“Podemos
facilmente perdoar uma criança que
tem medo do escuro; a real tragédia
da vida é quando os homens têm medo
da luz”.(Platão)
Todos
nós temos algum tipo de medo
em menor ou maior grau. Há alguns
temores que não nos prejudicam,
no entanto, há outros que impedem
nosso crescimento, sem que percebamos.
É esse tipo de medo que devemos
enfrentá-lo.
Há
pessoas que vivem lamentando-se por
não terem feito algo mais, e
muitas vezes esse “algo mais” não
foi feito por puro receio de enfrentar
os obstáculos e desafios impostos
pela vida.
Se
desejarmos ter uma existência
que vá além do lugar comum,
devemos aprender a utilizar a força
contida no temor em favor próprio;
devemos usar a energia desse sentimento
para aguçar nossos sentidos e
refinar nossa capacidade de julgamento.
Precisamos
e devemos ter consciência dos
nossos medos para que possamos direcionar
melhor nossa mente e assim extrair dele
a coragem necessária para vencermos.
E tudo isso se torna possível
quando o encaramos, com ânimo
e disposição destemida;
como um habilidoso esgrimista que sabe
atacar e recuar com passos precisos
e sincronizados.
Enfrentar
o medo não é eliminá-lo,
ao contrário, é mantê-lo
como forte aliado gerador de ação,
que nos direciona e ao mesmo tempo nos
faz distinguir entre a ousadia desmedida
e inconseqüente das ações
lúcidas e racionais.
Enfrentar
o medo significa, também, encontrar
nele os instrumentos do sucesso, não
permitindo que ele nos detenha e desta
forma nos impeça de aproveitar
as oportunidades e viver novas e enriquecedoras
experiências.
Quando aprendermos a nos livrar das
limitações infligidas
pelo medo, poderemos, intensa e profundamente
viver e aproveitar essa tal felicidade.
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