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                                                          Revista Partes - Ano IV - agosto de 2004 - nº48 

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Reflexões sobre a formação de professores de espanhol/le no novo contexto político brasileiro
Por
Elena Godoi - UFPR Ana Marina Godoy - FURB

(artigo apresentado no II Congresso Brasileiro de Formação de Professores – Campo Largo – PR – julho de 2004)

No contexto atual, em que os tratados econômicos e políticos são assinados  entre o Brasil e outros países da América Latina, os termos em alta, as palavras de ordem que estão na boca de todos e povoam as manchetes dos meios  de comunicação são globalização e integração. O conhecimento das línguas estrangeiras torna-se imprescindível para a formação mais completa do cidadão brasileiro do futuro, propiciando-lhe novas perspectivas de trabalho e laser. Além disso, a aprendizagem de línguas pode e deve contribuir para a conscientização do aluno, o futuro cidadão, quanto a sua identidade tanto individual como nacional.

Diante desta realidade, inserida num contexto maior de transformações sociais, os professores de espanhol no Brasil se vêem diante de uma tarefa gigantesca e urgente. Entretanto, apesar dessa urgência, precisamos refletir. É inadiável refletirmos sobre a formação adequada e rápida de  professores de língua espanhola e também sobre as especificidades de ensinar uma língua estrangeira que é tão semelhante à portuguesa e ao mesmo tempo é uma outra língua, é uma língua estrangeira. Também é o momento de ver com  toda a clareza o fato de que, para o aluno brasileiro, aprender o espanhol é uma tarefa bem diferente da de aprender o inglês, o russo ou o alemão.

Todos sabemos, nem que esse conhecimento seja só intuitivo para alguns, que o português e o espanhol são línguas próximas, transparentes. O  ensino/aprendizagem de espanhol aqui, no Brasil, parece assim, uma tarefa bastante fácil. O resultado das atitudes baseadas nessa crença ingênua é o tristemente conhecido “portunhol”.
Será a solução adquirir mais e mais dicionários de falsos cognatos (“falsos amigos”), de expressões idiomáticas, dicionários enciclopédicos?
Será suficiente dar a nossos alunos listas de equivalências em espanhol e português e outras, infindáveis, dos diversos “heteros”: heterotônicos, heterogenéricos e heterossemânticos?
Bastará corrigir pronúncias até exaustão?
Dando as respostas positivas às perguntas colocadas, acrescentamos, claro, trabalhos com textos “autênticos”: afinal, o enfoque metodológico é comunicativo...
Por trás desses procedimentos encontra-se a idéia ingênua de que uma língua  não passa de uma coleção de etiquetas que são os nomes das coisas e de que basta memorizá-las, como memorizar também uma boa dose de desagradáveis tabelas de verbos irregulares, e passaremos diretamente à compreensão e
produção de textos escritos e orais, ou seja, ao domínio da língua que  estamos ensinando.
Sabemos que uma língua é muito mais que léxico, estruturas e uma bonita pronúncia. E o falante de uma língua – como também o aluno que está aprendendo uma língua estrangeira, o aprendiz de falante – é muito mais que um aparelhinho que emite e recebe informações. Uma língua encerra em sí mesma a história do seu povo, suas tradições, as caraterísticas culturais de uma comunidade. Assim, o ensino de uma língua estrangeira tem que passar,
necessariamente, pelo conhecimento da cultura.

