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Estive entre os dias 30 de agosto e 3 de
setembro na cidade de Porto Alegre participando de um encontro
de comunicação, o Intercom. Mas não é sobre comunicação ou
jornalismo que quero falar.
O que me chamou a atenção foi o comportamento das meninas, as
estudantes de comunicação e que pode - por extensão - ser
remetido ao conjunto das mulheres que se enquadram na questão.
Falarei sobre o que considero a ditadura da moda. Esta
ditadura encurtou as calças das mulheres ficando as ditas
cujas com o número menor. Já que não dá para diminuir o
tamanho real, encurtaram-na.
O que tenho notado é um espetáculo de moças
ansiosas em não mostrar a calcinhas, mas já mostrando. Ao ato
de sentar-se se agrega o ato de levar a mão até a bunda para
ver se a calcinha está ou não à mostra.
É um movimento interessante. É um tal de puxa
aqui, estica ali impressionante. Até a postura está sendo
prejudicada, pois para fugir da situação as mocinhas vão
enterrando a bunda no fundo da cadeira. Problemas de coluna
para não mostrar a calcinha que todo mundo já viu.
Ou as gurias encaram a situação moderna de
mostrar o que já vimos (ver calcinha já não provoca o mesmo
efeito do que provocava nos jovens da minha época) ou mudam-se
as calças.
Fiquei convencido de que os homens têm que
fingir que não viu e elas fingirem que não querem mostrar
aquilo que eles já viram. Afinal, quem incomoda quem? E os
incomodados que se mudem... |