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::Terceira Idade:: |
Participação de mulheres idosas no mercado de trabalho aumentou
por
Agência Notisa |
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Pesquisa mostra que as idosas ativas
têm melhores condições
de saúde do que aquelas que já se aposentaram, inclusive, no
que diz respeito à menor freqüência de doenças crônicas.
Nas últimas
décadas, a participação da mulher no mercado de trabalho
cresceu muito. Em trinta anos — de 1970 a 2000 —, a
porcentagem de mulheres que fazia parte da população
economicamente ativa passou de 18,2% para 35%. Assim como o
trabalho feminino aumentou, o tempo de permanência em
atividade também cresceu, ou seja, pessoas idosas, que
teriam idade para se aposentar, começaram a preferir
trabalhar ainda por mais algum tempo. Diante disso, Luana
Giatti e Sandhi Barreto, pesquisadoras da Universidade
Federal de Minas, resolveram realizar um estudo no intuito
de determinar a participação precisa das mulheres idosas no
mercado de trabalho, as especificidades do trabalho feminino
nessa fase da vida e investigar se a situação no mercado de
trabalho está associada às condições de saúde que as
mulheres apresentam.
“Participaram deste estudo todas as mulheres residentes nas
regiões metropolitanas de Belém, Fortaleza, Recife,
Salvador, Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro,
Curitiba, Porto Alegre e Distrito Federal, com idade igual
ou superior a 65 anos, participantes da Pesquisa Nacional
por Amostra de Domicílios (PNAD) realizada em 1998”, afirmam
Luana e Sandhi, em artigo publicado na edição de out./dez.
de 2002 da revista Ciência & Saúde Coletiva.
No total,
foram 4.603 mulheres idosas, cuja média de idade foi de 73
anos. Segundo as pesquisadoras, “entre as mulheres, 48,2%
não se encontravam trabalhando e nem eram aposentadas, 42,9%
eram aposentadas e 8,9% trabalhavam”. Das que trabalhavam, a
maioria (81,2%) estava inserida no trabalho informal, ou
seja, não tinha carteira assinada nem contribuía para a
Previdência. O ramo de atividade com maior proporção de
idosas, segundo Luana e Sandhi, foi o de prestação de
serviços.
As
pesquisadoras também constataram que as idosas ocupadas eram
mais jovens, tinham maior renda e nível melhor de
escolaridade — geralmente tendo estudado por quatro a sete
anos. Outro dado importante, segundo elas, é o fato de as
idosas que trabalhavam se sentirem melhor no que diz
respeito à sua saúde, relatando, inclusive, menor freqüência
de doenças crônicas. “As idosas que trabalhavam tiveram
menor dificuldade para realizar todas as atividades
indicadoras de autonomia e mobilidade física estudadas do
que as aposentadas”, afirmam no artigo. E acrescentam: “as
condições de saúde estão associadas de forma independente à
permanência das mulheres na vida ativa em idades mais
avançadas”.
Dessa
forma, Luana e Sandhi explicam que a tendência é haver cada
vez mais mulheres idosas inseridas no mercado de trabalho, à
medida que as gerações atuais são compostas por menores
desigualdades de gênero. “Portanto, as possibilidades de
trabalho das idosas das próximas décadas já estão sendo
determinadas hoje, ou seja, as relações entre gênero,
trabalho e saúde evidenciadas neste trabalho podem refletir
diferenças presentes na idade adulta e necessitam de maiores
investigações”, concluem no texto. |
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| ::educação:: |
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Envelhecer com
dignidade
Livro que analisa aspectos da velhice reúne textos
de profissionais de diferentes áreas
Envelhecer bem é saber lidar com sabedoria e serenidade, com as
circunstâncias da vida. Uma boa alternativa para encarar a
velhice com bons olhos é aceitar-se, entender a vida como ela é,
e acatar os outros como na verdade são. As frases, ditas como
ensinamento, são da professora Anita Liberalesso Neri,
coordenadora do curso de pós-graduação em gerontologia da
Faculdade de Educação, uma das organizadoras do livro Velhice
Bem-sucedida. Aspectos afetivos e cognitivos, que será lançado
na Fnac (Shopping Parque D. Pedro), no próximo dia 16.
Leia matéria:
http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/abril2004/ju247pag12.html
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Mulheres
brasileiras têm menopausa por volta dos 50 anos de idade
por Agência Notisa
Pesquisa mostra que fatores socioeconômicos não interferem na idade
de ocorrência da menopausa.
Cada vez mais
as mulheres se interessam por assuntos que dizem respeito à sua
saúde. E a menopausa — parada normal e definitiva da menstruação
— é um dos temas que despertam maior interesse. A demanda por
informações sobre a idade em que esse processo ocorre e sobre o
que pode antecipá-lo ou tardá-lo também vem aumentando. Contudo,
são poucas as pesquisas brasileiras, realizadas com mulheres
brasileiras, que versam sobre esse assunto. Por isso, uma equipe
de pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas procurou
estudar, em um grupo de mulheres com idade entre 45 e 60 anos, a
média etária de ocorrência da menopausa natural com seus fatores
associados.
Em artigo
publicado na edição de jan./fev. de 2003 da revista Cadernos de
Saúde Pública, a equipe explica que o número de participantes
correspondeu a 456, sendo que todas residiam em Campinas.
Segundo o texto, a pesquisa se deu através de entrevistas com
questionários estruturados, que continham perguntas sobre idade,
idade da menarca — idade da primeira menstruação —, idade da
menopausa, cor, tabagismo, índice de massa corpórea, estado
civil, paridade, número de abortos realizados, antecedente de
uso de contraceptivos hormonais e não-hormonais, ligadura
tubária, escolaridade, emprego e classe socioeconômica. A coleta
de dados ocorreu entre outubro de 1997 e janeiro de 1998.
Os
pesquisadores afirmam, no artigo, que a maioria das mulheres era
branca, possuía baixo nível educacional (70% referiram
escolaridade de no máximo quatro anos), vivia com companheiro e
não tinha emprego remunerado. Aproximadamente dois terços delas,
segundo eles, possuíam baixo nível socioeconômico. Com relação à
menopausa, 75% das mulheres entrevistadas estavam na peri
(período antecedente) ou pós-menopausa.
No estudo, a
equipe constatou que a idade média de ocorrência da menopausa
natural foi de 51,2 anos, sendo a idade mínima de 28 e a máxima
de 58 anos. Além disso, foi observado que “aproximadamente 5,5%
das mulheres apresentaram menopausa precoce (abaixo de 40 anos)
e 2% apresentaram menopausa tardia (acima de 55 anos)”. Quanto
aos fatores associados, os pesquisadores explicam que não houve
relação significativa entre as variáveis estudadas e a idade de
ocorrência da menopausa, fato que contraria alguns relatos e
especulações atuais. “Embora seja aceito que fatores
sócio-econômicos possam estar indiretamente envolvidos na idade
de ocorrência da menopausa, quer através da educação, nutrição
ou estado de saúde, neste estudo a idade à menopausa foi
semelhante nos diversos níveis sócio-econômicos”, afirmam no
texto. E completam: “o fator mais importante para determinar a
idade da ocorrência da menopausa é o número de folículos
ovarianos”.
De qualquer
forma, os resultados desse estudo, segundo eles, “ajudarão não
só o planejamento de serviços e rotinas de assistência, como
também o delineamento do ensino nas instituições pertinentes e,
sobretudo, servirão de base para a necessidade de pesquisas
fundamentadas em uma realidade brasileira”.
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