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Prostituta de todos
O filósofo inglês Francis Bacon (1501-1626) ficou conhecido como o
pensador que via a natureza como "a prostituta de todos" fazendo
um chamamento para todas as futuras gerações para "domesticar",
"ajustar", "moldar" e "configurar" a natureza como pretexto para o
homem tornar-se o senhor soberano e indiscutível do mundo físico.
Bacon, como muitas cabeças pensantes da atualidade, e há vários
ocupando importantes cargos públicos e privados, fundamentava seu
pensamento nas possibilidades tecnológicas de construção de uma
nova sociedade de acordo com a natureza do homem real e com sua
capacidade para controlar as leis naturais descobertas pela
ciência. Seu chamamento é extremamente atual!
Tradição prostituinte
Jeremy Rifkin, grande economista americano que escreveu o Fim
do Emprego é autor de uma das obras mais controversas sobre a
engenharia genética, O Século da Biotecnologia, onde diz
que o gene não é um invenção e sim uma descoberta da natureza,
afirma que encontrar novas e mais poderosas forças para controlar
e utilizar a natureza com finalidades utilitárias e comerciais tem
sido o sonho máximo e o tema central desde Idade Média. Desde
Bacon que com sua noção de sociedade inteiramente regulada por
métodos científicos, estabeleceu os fundamentos para o Iluminismo
que se seguiu, fornecendo uma visão sistemática da ascendência
final da humanidade sobre a natureza. Isaac Newton (1642-1727),
René Descartes, John Locke (1632-1704) e outros filósofos
iluministas construíram uma visão do mundo que continua a inspirar
muitos biólogos moleculares e empresários de hoje, em sua jornada
rumo a capturar e colonizar a última fronteira, o domínio
genético, cerne do mundo natural. Aqui no Brasil, leia-se
Amazônia.
Agronegócios
Revisar a política de demarcação de terras indígenas. Aumentar a
área “produtiva” da Amazônia, com desmatamento, é claro! Abrir
estradas para escoar a rica produção de soja no cerrado. Liberar
todos os transgênicos com o argumento de que assim agindo
acabaremos com a fome. “Agilizar” os processos de avaliação
ambientas, os EIAs e os RIMAs e toda a burocracia que impede que
as hidrelétricas se instalem no país. Estes itens e tantos outros
na pauta atualmente sugerem que um grande setor da política e da
economia quer a todo custo implantar de vez o capitalismo
insustentável no país.
Proteção demais
”Ninguém sabe, mas 12% do território nacional, de 8,5
milhões de quilômetros quadrados, pertencem hoje a uma minoria de
250 mil indígenas.” "Lembro, por exemplo, do cacique Marcos Terena
[da etnia terena]. Ele fala inglês e é capaz de pilotar aviões.
Mas é um indígena, e a única coisa que não tem da cidadania é que
não vota. Mas também não paga Imposto de Renda." Falas do diretor
financeiro do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e
Social), Roberto Timótheo da Costa. Acredite, se quiser. Mas está
registrado nos jornais.
Poupar água
Primeiro: use sempre um regador na hora de molhar as plantas.
Nunca use mangueira! Você sabia que regar plantas nos jardins
durante 10 minutos gasta 186 litros de água?
Segundo: não lave o carro com mangueira. Você gasta entre 216 a
560 litros de água. Use o balde, além de tudo é um ótimo exercício
físico. O consumo utilizando balde será de 40 litros.
Terceiro: não escova os dentes com a torneira aberta. Esta
atividade por 5 minutos gera um gasto de 12 litros de água. Molhe
a escova e use um copo para bochechar. Nesta atividade você
economiza 11,5 litros.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br
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