|
Político é uma palavra derivada do latim politicus, do
grego politikos, como adjetivo, é empregado para designar
tudo que se refere ao Governo ou ao Poder Público. Mas como
substantivo, designa o homem que exerce atividades públicas, ou
seja, a arte de bem governar os povos.
Na
visão de Aristóteles podemos também definir todo homem como
político, pois vivemos em sociedade. Uma das principais e
essenciais condições do ser humano é o fato de viver agregado a
outros homens, na intenção de realizar um fim, ou de cumprir um
objetivo de interesse comum, para o qual todos devem cooperar, ou
trabalhar. Sendo inconcebível um homem que vive sozinho ou aquele
chamado auto-suficiente, pois assim ele deixa de ser homem, se
torna um deus ou uma fera, ou simplesmente não sobrevive.
A
política é o estudo das formas como o homem se organiza no espaço
público. Busca a organização sócio ideal, seu objetivo é
estabelecer os princípios, que se mostrem indispensáveis à
realização de um governo. O homem deve trabalhar sua inteligência
para tornar suas idéias aptas, para colaborar com a evolução da
humanidade, com honra, honestidade, respeito para com o próximo,
isto é, com ética, virtude e prudência. Assim, a política nos
mostra doutrinas, indispensáveis ao bom governo de um povo.
Mas
de maneira inversa, outros, se conformam em ser apenas
expectadores da grandiosa conquista do pensamento e da ação. O
sábio é aquele que usa a sabedoria para o bom proveito do homem,
com caráter e inteligência, pois um sem o outro é apenas meia
felicidade. Não basta ser inteligente, é preciso também ter o
caráter apropriado. Os expectadores fracassam por desconsiderar
sua condição, sua posição, sua origem e amizades.
Devemos ter uma nova postura diante da vida, com essa idéia que
todos os homens são políticos, temos que descartar o monótono, a
mesmice, ou seja, tudo aquilo que nos ensinaram como correto e
verdadeiro. Assim, enfrentando novos desafios, quebrando barreiras
e estabelecendo novas regras.
Para a compreensão do homem como um ser político, ele tem
que experimentar sensações de dor e prazer, medo e coragem,
justiça e injustiça, compreender uns aos outros, discernir o bem
do mal, e assim todos os sentimentos desta ordem, cuja comunicação
constitui a família do Estado. Conhecendo além dos aspectos
superficiais das coisas, principalmente a razão do ser, com
certeza teremos uma condição de vida mais livre.
Uma
coisa é importante: não adianta nada compreendermos tudo isso, se
não colocamos o Estado em primeiro lugar, antes da família, antes
de cada indivíduo. Pois como falamos, um homem que vive isolado
não basta a si mesmo. Os homens devem viver em sociedade,
praticando a política, respeitando o Estado, lutando pela
dignidade humana, sabendo tolerar uns aos outros, agindo com
virtude e prudência, pois sem virtude, o homem é o ser mais
incrédulo, sem fé, se tornando o mais feroz de todos os seres
vivos, nada mais sabe, por sua vergonha, que amar e comer.
Com
nossa nova visão do ser político, temos como fundamento um Estado
que garanta a felicidade de todos os seus habitantes, com a
habilidade de dominar os diferentes tipos de paixão, não tendo o
espírito da contradição, com fidalguia de caráter, sabendo renovar
o caráter com naturalidade e com arte. Isso é alcançado quando as
três partes da alma agem em conjunto, na busca do bem supremo,
impulsionadas pelo amor, que nos leva à verdade, beleza e justiça.
Assim chegando a Ordem e Progresso.
Bibliografia
Gracián,
Baltazar. A Arte da Prudência. São Paulo – Ed.Martin Claret
– 2003
Aristóteles.
A política. Trad.: Nestor Silveira Chaves. Rio de Janeiro,
Tecnoprint, s.d.
Silva, de
Plácido e. Vocabulário Jurídico. Rio de Janeiro – Forense –
1998 |