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                                                          Revista Partes - Ano IV - maio de 2004 - nº 45 

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 Afinal, salário é fator motivador?
 P
or Washington Sorio


A palavra motivo vem do latim motivus que significa aquilo que se movimenta, que se move, faz andar. De modo geral, motivo é tudo aquilo que impulsiona a pessoa a agir de determinada forma ou, pelo menos, que dá origem a uma tendência a um comportamento específico. E uma das questões mais polêmicas referentes a salário é se este funciona como um fator de motivação para os funcionários. 

Se estudarmos o ciclo motivacional verificamos que toda pessoa tem um equilíbrio interno que de acordo com um estímulo ou incentivo faz surgir uma necessidade. Toda vez que surge uma necessidade esta rompe o estado de equilíbrio da pessoa, gerando uma descarga de tensão e um comportamento ou ação. Dependendo do comportamento ou ação a pessoa poderá ter satisfação ou insatisfação. A insatisfação da necessidade produzirá um estado de frustração, agressão, insônia, resistência, moral baixo. Se o comportamento ou ação for eficaz, a pessoa encontrará a satisfação da necessidade e, portanto, volta ao estado de equilíbrio anterior, à sua forma de ajustamento ao ambiente.  

Esse ciclo motivacional pode ser esquematizado conforme figura abaixo: 

 

Considerando as teorias motivacionais modernas, dentro da Teoria Behaviorista, que podemos considerar um aperfeiçoamento da Teoria das Relações Humanas, encontramos duas teorias que são extremamente importantes para compreendermos o mecanismo de motivação do ser humano, são elas: a “Hierarquia das Necessidades”, de Maslow, e os “Fatores de Higiene-Motivação”, de  Herzberg. 

Associando a teoria de Maslow e Herzberg à nossa questão de salário, como fator de motivação, observamos que, indiretamente, o salário contribui, é o pano de fundo, podemos compreender que o salário está tão intimamente ligado à satisfação das necessidades humanas.  

As pessoas desejam dinheiro porque este permite-lhes não só a satisfação de necessidades fisiológicas e de segurança, mas também dá plenas condições para a satisfação das necessidades sociais, de estima e de auto-realização. 

Portanto, o dinheiro é um meio e não um fim. O salário não é fator de motivação quando analisado isoladamente. A troca fria de produção por salário não gera satisfação ao empregado, é apenas recompensa justa pelo seu trabalho e o empregado busca a garantia de sua sobrevivência. 

Diante disso, a empresa deve ver o salário como função agregada de motivação e procurar utilizá-lo como um instrumento a mais na compatibilização dos objetivos organizacionais e pessoais. 

Para ter pessoas integradas, produtivas e ambiente motivador na organização, são necessários planos adequados de Recursos Humanos. Considero como plano básico, o carro-chefe, o PLANO DE CARGOS E SALÁRIOS, porque sem ele dificilmente os demais planos de desenvolvimento funcionam.  

As pessoas crêem que seu desempenho é, ao mesmo tempo, possível e necessário para obter mais dinheiro. Desde que as pessoas creiam haver ligação entre diferenças de remuneração e de desempenho, o salário poderá ser um excelente motivador. 

Sabemos que salário não é o único componente remuneratório de contraprestação do trabalho. Existem também os benefícios, que acabam se somando e compondo a chamada remuneração, bem como poderão existir outras verbas de crédito, como, por exemplo, remuneração variável, bônus, gratificações, etc. 

Existem diversas maneiras de definir o termo salário, dependendo de sua forma de aplicação ou como ele se apresenta para o empregado ou para o empregador.  

Algumas das principais definições sobre o termo salário são: 

Tipo de salário

Definição

1. Salário nominal

É aquele que consta na ficha de registro, na carteira profissional e em todos os documentos legais. Pode ser expresso em hora, dia, semana, mês.

2. Salário efetivo

É o valor efetivamente recebido pelo empregado, já descontadas as obrigações legais (INSS, IRRF, etc)

3. Salário complessivo

É o que tem inserido no seu bojo toda e qualquer parcela adicional (hora extra, adicional, etc)

4. Salário profissional

É aquele cujo valor está expresso na lei e se destina especificamente a algumas profissões.

5. Salário relativo

É a figura de comparação entre um salário e outro na mesma empresa

6. Salário absoluto

É o montante que o empregado recebe, líquido de todos os descontos, e que determina o seu orçamento.

  

Vale a pena lembrar o pensamento de William B. Werther - “Quando a remuneração é feita corretamente, os empregados têm mais probabilidade de estar satisfeitos e motivados para com os objetivos organizacionais”. 

Surpreendentemente muitos empregados e empregadores pouco sabem a respeito de planejamento de carreira. Freqüentemente não estão conscientes da necessidade e das vantagens desse planejamento. E uma vez conscientes, freqüentemente falta-lhes a informação necessária para que tenham sucesso em seu planejamento. 

“Salário é fator motivador” – e agora o que você usa para terminar essa frase, ponto final ou interrogação?

 

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 Washington Sorio é graduado em Administração de Empresas com MBA em Gestão de Recursos Humanos e diversos cursos de especialização, tanto no Brasil como no Exterior. Possui 12 anos de experiência na Gestão de Recursos Humanos, com ênfase em desenvolvimento organizacional, vivenciado grandes processos de turnaround, start up e reestruturação de empresas, implementando políticas, estabelecendo diretrizes e no comando pleno dos subsistemas de RH, com visão focada em qualidade, resultados, inovações e redução de custos. (washington.sorio@globo.com).

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