.ISSN 1678-8419  

                                                          Revista Partes - Ano IV - maio de 2004 - nº 45 

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 Patrimônio Histórico: um bem a ser valorizado
 Por Gi
sele de Souza e Silva e Caroline Demathe


O turista ao escolher o seu destino, tem como um de seus principais critérios uma localidade em que possa conhecer os valores, as origens, a história, a cultura dos habitantes de determinada região. Pode ser a busca pela cultura a motivação principal, a impulsionadora de uma viagem ou mesmo de momentos de lazer no museu mais próximo.

Um dos segmentos do turismo que proporciona a satisfação desses critérios é o turismo cultural, sendo que este contém diversas ramificações que abrangem desde a maneira de viver das pessoas de determinado local, até suas crenças, costumes, tradições, estilo arquitetônico, etc. E, conseqüentemente, por abranger tantos aspectos, é escolhido especialmente por possibilitar ao turista uma forma de aprendizagem agradável sobre diversas culturas. Parte dessa cultura que o turista deseja ver pode ser representado pelas construções históricas de cada cidade. O vislumbre e o entendimento além do nível estético e funcional, mas histórico também, são fundamentais apelos que devem ser satisfeitos para que o consumidor da viagem ou daquela atividade de lazer fique sem frustrações.

A possibilidade de conhecer o modo de vida das pessoas através do estilo arquitetônico de determinado local é de interesse de muitos turistas e pode lucratividade para a localidade. Um exemplo a ser citado são as Pirâmides do Egito, que contam muito sobre a civilização que habitou aquela região. É um exemplo não somente com relação à arquitetura, mas também para o turismo, ou seja, de como saber utilizar este patrimônio arquitetônico a favor do turismo, explorando de forma adequada: sustentável. Mas, infelizmente, não é esse pensamento que a maioria dos proprietários de imóveis com valor cultural e histórico têm; sendo que o mesmo ocorre com a administração pública - que deveria ser a maior interessada na conservação destes imóveis –, oferecendo pouco de apoio, de modo geral, com relação a reforma e conservação de imóveis, aos proprietários.

“Para valorizar suas áreas históricas, as cidades estão tentando atrair novas atividades e uma delas é o turismo associado a atividades culturais. O

turismo é usado para combater a imagem de uma cidade obsoleta, introduzindo novos usos que, dessa maneira, tirem proveito de seu caráter histórico e do

seu ambiente” Pág 39, 1.º parágrafo, CAPACIDADE DE CARGA NAS CIDADES HISTÓRICAS, Fernando Vicente de Oliveira

Explorar os imóveis que possuem certo valor histórico e cultural é um meio de garantir o turismo, a lucratividade, e, inclusive, a geração de empregos

para a localidade o ano inteiro, pois este é um segmento que não necessita ter data, temporada, etc. Ou seja, não é sazonal, pode ser planejado e

gerido de forma a atrair visitações e promover aprendizado durante todo o ano. Para tanto, é necessário fazer um trabalho de conscientização com as partes envolvidas, enfatizando os benefícios que este segmento pode trazer para a localidade se for bem explorado.

Na região de Blumenau, por exemplo, podemos apreciar muitos imóveis de estilo enxaimel - típico alemão - que possuem grande valor histórico e

cultural; muitos bem conservados; e outros em total estado de depreciação, podendo se perder com o passar do tempo. Na maioria das vezes essa questão é tratada com total descaso, em nome do “progresso”: derruba-se o passado para construir o moderno, sem pensar na necessidade de preservar a memória e na possibilidade de fazer existir a coexistência do moderno com o antigo de modo agradável, harmônico e útil. Construções muito antigas, como prédios e casas do século XIX, são destruídas para dar espaço a prédios luxuosos,

estacionamentos, lojas 24 horas; tudo em prol do crescimento das localidades, como justificam os governantes. Infelizmente, estas pessoas não

atentam para o fato de que estes imóveis fazem parte da cultura, podendo se transformar em atrativo turístico; que, quando bem planejado pode trazer a cidade além de reconhecimento, o aumento da renda e empregos, e isso sem destruir o que a localidade tem de mais belo, suas origens representadas pelo seu patrimônio histórico.
 

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Gisele de Souza e Silva
Caroline Demathe

7.ª Fase – Turismo Noturno
Revisão da professora ANA MARINA GODOY – disciplina de Turismo e CULTURA –
FURB

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