Todos nós sabemos que o maior patrimônio de uma
Organização são seus ativos intangíveis, sustentados pelo Capital Humano, por esta
razão, cada dia mais necessitaremos de pessoas capacitadas para o desenvolvimento de suas
atividades profissionais. As grandes empresas atentas a tudo isso, entendem que o
desenvolvimento da Educação Corporativa é uma vantagem competitiva.
E há dentro deste contexto dois personagens
principais: colaborador e alta direção; estes devem formar uma parceria estratégica
para a gestão eficaz da área. Sim, uma gestão compartilhada, de um lado a diretoria
deve descer do topo deixando lá todas as suas amarras para compartilhar com o seu pessoal
de idéias e ideais; e de outro lado o colaborador deve assumir seu papel dentro do
processo educacional e de investimento que a empresa faz nele e gerar resultados.
Para que isso aconteça em primeiro lugar deve
haver o comprometimento da alta direção. Sem a decisão de querer fazer, de querer mudar
e inovar, nada acontecerá. Depois dessa decisão tomada, é preciso mostrar ao
colaborador que ele é peça fundamental dentro do processo e que é também agente da
mudança, e ambos mudarem o management: de uma Organização de soluções pontuais
para uma Organização que desenvolve e sobretudo, retém seus talentos.
O novo processo educacional nas empresas
precisa trabalhar de forma intensa as competências essenciais de sua gente, e aqui,
entenda-se a corporação como um todo, da presidência ao faxineiro, incluindo terceiros.
E estas competências individuais desenvolvidas passem para competências organizacionais.
A grande incógnita é: como educar as pessoas para que alcancem esta transformação
grupal de tamanho impacto estratégico?
Em primeiro lugar precisamos entender que
competências essenciais são estas. Teoricamente competência é a capacidade de agir
dentro de um contexto profissional de forma autêntica e responsável, através da
mobilização, uniformidade e transferência de conhecimentos, habilidades e capacidades
em geral. Mas como transformar esta teoria em algo maior para o indivíduo e
conseqüentemente para a empresa?
Nesta resposta nasce o que verdadeiramente são
as competências essenciais, ou seja, ir além do visível e buscar um desenvolvimento
maior focado na iniciativa, inovação, habilidade de pensar e agir com rapidez,
responsabilidade, visão de futuro, capacidade de diálogo, valorização da diversidade,
espiritualidade; de forma que todos estes fatores possam consolidar o papel de cada um
dentro do processo educacional e da nova dinâmica do mercado.
À frente de tudo isso precisa estar o líder,
motivando as pessoas, questionando sua própria conduta, assumindo seu papel de educador,
orientando, aconselhando, quebrando barreiras e acima de tudo, incentivando e valorizando
cada ação individual e da equipe. Evidentemente que chegar a um estágio em que todos
estejam afinados com estes propósitos demora um certo tempo, porém, é pelo exemplo que
as pessoas crescem.
Em segundo lugar é preciso movimentar a
Organização. Todos nós sabemos que os métodos tradicionais de treinamento possuem um
efeito curto. As pessoas precisam estar constantemente experimentando o conhecimento, ou
seja, envolver-se de forma integral, sem medo do erro, assumindo riscos. Precisam
lançar-se aos desafios com coragem, retrocedendo se necessário for, pensando de forma
estratégica. Só assim as pessoas se preparam efetivamente para alcançar resultados
maiores e melhores.
Finalizando, educar as pessoas para a
transformação comentada inicialmente é a somatória do desenvolvimento das
competências essências com um profundo comprometimento de todos os envolvidos. Isto
significa brilho no olhar, paixão pelas pessoas, capacidade de empolgar não somente a si
próprio mas a todos, respeito genuíno, coisas que não precisam estar escritas nos
manuais.
Investir nas pessoas é essencial, por isso que
ter uma área de Educação Corporativa torna-se tão importante hoje em dia, pois ela
terá condições de promover um sistema de aprendizagem com foco nos colaboradores para
que estes desenvolvam suas competências e que estas estejam alinhadas com as metas e
objetivos da organização e que provoque neles um desejo de aprender, de conhecer e de
transformar seu trabalho, carreira e vida. Investir nas pessoas e dar a elas condições
de crescimento, não é simplesmente modismo ou ações politicamente corretas. Investir
nas pessoas dá retorno financeiro! E neste caso o essencial não é invisível aos olhos.