No caso de ensino de línguas tão próximas tipologicamente como o espanhol e o português, que têm estruturas semelhantes, existe, como já aludimos acima, a sensação de extrema facilidade de uma dessas línguas ser ensinada para falantes de outra e aprendida por estes. Não queremos dizer com isso que o
ensino/ aprendizagem de espanhol para brasileiros seja uma tarefa  monstruosamente difícil, mas entendemos que um professor preparado para essa situação específica é aquele profissional que tem, entre outras qualidades comuns exigidas de um professor, uma consciência lingüística da língua que
está ensinando e da língua materna dos seus alunos e que, portanto, conhece a estrutura e o funcionamento de ambas as línguas.
Mas por quê dessa exigência?
O paradigma metodológico que, na atualidade, orienta todas as atividades de  ensino de línguas estrangeiras é o chamado enfoque comunicativo. Para muitos, isso significa que o objetivo do ensino comunicativo deva ser a
comunicação, entendida como uma troca de informações entre o transmissor e o  receptor. Examinaremos o conceito de comunicação mais adiante e afirmaremos,  por hora, que o enfoque na comunicação assim entendida freqüentemente leva a  vários equívocos. Um deles, por exemplo, é o famoso horror ao ensino da  gramática. Simplesmente, “porque a gramática não é comunicação!”, dizem seus ingênuos defensores. No melhor dos casos, serve o ensino “disfarçado” da  gramática, ou seja, o professor até que ensina a gramática, sentindo-se, no fundo, bem culpado disso, mas o aluno não pode nem desconfiar que está
aprendendo gramática, porque ”não seria o enfoque comunicativo” (sic!).
Pode-se resumir essa discussão com as palavras de um dos nossos colegas,
professor de língua alemã, para quem, se o aluno não sabe a palavra “cachorro” em alemão, vale ele latir, i.e., dizer “au-au”: a comunicação acontece!
Bem, não entraremos aqui nos “mistérios do ensino de língua alemã”. Por mais caricatural que pareça, o artifício até pode ser válido, pois se trata de uma língua tipologicamente bastante distante do português. Entretanto, o
fato é que, no nosso caso, todos os alunos brasileiros, antes de começar a  aprender o espanhol, “já sabem latir”. Se pensarmos sobre a comunicação nesse sentido amplo, os brasileiros e seus irmãos hispano-americanos serão capazes de se comunicar, bem ou mal, sem aprender a língua do outro, mas isso não significa que eles sabem a língua do outro.

Quando se trata de ensino/aprendizagem de línguas, buscamos um bom  desempenho do aluno, ou seja, queremos sua proficiência comunicativa. Por trás dessa proficiência se encontra a chamada competência comunicativa, um conceito, que serve de base sólida para o ensino de línguas estrangeiras,
proposto inicialmente por Hymes (1972) e desenvolvido por Canale (1983).
Para entender melhor esse conceito,  precisamos examinar outro conceito
fundamental que é o da comunicação. De acordo com Canale (1983), a comunicação humana é uma forma de interação social, que é adquirida e usada através dessa interação. A comunicação humana, de acordo com o autor, se carateriza por:
a) ter um alto grau de imprevisibilidade e creatividade em forma e conteúdo;
b) ser uma negociação de significados (em vez de troca de informações) através de uso de símbolos verbais e não verbais, de modos orais e escritos/visuais e de processos de produção e compreensão;
c) se realizar em contextos socio-culturais que regem o uso apropriado da
linguagem e oferecem referências para a correta interpretação das expressões
lingüísticas;
d) sempre ter um propósito: estabelecer relações sociais, persuadir, prometer, etc.;
e) ser julgada como bem sucedida ou não a partir de resultados concretos baseados nas reações dos interlocutores;
f) se realizar sob limitações psicológicas concretas, tais como as restrições de memória, a fadiga e as distrações.
O conceito de competência comunicativa fundamenta e perméia atualmente todo
o ensino de línguas na Comunidade Européia (Conselho da Europa; 2001). Essa
competência se define como a capacidade de realizar a atividade de fala por
meio dos recursos da língua que se estuda de acordo com os objetivos e a
situação.
O chamado Marco común europeo de referencia para las lenguas: aprendizaje,
enseñanza, evaluación é o resultado de mais de dez anos de pesquisa realizada por especialistas em lingüística aplicada e pedagogia, procedentes dos quarenta e um estados membros do Conselho da Europa. Portanto, a Comunidade Européia promove uma firme política de pesquisa para melhorar e
consolidar o ensino/aprendizagem das línguas faladas no continente, além de promover a política de ensino obrigatório de pelo menos três línguas estrangeiras nas instituições de ensino médio e fundamental em prol da  integração.
O Marco foi elaborado, visando as necessidades dos profissionais da área de
línguas modernas e pretende suscitar uma reflexão sobre os objetivos e a metodologia do ensino/aprendizagem de línguas, assim como facilitar a comunicação entre esses profissionais e oferecer uma base comúm para o desenvolvimento curricular, a elaboração de programas, exames e critérios de avaliação.
A competência comunicativa, que, lembramos, é o conceito-chave do Marco se fundamenta, por sua vez, numa série de outras competências. São estas:

