por sua vez esta venha proporcionar ações que favoreçam a resignificações de: papéis profissionais, atribuições de funções, reorganização do espaço e tempo escolares entre outras questões de cunho administrativo, pedagógico e financeiro, eles necessitam se aproximar das ações desenvolvidas na TV Escola e/ou participar do curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje" ampliando horizontes quanto ao papel efetivo deste setor escolar no desenvolvimento organizacional como um todo. Investindo na própria formação continuada, poderão vir a reconhecer na TV Escola uma ferramenta de gestão que faz uso da imagem, movimento e som, na transmissão de mensagens ou mesmo como ponto de partida para discussões a serem inseridas dentro do contexto escolar com seus diferentes segmentos. Antunes (2001: 10)14 nos propõe rever nossos paradigmas educacionais dizendo:

"Para exercitar sua autonomia a escola precisa romper com a gestão educacional tradicional, para, a partir de um outro olhar sobre a realidade, construir um novo padrão de política, planejamento e gerenciamento das questões que envolvem a comunidade escolar. Mais do que ‘manter a casa em ordem’, trata-se de uma nova maneira de pensar a escola, com a participação dos diferentes segmentos e estabelecendo novas relações sociais, em contraposição às relações autoritárias existentes".

 

Pautados na necessidade premente de resignificar a estrutura e funcionamento escolar os gestores escolares devem assumir papel fundamental na mediação de todo o trabalho a ser realizado. Da postura que assumirão frente a essa demanda, da relação que ele estabelecerá com as NTIC e da relação que ele estabelecerá com os diferentes profissionais, pais e alunos é que a comunidade escolar poderá se perceber ou não como autônoma e protagonista do processo, construtora da escola que pretendem para o futuro, embora saiba nem sempre estar segura do futuro. As dificuldades sempre estarão presentes, mas soluções devem ser pensadas em conjunto para que se possa romper com imagens desgastadas de escola alheia ao contexto social e a utilização de comunicação unidirecional onde diferentemente de procurarmos trazer o aluno para nossa linha de pensamento, sem interação e participação com ele, concebendo-o como receptor passivo, possamos fazer uso de novos modelos de aprendizagem que abram espaço para outras formas de obter informação por meio multisensorial possam ser utilizadas.

Repensar e reconstruir o processo de educar, acompanhar, formar a criança e/ou adolescente contribuirá para a revisão e ampliação da concepção sobre a função social da escola bem como de sua organização. Só assim podermos oferecer aos educandos espaços escolares mais ricos no aprendizado, valorizando o uso da criatividade de todos os indivíduos envolvidos no processo (pais, diretor, coordenadores pedagógicos, professores, funcionários em geral, alunos, comunidade local).

Os gestores escolares serão o fundamento básico para toda a revisão a ser realizada, propondo ações que favoreçam a articulação de meios para mobilização da comunidade escolar e local na busca de desconstruir e reconstruir a escola através de significações próprias. Neste aspecto Sarmento (2001: 63) nos propõe que:

"... a humanidade não pode limitar-se a aceitar os avanços positivos que as novas tecnologias proporcionam e tratar suas conseqüências negativas como inevitáveis. Ela precisa estar atenta, prever acontecimentos e ser conscientemente ativa. Mais que informação e conhecimento, o que precisamos é aumentar nossa capacidade pessoal de entender as coisas, de aprender e descobrir, de adaptar e inventar sob uma perspectiva crítica".

 

Para que as NTIC sejam utilizadas adequadamente na escola, o professor deve conscientizar-se da importância de ter desenvolvido em si competências como leitura, escrita, trabalho em equipe e gestão de sua formação. É através da formação continuada que os atores da escola e não somente os professores terão a oportunidade de desenvolver e aprimorar suas competências e receber os subsídios necessários para aperfeiçoamento da prática profissional diária seja pedagógica, administrativa, de apoio. Os gestores escolares devem favorecer a promoção deste desenvolvimento humano, incentivando a organização de ações conjuntas com vistas a estabelecer um projeto pedagógico que contemple as necessidades de todos os segmentos escolares na construção de um processo qualitativo de ensino e aprendizagem.

É também através do posicionamento que os gestores assumem que existirá ou não a valorização dos profissionais, a possibilidade de uma gestão participativa e compartilhada, descentralizando atividades, obtendo a participação geral, construindo a autonomia escolar, com o uso da criatividade diante de situações problemas a serem enfrentadas pelas instituições e a realização de ações que toquem os interlocutores em relação a prática, atitudes e valores efetivos que colaborarão para mudanças verdadeiras na qualidade do ensino.

A capacitação em serviço deverá trazer aos envolvidos a possibilidade de mudanças organizacionais, o desenvolvimento de competências, uma avaliação contínua e sistemática que favoreçam ampliações e implementações de um projeto político pedagógico consistente, autônomo e que possibilite as definições coletivas do cidadão que se deseja formar e das ações necessárias para tal. Isso dependerá é evidente, do envolvimento das pessoas que dele participam, mas também é nele que a formação continuada deverá estar assegurada, com reuniões periódicas de estudo ao invés de ações isoladas e assistemáticas, a qual possibilite a troca de experiências com enriquecimento mútuo e a compreensão de todos. É exatamente aí que será assegurado inclusive o papel da TV Escola vista como estratégia para a melhoria da qualidade de ensino através do uso de suas diferentes programações, por exemplo, a escola aberta – destinada a integração da comunidade escolar, fortalecimento de vínculos para a participação da construção do projeto político pedagógico e o trabalho diário dos gestores escolares.

