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Um
dos grandes desafios do século XXI está sendo a questão da
gestão integrada, aquela que supõe a participação das
comunidades vizinhas, ou inseridas nas áreas de
conservação, na gestão sustentável dos espaços
naturais. Gestão integrada, inclusive, entre os universos
masculino e feminino. Sem a hierarquização do que é para
ser complementar, e sem perder a originalidade própria da
diferenciação: genialidade da natureza!
Os problemas de transformação, deterioração e contaminação
do ambiente como efeitos da atividade turística não têm
sido confrontados seriamente pelas
autoridades encarregadas do setor. A progressiva
degradação, alteração e destruição dos ecossistemas e
atrativos culturais de uso turístico é um efeito inegável.
Do jeito como caminha a humanidade, como trata seu ninho -
o planeta Terra -, é interessante assinalar algumas
evoluções previsíveis, esperadas no tratamento social dos
problemas ambientais:
- uma exigência crescente por parte das associações de
consumidores, ecologistas e o conjunto da sociedade a fim
de conseguir um meio de qualidade. Como conseqüência, a
legislação deverá ser cada vez mais exigente e tende a
regular um maior número de parcelas de envolvidos, os
stackeholders;
- um incremento na participação social ante qualquer
projeto e obra, que deverá ser fruto da negociação com
todos os envolvidos. Os grandes projetos com
transcendência ambiental deverão ser postos em prática
apenas após consensos;
- Novas formulações de soluções politicamente viáveis,
como a aparição de novas formas de gestão dos espaços
naturais e, inclusive, de parques temáticos e turísticos,
em geral, devem acontecer;
No início do século XXI se assiste a um processo de um uso
um pouco menos agressivo dos recursos naturais, tanto do
território – tipos de edificações,
por exemplo -,como das atividades – os safáris têm se
convertido em safáris fotográficos, de admiração. Esta
mudança de mentalidade, tanto na sociedade
como na administração que dita as leis, se relaciona com o
denominado desenvolvimento sustentável e, sem dúvida, abre
novas oportunidades de negócio que podem concretizar-se em
três aspectos fundamentais:
- uma maior exigência de qualidade ambiental no turismo de
massas, que exige uma adequação das instalações, a
recuperação de espaços naturais, o tratamento diferenciado
dos recursos sólidos – separação dos lixos -, etc.
- a potenciação de um turismo alternativo próximo que pode
classificar-se de seguinte modo segundo o produto
oferecido: turismo verde vinculado a educação ambiental;
turismo nos espaços naturais; agroturismo; turismo de
esportes de aventura; turismo de interior; turismo ativo/
de intervenção/ de experiências; atividades complementares
nas zonas turísticas tradicionais;
- a aparição de uma nova modalidade de ecoturismo em
destinos longínquos, com uma grande diversidade
paisagística e riquezas de comunidades naturais.
Por exemplo: fazer dos parques temáticos também parques
naturais, e vice-versa.
Nos projetos de planejamento se observa uma visão ainda
fragmentária, cartesiana e parcial dos componentes que
integram o patrimônio turístico de um parque temático ou
outro local turístico qualquer. Ainda não são
considerados, na prática, como intimamente
inter-relacionados e que uma transformação ou alteração em
algum deles se reflita invariavelmente nos demais. As
características e o funcionamento do ambiente dependem dos
mecanismos concretos de relação entre os três
subjconjuntos – ambiente natural, transformado e
sócio-cultural – que compõem o ambiente em sua totalidade.
O acelerado crescimento do turismo tem gerado,
principalmente
pela cobiça e sede de captação de divisas, criação de
empregos, maximização das utilidades e contribuição ao
desenvolvimento regional, esquecendo ou deixando em um
nível secundário as repercussões negativas e custos
ambientais que a atividade traz consigo. É evidente que se
os processos de degradação e contaminação causados pelo
turismo não são percebidos e atendidos em sua real
dimensão, um grande número de ecossistemas e atrativos
culturais podem perder suas características e qualidades
originais em detrimento, primeiro, de sua sustentabilidade
econômica e, segundo, afetando irremediavelmente o perfil
ambiental e cultural do globo.
Deve ser clara a percepção de que fazer viver os homens em
harmonia com a natureza é obrigação e fundamental para um
mundo que adquire uma dimensão cada vez mais universal,
bem como os parques temáticos e seus impactos – positivos
e negativos. O eco-desenvolvimento poderá afirmar sua
originalidade e utilidade baseando sua razão de ser na
particularidade dos ecossistemas e na identidade cultural
dos povos.
Sol e lua, céu e mar, yin e yang: opostos em harmonia.
Assim é regida a vida, com complementares se atraindo e
semelhantes se unindo.
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