ISSN 1678-8419                                                                                                                                                                 Ano IV n.45 -maio de 2004

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Louco, deformado ou fugitivo!
 
por
Sérgio Dal Sasso

Algumas características importantes do nosso Brasil podem ser marcadas pelo gosto que temos pelo futebol, pelas loirinhas (conceito ampliado após as indefinições do Zeca Pagodinho) e pela tendência vocacional de exercer atividades próprias, mesmo sendo um idiota despreparado. O futebol acompanhado da cervejinha é um costume nacional que positivamente nos auxilia em processos de relacionamento sejam profissionais ou pessoais.

Tais hábitos salutares, ligados à preferência nacional, são responsáveis pela formação de grupos, que sofisticadamente são apelidados de “entendidos”. Os entendidos fazem parte do time dos técnicos e em comum são críticos especializados na analise postecipada dos fatos. O lado positivo da formação dos grupos é que são construídos pelas afinidades e o lado negativo é que normalmente não apresentam nenhum objetivo pratico, sendo utilizados para preencher espaços de uma vida pouco produtiva e útil. No fluxo inverso do crescimento nacional verificamos uma crescente procura pelos momentos de fuga, ou seja, como não conseguimos andar para frente optamos pela perda de tempo em causas inúteis colocando na evidencia dos assuntos, o futebol, nossos amigos do "big brother", a desnacionalização da Ambev, a estagnação do governo, fatos que pela alta exposição já se encontram devidamente analisados e registrados nas primeiras paginas dos principais sistemas da mídia. E assim a nossa nação vai se aprofundando afundando seus objetivos, pois não queremos olhar para produção do futuro, apenas temos a intenção de estar nele, talvez com um pouquinho de conforto, quem sabe poder adquirir uma tela plana, convidar a turma para um “petisco” sem grandes pretensões. A gente vai levando em quanto outros vão fazendo e a historia mostra que os dominantes sempre conquistaram pela capacidade de pensar mais qualitativamente que os outros e assim ocuparam seus espaços.

O incrível disso tudo é que só entramos no estagio da preocupação quando já perdemos algo. O emprego já se foi há muito tempo e você só dará conta do fato quando receber a cartinha e ai perceberá que os anos se passaram e que todas as sinalizações recebidas sempre foram consideradas menores do que a cervejinha, o futebol e os amigos de pouca importância.

A competição no mundo é intensa, pois os negócios precisam continuar e para isso devem oferecer atrativos também competitivos (inovação com estruturas enxutas e alta tecnologia). A sua cervejinha há muito tempo, já faz parte deste mundo, de margens reduzidas e ganhos de escala e também o seu futebol é coisa de profissional, empresarial. Nossos talentosos atletas fazem parte de um grupo bem sucedido e raro, de profissionais exportados para organizações que pagam e recebem bem mais do que investem. Este é o negocio e mundo dentro do qual você deve estar adaptado para viver e sobreviver.

A solução para um caminho de sucesso está na sua capacidade de criar uma nova estratégia de pesquisa, não só de assuntos e temas de conforto, pois festa é algo sempre mais rápido do que a ressaca do dia seguinte.

 

::educação::
Cola: Justiça, pode. Educação, por que não?
 Por
Vicente Martins

Sérgio Dal Sasso, consultor palestrante em gestão de negócios. Contato: www.sergiodalsasso.com.br

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