a) A competência lingüística é o domínio dos conhecimentos sobre a língua, sobre as regras do seu funcionamento na fala para entender o que diz o outro e para expressar seus próprios pensamentos oralmente ou por escrito.
b) A competência sócio-lingüística permite escolher a forma lingüística adequada de acordo com as condições do ato de fala: a situação e os objetivos e intenções do falante.
c) O componente sócio-cultural (ou pragmático) prevê o conhecimento das
particularidades do comportamento social e verbal dos falantes nativos da língua que se estuda e seu uso adequado na comunicação.
d) O componente discursivo permite construir e interpretar textos.
e) A competência estratégica (compensatória) ajuda o falante a preencher lacunas nas outras competências.
f) O Conselho da Europa considera ainda a possibilidade da existência de  algumas outras competências.

Assumiremos aqui, de acordo com Chomsky (1986), Canale (1983), Werzbicka  (1992, 2003), entre outros, que existe, no ser humano, uma base inata e universal de princípios de conhecimento lingüístico, como existe também uma base universal das formações culturais específicas. Ou seja, existe um fundo lingüístico de caraterísticas compartilhadas, comuns a todas as línguas
humanas, que permite que estas sejam aprendíveis e intertraduzíveis, que  sejam línguas humanas.. Da mesma maneira existem princípios universais de cultura humana que identifica as culturas humanas.
O espanhol e o português, conforme esta postura, compartilham não só as  caraterísticas universais das línguas humanas, mas também os chamados  parâmetros, como, por exemplo, o parâmetro pro-drop (literalmente: “cai o  pronome”), que permite em ambas as línguas a existência de sentenças sem um sujeito aparente:
Está chovendo (port.) / Está lloviendo (esp.),
enquanto as línguas que não compartilham esse parâmetro não terão tais sentenças:
It rains, ingl.: simplesmente “rains” seria agramatical nessa língua; Il pleut, fr.: da mesma maneira que em inglês, não seria possível, nessa língua, a expressão “pleut”.
Sem nos aprofundar em detalhes técnicos da ciência da lingüística, diremos que as numerosas semelhanças gramaticais em espanhol e português, junto com as inúmeras semelhanças do léxico, que representam o núcleo das nossas duas línguas, o aluno descobre em pouco tempo. Restam, então, as chamadas regras periféricas ou marcadas, que não pertencem ao núcleo da gramática, mas a sua periferia. Godoi (1997) discute como essas regras se transferem de uma maneira negativa nas representações mentais do aprendiz, interferindo na aprendizagem da nova competência lingüística, e assim, o aprendiz ficando com a sensação de que tudo “é a mesma coisa”. Dessa maneira, se apaga a
distância psicológica entre as duas línguas, e o nosso aluno literalmente não percebe mais “onde acaba o português e começa o espanhol”...
O apagamento da distância psicológica se acelera porque o feedback, que o aluno recebe do interlocutor hispânico e também do professor entregue ao enfoque comunicativo, é positivo (“Te entendo, continua”, explícito ou implícito). Ou seja, no caso do ensino de uma segunda língua tipologicamente muito próxima da materna, a própria ênfase na comunicação pode se tornar traiçoeira.
Já foi mostrado pelos pesquisadores (cf. Pica; 1985, Spada; 1986) que os aprendizes que têm a exposição à língua e recebem a instrução formal sobre a mesma se tornam mais proficientes e seu progresso é mais rápido. Adotado este tipo de ensino que inclui uma boa dose de gramática e que nem por isso deixa de ser comunicativo, a produção dos alunos se torna mais correta, porque permite uma atenção consciente à estrutura em uso, sua análise e a consequente elaboração.

