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O mundo está mudando com rapidez jamais vista, e a
velocidade da mudança impacta as organizações de maneira
muito forte. Como se adaptar a essas mudanças e criar
ferramentas para continuar competitivo? Como administrar as
pessoas para gerar as mudanças necessárias?
Estaremos
percorrendo, de maneira cada vez mais veloz, uma estrada que
conhecemos cada vez menos. Por isto mesmo, antecipar os
cenários de 2010 será um atributo não teórico, mas ligado ao
verdadeiro diferencial competitivo das organizações – uma
verdadeira odisséia em Recursos Humanos.
Uma das mudanças mais importantes que ocorreram no ambiente
de negócios nestes últimos dez anos foi, sem dúvida, a
absoluta ruptura nos padrões tradicionais da estruturação de
uma carreira profissional nas empresas e organizações: o
emprego vitalício passou a ser uma mera ficção.
Será, assim, indispensável que as empresas dediquem uma
parcela importante do seu tempo à reflexão sobre o futuro do
seu ambiente de negócio. É nos períodos de grandes mutações
e incertezas que a arte de planejar ganha nobreza e
prioridades maiores. Nas grandes tempestades, a engenharia
de vôo entra em ação e torna-se fator crítico de
sobrevivência e segurança. Mas infelizmente, as pessoas
confundem a arte da antecipação de tendências e mudanças com
adivinhação ou futurologia barata. Estudar o futuro
significa aumentar o campo e o conhecimento, para
possibilitar a construção de um caminho desejável e
favorável para a organização.
Dando
continuidade a esta reflexão, apresento uma visão
futurística para que as pessoas possam pensar e planejar
estratégicas para que as mudanças não sejam impactantes.
As prováveis mudanças que teremos em 2010 é que grande parte
das pessoas vão assistir televisão em notebooks. Os
principais concorrentes das companhias aéreas serão as
empresas de telecomunicações, que por meio da
videoconferência, estarão dando “adeus a ponte aérea” e
realizando reuniões virtuais em diversos locais. O
conhecimento disponível será dobrado e a internet será
triplicada em números de usuários e notícias, que serão
lidas no momento da geração do fato e 90% dos processos de
recursos humanos serão diferentes dos padrões atuais.
Em 2010, o uso de redes on line para fins
educacionais se intensificará e provocará competição entre
os melhores centros de ensino do mundo e as universidades
nacionais. Será um novo conceito de distribuição da
educação, como se o mercado estivesse aberto à importação.
A visão de treinamento será voltada para "ensinar a
aprender", de forma a liberar o potencial que cada indivíduo
tem dentro de si. Será ensinar as pessoas a serem criativas,
flexíveis e generalistas em termos profissionais. Muitas
atividades profissionais se tornarão obsoletas e ser
criativo será, cada vez mais, uma questão de marketing e de
sobrevivência profissional.
As
Organizações vão operar cada vez mais em redes (networks) e
o emprego tradicional tende a diminuir drasticamente. A
flexibilidade de horários será cada vez maior e mesmo o
trabalho tradicional será mais ainda feito em casa. Os
serviços serão cada vez mais importantes na formação do PIB.
A inovação será um fator crítico de sucesso de sobrevivência
e as organizações vão destinar verbas cada vez mais
volumosas para à criação de novos produtos, serviços,
sistemas e processos em um movimento obcecado rumo ao novo.
Diante das enormes dificuldades do ambiente externo, os
talentos humanos serão ainda mais escassos. Na eterna lei da
oferta e da demanda, os profissionais talentosos escolherão
as empresas que oferecerem o ambiente humano mais propício
ao seu desenvolvimento e recompensar de forma mais justa o
seu real valor.
As empresas de transportes e prestação de serviços
melhorarão seu atendimento. Os restaurantes passarão a
comprar mais refeições semiprontas para reprocessamento e
utilizarão serviços just-in-time, durante a entrega,
para satisfazer a rapidez solicitada. Sistemas de
informações e dispositivos inteligentes também serão
utilizados para aumentar a rapidez e a precisão do
atendimento. A biotecnologia será utilizada na alteração da
produção e do processamento de legumes e carnes. Aumentará
consideravelmente o atendimento tipo self-service e
com pagamento automático via smart cards e sistemas
de débito automático. Novos negócios surgirão de combinações
entre alimentação e varejo, a partir da busca de canais
alternativos para vendas de alimentos. No segmento de
refeições, o fast food é o que mais crescerá. Já
entre as modalidades, a franquia é a que mais se expandirá
em 2010. As grandes lojas de conveniência continuarão a se
expandir. O critério de conveniência será preponderante na
escolha da localização: próximo a cinemas, em shoppings,
operações 24 horas.
Em resumo, o verdadeiro fator crítico em 2010 será, sem
dúvida, a competência, num nível de exigência muito maior,
onde as pessoas serão “profissionais fora de série” em tudo
que estiver fazendo, seja a cada mês, a cada semana, a cada
dia. |