|
|
| ::Econotas:: |
De modificados ao
Universo finito
por Gilberto da Silva |
 |
Transgênicos
Qual será o futuro da nossa mesa?
Se tivermos comida é bem provável que não teremos
segurança alimentar. |
|
|
Crise
transgênica
A decisão do governo federal de liberar o cultivo da soja transgênica no Rio Grande do
Sul está provocando estragos na base ambientalista do PT.
Os ambientalistas, que já estavam descontentes com a importação de pneus do Uruguai e
do Paraguai e com a lentidão no processo de demarcação das terras indígenas, viram
sinais de incoerência nas políticas ambientais praticadas pelo governo.
A desmedida provissória
A medida provisória sobre os transgênicos apenas tapa o sol com a peneira. Uma peneira
bem furada!
Vejam só: primeiro os americanos (leia-se uma grande empresa multinacional de herbicidas)
seduzem os plantadores de soja do Rio Grande do Sul com promessas de alta produtividade
etc. O governo (nesse caso, o anterior) fez vistas grossas. Não usou mão de ferro para
impedir o avanço de uma atividade ilegal. Literalmente empurrou com a barriga.
E por falar em barriga, quem vai se responsabilizar pelos prováveis futuros danos ao
nosso corpo provocado por uma tecnologia que ainda não foi suficientemente testada? Há
muita escuridão nestas plantações....
Gabeira saindo
Fernando Gabeira, PT/RJ anunciou a sua saída do partido governista. Alega que sai devido
ao fato do governo estar sendo incoerente. Disse em várias entrevistas que o PT não
está seguindo o que prometia na sua Política Ambiental proposta no período eleitoral.
Gabeira afirma que na questão dos transgênicos, o PT defendia a moratória. O deputado-
agora independente - critica os deputados e prefeitos do PT que apoiaram a invasão dos
colonos no Parque Nacional do Iguaçu, no Paraná (querem abrir uma estrada que corta todo
o parque nacional).
Fissura
A fissura no governo é clara. O ministro Roberto Rodrigues convenceu o presidente a
liberar o plantio dos transgênicos, contrariando a posição da ministra Marina Silva,
agora sofre ataques de setores do partido. O ministro não é ligado ao PT e sempre teve
uma boa cotação junto ao presidente.
A questão de fundo não é ser contra ou a favor da produção dos produtos geneticamente
modificados. A razão pode estar com um ou com outro, ou com vários outros. Trata-se de
discutir profundamente a questão. Mas, nós animais dotados de poderes racionais evitamos
este apuro de racionalização.
Forte pressão
A medida governamental de liberação do plantio parece ter sido movida mais pelo forte
esquema de pressão lobista presente em Brasília do que considerações sobre uma
política de desenvolvimento agrário e sustentável para o país.
A mim, parece-me uma bola de neve. Vai rolando, rolando e quando menos percebemos estamos
envolvidos nela. Agora, que não há estudos que comprovem a segurança dos transgênicos
para a saúde dos consumidores, não há.
Multis
As grandes indústrias multinacionais, sobretudo, as do ramo químico, dominam e controlam
mais de uma dezena de produtoras locais de sementes. É um grande negócio controlar as
sementes e controlar a venda do subprodutos para o plantio de soja e milho...
Universo finito
A recente divulgação de cientistas da Universidade de Paris e do Observatório de Paris
que disseram que o universo pode ser esférico, formado por gomos, como uma bola de
futebol e que pode não ser infinito.pode nos levar a crer se eles estiverem
corretos que vivemos num pequeno mundo, num pequeno e fechado universo.
Os cientistas analisaram dados astronômicos que sugerem que o universo é finito e feito
de pentágonos curvos emendados numa bola. O trabalho dos cientistas foi publicado na
respeitável revista Nature.
Pode tratar-se de uma grande revolução que com certeza vai incidir sobre as discussões
sociais e comunicacionais. Saber que o Universo tem fim, assim como nós seres biológicos
(e portanto, mortais) e dotados do dom da linguagem é um alento para que voltemos nossos
estudos científicos para novos (e revolucionários) rumos
Mercadoria
Quando o bem comum passa a ser tratado como mercadoria para consumo, a coisa complica.
Se incluírem a questão do "acesso à água" nas negociações e acordo tipo
Alca.
Nesse mundo globalizado em que nossos filhos já nascem encarados pelo Mercado como um
consumidor e não um cidadão não dá pra deixar para lá estas discussões. A água
acabou, pela lógica capitalista tornou-se uma Mercadoria. Rara e cara!
Gestando consumidores
Desde que nascemos somos encarados como consumidores. Minto, desde que somos gerados.
Somos ao longo da nossa jornada criados para consumir. Cidadania... Deixa pra lá.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br
|
|
 |
| ::educação:: |
|
|
|
 |
 |
Gilberto da Silva é jornalista, sociólogo e professor
universitário.
É editor da Revista Partes.
gilberto@partes.com.br |
institucional |

|
|
|