A verdade é que um bom aprendiz, para progredir na aprendizagem de uma língua estrangeira, estabelece comparações entre as estruturas e seu uso na língua que está aprendendo e na sua língua materna, como estabelece comparações entre a realidade da comunidade da sua língua e a da língua
estrangeira (cf. Chacón; 1993).
É também verdade que um bom professor recorre às comparações, mesmo que estas sejam baseadas tão somente nas suas intuições. Entretanto, lembramos que, quando se trata do ensino da língua espanhola para brasileiros, essas comparações, paralelos e diferenças terão que ser delineados com firmeza e sistematicamente. Assim, em primeiro lugar, precisamos que a lingüística desenvolva boas descrições das duas línguas nas quais os professores possam se basear com segurança. Por outro lado, a formação dos futuros professores de línguas também tem que ser específica.

Como já apontamos, a transparência existente entre as duas línguas se torna uma verdadeira “falsa amiga” para seu ensino/aprendizagem. Concordando com a  opinião de González (1999: 12), “consideramos importante impedir a “comunicação instantânea”, precipitada, evitando convertermos em interlocutores “colaboracionistas”, condescendentes, que entendem tudo, embora a frase ou a expressão, não seja correta ou adequada. Essa
aproximação rápida e instantânea ao espanhol esconde muitas vezes um apoio excessivo e contraproduzente no português”.
Outra faceta importante de ensino de  espanhol, sobre a qual devemos refletir, é a definição dos interesses, das motivações que levam aos estudantes à aprendizagem dessa língua (cf. Busnardo e El-Dash; 1992). Falar
em integração, no momento atual, pressupõe, em primeiro lugar, uma integração político-econômica. Se é assim, neste primer momento, podemos  esperar por parte dos alunos, como interesse principal para a aprendizagem da língua, a necessidade de realizar um determinado trabalho que supõe o  conhecimento do espanhol, aspirar a um cargo que exige esse conhecimento, fazer viagens de negócios, etc. Ou seja, não há como esperar um interesse maior do que exigido pela própria integração político-econômica.

Gardner & Lambert (1972) afirmam que as necessidades e as atitudes afetam a motivação para aprender uma língua. É importante lembrar também que saber uma língua – saber bem, regular ou mal – não é uma coisa neutra com relação a própria pessoa: quanto maior é a  competência comunicativa, mais essa língua e a cultura da comunidade em que é falada influirão na personalidade do aprendiz.
Os autores propõem a existência de dois tipos de motivação: a integrativa e  a instrumental. A motivação integrativa é essencialmente uma predisposição afetiva que envolve os valores e as emoções para aprender a língua-meta,  enquanto a instrumental mantém o aprendiz mais neutro e distante tanto da língua-meta como da comunidade que a usa.

As conseqüências do tipo de motivação que o aprendiz tem sobre a aprendizagem são dramáticas: no caso da existência de uma motivação instrumental, não se pode, na maioria das vezes, esperar que o aluno chegue
a uma boa competência comunicativa, como mostram Gardner & Lambert (1972), já que ele não está envolvido afetivamente com a comunidade da língua e sua cultura. Por outro lado, a motivação integrativa move ao aluno em direção à identificação com os membros da comunidade da língua que está aprendendo.
Portanto, o pronóstico de aquisição da competência comunicativa é mais positivo quando o aluno tem esse tipo de motivação.
Em vista do discutido, parece óbvia a necessidade e a urgência de se buscar
a resolução das tarefas que se impõem, conferindo-lhes qualidade acadêmica.

Por qualidade acadêmica entendemos que todos os trabalhos a serem desenvolvidos, seja referentes à formação e capacitação de professores, seja dedicados à elaboração de conteúdos programáticos, metodologia de ensino, materiais didáticos ou outros trabalhos que possam vir a ser necessários, devem ser resultado de pesquisas sérias tanto nas várias áreas de lingüística – fonética, lexicologia, sintaxe, semântica, psicolingüística, sociolingüística, lingüística textual - , como nas de psicologia, metodologia, estudos culturais, etc. Precisamos dessas pesquisas para
identificar, entre outras coisas, as regras periféricas, as estruturas marcadas, as quais, como mostramos, desempenham um papel decisivo na aquisição de língua espanhola por brasileiros.

