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Pesquisa revela que maioria dos acidentes com idosos ocorre dentro
de casa e que mulheres são as maiores vítimas desse tipo de
trauma.
Segundo o
Ministério da Saúde, entre os anos de 1979 e 1995, 54.730 pessoas
morreram devido a quedas, sendo que 52% delas eram idosas. Um
estudo da USP, publicado na Revista de Saúde Pública (Vol.38 n.1),
revelou um dado importante: 66% dos acidentes que ocorrem com o
idoso acontecem dentro de casa. Mulheres, ainda segundo o estudo,
são as maiores vítimas desses acidentes.
O estudo, que investigou a história de queda, e suas causas e
conseqüências, contou com 50 idosos, de ambos os sexos, em idade
superior a 60 anos. Informações como nome, idade, história da
queda e ocorrência de internação foram obtidas nos prontuários dos
mesmos, bem como seus endereços para realização das entrevistas,
que foram feitas em domicílio.
Segundo os resultados do estudo, a maioria das quedas entre idosos
ocorre com o sexo feminino (66%), na idade média de 76 anos e, o
mais importante, dentro do próprio lar (66%). A pesquisa informa,
ainda, que as causas mais comuns para as quedas estão relacionadas
ao ambiente físico (54%) tais como: piso escorregadio (26%),
atrapalhar-se com objetos no chão (22%), trombar em outras pessoas
(11%), subir em objetos para alcançar algo (7%), queda da cama
(7%), e problemas com degrau (7%).
As fraturas, de acordo com a pesquisa, são as conseqüências mais
comuns das quedas (64%), sendo o medo de cair novamente — síndrome
do pós-queda” —, outra conseqüência bastante mencionada pelos
idosos. Após a queda, alguns idosos relataram surgimento de
doenças, tais como: acidente vascular cerebral (10%), osteoporose
(4%), pneumonia (4%), artrite (2%), infecção de trato urinário
(2%) e cardiopatia (2%). Problemas visuais e auditivos também são
complicações citadas.
“Tem sido verificado nos serviços de emergência dos EUA que as
quedas são eventos freqüentes causadores de lesões, constituindo a
principal etiologia de morte acidental em pessoas com idade acima
de 65 anos. A lesão acidental é a sexta causa de mortalidade em
pessoas de 75 anos ou mais. A queda é responsável por 70% dessa
mortalidade”, dizem os pesquisadores no artigo.
Eles também identificaram que as quedas normalmente têm grande
impacto na vida e nas atividades diárias dos idosos, provocando
“maior dependência para a realização de atividades como:
deitar/levantar-se, caminhar em superfície plana, cortar as unhas
dos pés, tomar banho, caminhar fora de casa, cuidar das finanças,
fazer compras, usar transporte coletivo e subir escadas”.
Assim, para os pesquisadores, devido às conseqüências físicas,
psicológicas e sociais das quedas, há de se destacar a importância
de preveni-las, garantindo ao idoso melhor qualidade de vida,
autonomia e independência. “Os programas de saúde devem
estabelecer protocolos para identificar possíveis riscos
intrínsecos e extrínsecos causadores de queda”, garantem os
pesquisadores. O estudo conclui, ainda, que é bastante importante
o cuidado do próprio idoso consigo mesmo e sugere que se alerte a
família para que participe ativamente da prevenção das quedas de
seus entes de idade mais avançada.
Agência Notisa
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