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ISSN 1678-8419                                                                                                                   Ano III n.41 janeiro de 2004

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Começar de novo
p
or Sandra Kezen

Vamos ler aquele livro há tanto tempo guardado, vamos rever nossos amigos há tanto tempo esquecidos, vamos ouvir nossas músicas preferidas, vamos dançar. 
Voltemos a sonhar...

Final de ano é a época mais propícia para fecharmos para balanço. É quando olhamos para trás e fazemos uma reflexão mais profunda do ano que se foi. Então paramos pensar no que fizemos, no que não fizemos, no que deixamos para depois, no que poderíamos ter feito, no que esquecemos ou no que adiamos porque na verdade não queríamos fazer e naquilo que precisávamos realmente fazer.                          

Em países como Inglaterra e Estados Unidos, as pessoas fazem as chamadas «Resoluções de Ano Novo», que são sempre aspectos de suas vidas que pretendem modificar. Por exemplo, quem fuma, pensa em parar. Quem leva uma vida sedentária, promete a si mesmo (a) que vai se exercitar. Quem quer se atualizar pensa em fazer um curso de línguas, informática, pintura, etc. Qualquer coisa vale para melhorar. Acontece que na maioria das vezes, as resoluções ficam no papel. À medida que o ano vai passando, as pessoas vão esquecendo de suas intenções e a vida vai passando, a rotina se instala e a gente vai seguindo. As pessoas acabam não realizando seus sonhos, talvez por serem difíceis, impossíveis ou parecerem muito longe de serem alcançados. Aí elas vão desistindo.

Corremos o risco de entrar em depressão se acharmos que não fizemos tudo o que deveríamos ter feito. Muitos de nós ficam aborrecidos e pensam em recuperar o tempo perdido de alguma forma. Nessa hora, queremos dar conta de tudo, e não conseguimos. Não dá. E sofremos com isso, porque nos cobramos demais. Todos nós temos nossos problemas, nossas batalhas diárias, obstáculos que muitas vezes nos parecem intransponíveis, que nos afastam de nossas metas, ou nos fazem adiá-las por algum tempo.

É aqui que ela entra em cena. Ela, a quem devemos nossas realizações. Ela, que nos faz seguir adiante. Ela, que não nos deixa desistir de lutar. É ela que nos move, que nos faz sonhar e acreditar em nossos sonhos. Ela nos dá a certeza de dias melhores. Ela nos dá força para continuarmos. Ela nos ajuda a recomeçar dia a dia. Estou falando da esperança que habita em todos nós. 

Comecemos este ano que se inicia com esperança. Vamos tentar mais uma vez. Vamos tentar entender o outro e ter compaixão por ele como temos por nós mesmos. Exercitemos a tolerância por aqueles diferentes de nós. Sejamos solidários.

Vamos procurar realizar o que não realizamos, vamos fazer melhor o que já fazíamos bem, vamos dar o melhor de nós mesmos. Vamos fazer algo diferente, vamos sorrir mais, vamos nos doar mais. Vamos distribuir carinho e atenção (é de graça), vamos brincar como crianças, deixemos o mau humor de lado, vejamos o lado bom das pessoas e das coisas. Façamos novos amigos e compartilhemos nossos segredos com eles. Vamos conversar mais com os idosos e ouvir suas histórias. Vamos nos dar um tempo para fazer as coisas de que gostamos. Vamos cuidar melhor de nós mesmos. Vamos ler aquele livro há tanto tempo guardado, vamos rever nossos amigos há tanto tempo esquecidos, vamos ouvir nossas músicas preferidas, vamos dançar. Voltemos a sonhar.

Caminhemos em direção a nossos sonhos. Com confiança. Acreditemos em nós mesmos.

 

Comentários para a autora: sandrakezen@fdc.br

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Sandra Kezen é professora e coordenadora do Laboratório de Línguas da Faculdade de Direito de Campos e da Faculdade de Odontologia de Campos.
Comentários para a autora : sandrakezen@fdc.br

O entregador de jornais – uma homenagem ao povo brasileiro
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or Sandra Kezen

Deixem a língua em paz - Uma reflexão sobre os estrangeirismos 
por Sandra Kezen

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