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Final
de ano é a época mais propícia para fecharmos para
balanço. É quando olhamos para trás e fazemos uma
reflexão mais profunda do ano que se foi. Então
paramos pensar no que fizemos, no que não fizemos, no
que deixamos para depois, no que poderíamos ter
feito, no que esquecemos ou no que adiamos porque na
verdade não queríamos fazer e naquilo que precisávamos
realmente fazer.
Em
países como Inglaterra e Estados Unidos, as pessoas
fazem as chamadas «Resoluções de Ano Novo», que são
sempre aspectos de suas vidas que pretendem modificar.
Por exemplo, quem fuma, pensa em parar. Quem leva uma
vida sedentária, promete a si mesmo (a) que vai se
exercitar. Quem quer se atualizar pensa em fazer um
curso de línguas, informática, pintura, etc.
Qualquer coisa vale para melhorar. Acontece que na
maioria das vezes, as resoluções ficam no papel. À
medida que o ano vai passando, as pessoas vão
esquecendo de suas intenções e a vida vai passando,
a rotina se instala e a gente vai seguindo. As pessoas
acabam não realizando seus sonhos, talvez por serem
difíceis, impossíveis ou parecerem muito longe de
serem alcançados. Aí elas vão desistindo.
Corremos
o risco de entrar em depressão se acharmos que não
fizemos tudo o que deveríamos ter feito. Muitos de nós
ficam aborrecidos e pensam em recuperar o tempo
perdido de alguma forma. Nessa hora, queremos dar
conta de tudo, e não conseguimos. Não dá. E
sofremos com isso, porque nos cobramos demais. Todos nós
temos nossos problemas, nossas batalhas diárias, obstáculos
que muitas vezes nos parecem intransponíveis, que nos
afastam de nossas metas, ou nos fazem adiá-las por
algum tempo.
É
aqui que ela entra em cena. Ela, a quem devemos nossas
realizações. Ela, que nos faz seguir adiante. Ela,
que não nos deixa desistir de lutar. É ela que nos
move, que nos faz sonhar e acreditar em nossos sonhos.
Ela nos dá a certeza de dias melhores. Ela nos dá
força para continuarmos. Ela nos ajuda a recomeçar
dia a dia. Estou falando da esperança que habita em
todos nós.
Comecemos
este ano que se inicia com esperança. Vamos tentar
mais uma vez. Vamos tentar entender o outro e ter
compaixão por ele como temos por nós mesmos.
Exercitemos a tolerância por aqueles diferentes de nós.
Sejamos solidários.
Vamos
procurar realizar o que não realizamos, vamos fazer
melhor o que já fazíamos bem, vamos dar o melhor de
nós mesmos. Vamos fazer algo diferente, vamos sorrir
mais, vamos nos doar mais. Vamos distribuir carinho e
atenção (é de graça), vamos brincar como crianças,
deixemos o mau humor de lado, vejamos o lado bom das
pessoas e das coisas. Façamos novos amigos e
compartilhemos nossos segredos com eles. Vamos
conversar mais com os idosos e ouvir suas histórias.
Vamos nos dar um tempo para fazer as coisas de que
gostamos. Vamos cuidar melhor de nós mesmos. Vamos
ler aquele livro há tanto tempo guardado, vamos rever
nossos amigos há tanto tempo esquecidos, vamos ouvir
nossas músicas preferidas, vamos dançar. Voltemos a
sonhar.
Caminhemos
em direção a nossos sonhos. Com confiança.
Acreditemos em nós mesmos.
Comentários para a autora: sandrakezen@fdc.br
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