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Paz
na Terra aos Homens de Botequim. Não, não é uma prece
é o nome de um livro. Chega, enfim, para a classe
etílica um livro para ser acompanhado com um bom torresmo
à pururuca, muita conversa fiada e umas biritas. As
crônicas de Paulo Pellota são leves, divertidamente
instrutivas. O autor, um entendido na arte de beber e
prosear, fornece, para leitores embriagados de humor, um
bom papo de botequim. Uma prosa divertidamente instrutiva
e convidativa: ler como um instrumento de
degustação.
Como um cientista que realiza seu sonho, Paulo Pellota é
um verdadeiro "antropological" etílico: faz da
observação participante seu caminho para a reflexão. A
leitura deve ser consumida em pequenos goles, ou, se
preferir, em rápidas talagadas.
Destaco os textos O
Velório do Compadre, A lógica do delegado e a crônica
que deu origem ao nome do livro. Mas, cada leitor
definirá seu preferido. Não esqueça de a cada nova
crônica reabastecer seu copo.
É, sem dúvida, um livro para ler bebendo, para beber
lendo, tanto faz. O que importa é a leitura leve,
agradável e gastronômica, pois o leitor poderá ler o
livro antes de um bom churrasco, de uma suculenta feijoada
ou da macarronada da "mama".
No prefácio do livro,
Paulo Pellota, anota: "Freqüentar um bar onde o dono
nunca bebe, equivale a ir a um templo em que o sacerdote
não acredita em Deus." Pois ler este livro faz bem
ao espírito, alegra a alma e sacia os bons de copo: um
brinde ao prazer de ler!
Deveria ser leitura obrigatória nos bares e botequins,
com uma observação: não precisa ler moderadamente.
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