A abordagem do ensino de espanhol, diante das políticas traçadas pelo Governo Federal (cf., por exemplo, Discurso do Exmo. Senhor Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, na cerimônia de posse, Congresso Nacional, 1º de janeiro de 2003), terá que prever uma estreita inter-relação entre a língua e a(s) cultura(s) de seus falantes. O resultado almejado é a formação da competência comunicativa, que incluirá a competência sócio-cultural, baseada num diálogo entre as culturas. Assim, consideramos que o processo de aprendizagem da língua espanhola terá quatro vetores interligados e voltados ao educando:
a) epistemológico, ou seja, de conhecimento, que tratará dos costumes e das tradições dos falantes das comunidades hispânicas, dos valores éticos, morais e estéticos através de textos, músicas, filmes, pinturas, arquitetura, paisagens, comidas, etc.;
b) educativo (orientação ética), que se desenvolverá através de um constante e respeitoso exame das orientações éticas que guiam a história e as tradições dos povos da língua que se estuda, traçando-se as semelhanças e as diferenças num diálogo intercultural com o objetivo de educar o futuro cidadão mais solidário e tolerante com relação ao outro, ao diferente:
c) psicológico ou motivacional, que promove a formação de uma sólida motivação para aprender a língua e a cultura do outro;
d) didático, que buscará a formação da competência comunicativa, incluídos todos os seus componentes mencionados, com o apoio no português brasileiro, a língua materna dos alunos. Esse apoio, conforme argumentamos neste texto, privilegiará as diferenças entre o português e o espanhol.

Para finalizar nossas breves reflexões e na esperança de suscitar outras reflexões e discussões, parece correto afirmar que, no que se refere ao ensino de língua espanhol no Brasil, a prática certamente precede a pesquisa e a teoria (Matos; 1989). No contexto que estamos vivendo na América Latina, é imperativo que os profissionais em ensino de línguas estrangeiras modernas, e especialmente em espanhol e em português para estrangeiros, se debrucem sobre as novas metodologias, os novos curricula para a formação de professores que tenham os conteúdos mais atuais e mais específicos e, principalmente, sobre os rumos das novas políticas de ensino: precisamos criar nosso Marco comum de referência para as línguas: aprendizagem, ensino, avaliação!





REFERÊNCIAS

BUSNARDO, J. E G. El-Dash. A lingüística aplicada e a psicologia social da linguagem: caminhos inter-disciplinares. Trabalhos em Lingüística Aplicada, 20, 25-36, 1992
CANALE, M. From communicative competence to communicative language pedagogy.
In: RICHARDS, J. & R. Schmidt (eds.) Language and Communication, London, Longman, 1983
CHACÓN, L. Reflexões sobre o ensino/aprendizagem do português do Brasil para estudantes universitários estrangeiros.
Trabalhos em Lingüística Aplicada,
22, 55-62, 1993
CHOMSKY, N. Knowledge of Language: Its Nature, Origin and Use. New York,
Praeger, 1986
Common European Framework of Reference for Languages: Learning, Teaching, Assessment. Strasbourg: Council of Europe, 2001
GARDNER, R. & W.Lambert. Attitudes and motivation in second language learning.
Rowley, Newbury House, 1972
GODOI, E. Ensino do português como segunda língua: quê fazer?
Revista Letras, 47, 131-140, 1997
GONZÁLEZ, N.T.M. & M.Z.M.Kulikowski. Español para brasileños. Sobre por dónde determinar la justa medida de una cercanía. Anuario Brasileño de Estudios Hispánicos, 9, 11-19, 1999
HYMES, D. On communicative competence.
In: PRIDE, J. & J.Holmes, Sociolinguistics, Harmondsworth, Penguin, 1972
MATOS, F.G. de.
Quando a prática precede a teoria: a criação do PBE. In:
J.C.P. de Almeida Filho e L.Lombello (Orgs.). O ensino de português para estrangeiros.
Campinas, Pontes, 11-18, 1989
PICA, T. The selective impact of instruction on second language acquisition.
Applied Linguistics, 6, 214-222, 1985
SPADA, N. The interaction between types of content and type of instruction.
Studies in Second Language Acquisition, 8, 181-199, 1986
WIERZBICKA, A. Semantics, Culture and Cognition. Oxford, Oxford University
Press, 1992
____________Cross-Cultural Pragmatics.
Berlin-NY, Mouton de Gruyter, 2003

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