A competência de trabalhar em equipe empregando as NTIC como meio de formar cidadãos deverá ser utilizada não só para o processo ensino-aprendizagem dos alunos, mas pode e deve servir ao aperfeiçoamento e atualização dos atores escolares favorecendo a inclusão desses no patrimônio científico-cultural, principalmente ao levarmos em conta a localização geográfica da região norte em relação aos locais onde eventos dessa ordem são mais acessíveis e freqüentes.

A educação para que possa atender seu triplo papel: econômico, científico e cultural, apresentados pela Comissão Internacional sobre Educação para o século XXI e incorporados na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) 9394/96 só será realidade quando houver a compreensão e prática profissional pautada nos quatro alicerces propostos nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) – aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a viver e aprender a ser, aspectos também considerados pela comissão supracitada. O aluno, nesse contexto, não deverá ser encarado como mero expectador, mas como participante ativo, que questiona, interage, modifica o conteúdo apresentado e necessitará de movimento não somente físico e sim intelectual, emocional e de envolvimento social. O professor deverá dar a si mesmo a oportunidade de poder compreender o seu meio social atuando sobre ele e favorecendo o desenvolvimento da pessoa enquanto ser. Essa oportunidade está garantida na LDB quando propõe a participação dos professores na elaboração do projeto político pedagógico. A mesma oportunidade deve ser dada ao aluno o qual deverá exercer o protagonismo juvenil através de atividades previstas em projetos interdisciplinares que avancem além muros escolares, bem como ser participante ativo dentro da escola. Para tanto, os conteúdos programáticos deverão ser utilizados como mediadores da aquisição de habilidades, competências e autonomia no processo de crescimento cognitivo, facilitando a adaptação social e emocional do aluno o qual deverá conhecer a informação, mas também saber o que fazer com ela, onde encontrá-la, como transforma-la e quando adapta-la.

Rever a postura frente ao novo, a infra-estrutura tecnológica, a comunicação utilizada interna e externamente, a articulação e parcerias interinstitucionais, a flexibilidade e atualização permanente dos profissionais da escola são, portanto, aspectos prioritários a serem contemplados teoricamente no projeto político pedagógico do estabelecimento de ensino, mas principalmente a serem colocados em prática.

 

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Alessandra Bertasi Nascimento é Professora da Faculdade de Pimenta Bueno – RO no curso de Pedagogia, pós-graduada em Psicologia Junguina, Psicopedagogia e pós-graduanda em Formação para Gestores Escolares. alebertasi@infodinamica.com.br

ABSTRACT: The present document has the purpose to present the reflections accomplished during the course "TV School and the Challenges Today", revealing the difficulties found at schools in Pimenta Bueno - RO, facet to the use of new technologys of the information and communication in the school speaker's continued formation. Discourse also on its use as a tool in the development and refinement of competences such as: reading, writing, and thematic of the practice and the importance of the school managers work together with TV School coordinator in the plan and execution of actions for the mobilization a community's school in the elaboration and implementation of the pedagogical policy project, contemplating inside this the TV School's paper of the school institution. For that, the inductive method was used, interviews with TV School's coordinators or school representative and research bibliographical.

 

Keywords: New technologys, continuous formation, school managers.

* Esse trabalho é fruto da participação do curso à distância "TV na Escola e os Desafios de Hoje" promovido pela Seed/MEC e UniRede, dirigido aos professores da rede pública de ensino. Originalmente publicado na Revista Ad Litteram,Pimenta Bueno – RO, p. 111-130. Edição Especial – Maio 2003. ISSN1677-4620.

Notas

1.Maria da Glória Pimentel citada em Luzia Angelina Marino ORSOLON, O coordenador/formador como um dos agentes de transformação da/na escola, p. 17.
2.Ana Rosa ABREU. Boletim o Salto para o Futuro: competências na formação continuada, p. 3.MEC/SEED. TV na escola e os desafios de hoje, Módulo 1, p. 76.
4.Kit tecnológico são os equipamentos para recepção e gravação de programas, composto de um televisor, um aparelho de videocassete, uma antena parabólica, um receptor de satélite e uma caixa com dez fitas de vídeo.
5.Entrevistas realizadas com os coordenadores da TV Escolas ou representante escolar das unidades a saber: Centro Educacional de Jovens e Adultos Maria Glicéria de Oliveira Crivelli, Escolas Estaduais de Ensino Fundamental Frei Silvestre Bizotto, Orlando Bueno da Silva, Professor Valdir Monfredinho, Anísio Serrão de Carvalho, Sandoval Meira, Bom Sucesso e Escolas Estaduais de Ensino Fundamental e Médio Raimundo Euclides Barbosa e Marechal Cordeiro de Farias.
6.E.E.E.F. lê-se Escola Estadual de Ensino Fundamental.
7.E.E.E.F.M. lê-se Escola Estadual de Ensino Fundamental e Médio.
8.Maria Helena ANTUNES. Apropriação do Programa TV Escola por professores e diretores como resultado de um modelo de gestão de Programas de EAD, p. 7-8.
9.Ibid., p.4.
10.Referindo-se ao curso "TV na Escola e os Desafios de Hoje".
11.Maria Helena ANTUNES. Apropriação do Programa TV Escola por professores e diretores como resultado de um modelo de gestão de Programas de EAD, p. 6.
12.Os relatos foram obtidos durante a realização do projeto O Magistério e as Novas Tecnologias elaborado e executado pela professora Alessandra Bertasi Nascimento no segundo semestre de 2001 junto aos alunos do terceiro ano do Magistério na E.E.E.F.M. Raimundo Euclides Barbosa. 13.Maria Helena ANTUNES. Apropriação do Programa TV Escola por professores e diretores como resultado de um modelo de gestão de Programas de EAD, p. 7.
14.Maria Helena ANTUNES. A TV Escola no Projeto Político Pedagógico, p.10.

 

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