ISSN 1678-8419        Ano IV n.44 -abril de 2004

  Principal
 Agenda
 Comportamento
 Colunistas
 Cultura
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Esportes
 Em Rhede
 Entrevistas
 Nossa Língua
 Notícias
 Outras edições
 Poesia e Crônicas
 Política
 Reflexão
 Reportagens
 Sócio Ambiental
 Terceira Idade
 Turismo
   Participe
 Cartas
 Expediente
 Fale Conosco
   Especiais
 SP 450 anos
 Gilberto Freyre
 Igrejas
 Meio Ambiente
 Assédio Moral
::Música::

Belchior, a Palo Seco
por Jaqueline Novaes

Um Concerto a Palo Seco. Belchior e Gilvam de Oliveira. Produtor Fonográfico- Camerati Produções Artísticas. Gravado no Estúdio Bemol.

 

            As mais belas  composições de Belchior interpretadas por ele mesmo, no melhor estilo “belchi” de ser, aqui; neste Cd iluminadas pelas afinadas e obedientes cordas de Gilvam de Oliveira – que também assina a Direção Musical / Arranjo e Violões.

            Este poderia ser o melhor Cd de sua carreira, caso não fosse toda ela pontuada por Melhor Cd. a cada lançamento; sistematicamente. Então poderemos dizer que é um dentre os tantos melhores.

            De Pequena Grandeza, Pequena Mapa do Tempo, Velha Roupa Colorida, Medo de Avião, Paralelas, Gelos Noites e Quintais, Na Hora do Almoço, Alucinação, Tudo Outra Vez, Mucuripe (Belchior e Fagner), Divina Comédia Humana, A Palo Seco – estas são as músicas estão presentes neste Cd. da mesma forma em que estão em nosso  imaginário, cravadas nossas vidas e lembranças boas.

 

 

 

 

Flor Amorosa  Rosana Mancini, Verinha Mancini, Lurdinha Mancini, Anna Maria Machado, Dudáh Lopes (piano).Gravadora CPC-UMES – Home-page: http://www.umes.org.br

 

Com arranjos bem cuidados, vozes que acariciam a alma e  com harmonia e delicadeza  nos estimulam à introspecção relaxante, noutro momento; remexem em algum lugar de nós nos despertando então uma vontade de dançar de rosto colado. Flor Amorosa consegue emocionar !

O Cd que leva o mesmo nome do grupo, é uma pérola, neste mar de mesmice-patética-fonográfica, onde o politicamente vendável ocupa lugar de destaque, sob o mudo acorde da sigla MPB. Estas vozes que são tão brasileiras, límpidas, emocionantes e por que não ousar dizer, Amorosas, cantam o que de melhor existe do choro-canção,

Somado a tudo que já era tão bom, o repertório consegue deixar o bom ainda melhor; interpretando composições de Ernesto Nazareth, João Pacífico, Lamartine Babo, Chiquinha Gonzaga, Severino Araújo... se mesclam as deliciosas vozes femininas. No que resulta tudo isto, é simples dizer: Boa Música
 

::educação::

Ensino de leitura em língua estrangeira : a contribuição do modelo sociointeracional na construção do conhecimento e do sentido dos textos.  por Sandra Kezen
sobreoautor.jpg (6467 bytes)

Jaqueline Novaes

A PALO SECO

Se você vier me perguntar por onde andei
no tempo em que você sonhava,
de olhos abertos, lhe direi:
- Amigo, eu me desesperava.
Sei que, assim falando, pensas
que esse desespero é moda em 73.
Mas ando mesmo descontente.
Desesperadamente eu grito em português:

- Tenho vinte e cinco anos de sonho,
de sangue e de América do Sul.
Por força deste destino,
um tango argentino
me vai bem melhor que um blues.
Sei que, assim falando, pensas
que esse desespero é moda em 73.
... E eu quero é que este canto torto,
feito faca, corte a carne de vocês.


   

institucional

© copyright revista partes 2000-2003
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil