.ISSN 1678-8419  

                                                          Revista Partes - Ano IV - setembro de 2004 - nº49 

  Principal
 Agenda
 Colunistas
 Cultura e Humor
 Econotas
 Editorial
 Educação
 Em Questão
 Em Rhede
 Entrevistas
 Notícias
 Poesias e Crônicas
 Política e Cidadania
 Reportagens
 Reflexão
 Terceira Idade
 Turismo e Lazer
 
 Outras edições
 
   Participe
 Cartas
 Expediente
 Fale Conosco
   Especiais
 SP 450 anos
 Gilberto Freyre
 Igrejas
 Meio Ambiente
 Assédio Moral
::Colunistas - Madalena Carvalho::
 

Juventude inquieta
Por
Madalena Carvalho


Há quinze anos acompanho os trabalhos da juventude e como coordenadora de grupo de jovens ensinei muitas coisas e aprendi outras. E, evidentemente, os jovens de 15 anos atrás eram totalmente diferentes dos de hoje.

O mais surpreendente me parece ser, que a juventude atual está inquieta demais, vivendo uma crise de ansiedade, como se estivesse correndo atrás do tempo. Talvez isso seja fruto da era da informação em que vivemos, do mundo “fast food”, das relações efêmeras.

Fico imaginando a dificuldade em que os pais, desta nova geração, têm em educar seus filhos, principalmente nos aspectos religiosos. Tão triste quando falamos de Cristo e ainda somos chamados de “caretas”. Acredito até que esta gíria está em desuso; talvez ouçamos agora: “Fala sério!”.

Então, que possamos falar sério. Sim, falar aos nossos filhos com seriedade sobre este mundo tão desfigurado, tão medíocre, que coloca muitos de seus valores na droga, no sexo desenfreado, na promiscuidade, onde tudo parece ser natural.

Não podemos perder a dimensão espiritual que deve existir por detrás de cada ensinamento nosso, sejamos nós pais, educadores, padres, psicólogos, etc. Precisamos apoiar esta juventude inquieta que parece ter perdido o fio condutor.

Sabemos que não é uma tarefa fácil, na medida em que há tantos outros meios para destruir o que se aprende de bom. Mas que sejamos perseverantes.

Que possamos nos inspirar na segunda carta de São Paulo a Timóteo: “... prega a palavra, insiste oportuna e importunamente, repreende, ameaça, exorta com toda a paciência e empenho de instruir. Porque virá tempo em que os homens já não mais suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões e pelo prurido de escutar novidades, ajuntarão mestres para si. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas”.

Não creio que a juventude esteja perdida; penso que sua inquietação é fruto de um mundo em que a velha conversa, entre pais e filhos, foi esquecida em um canto, dando lugar ao computador, ao vídeo game, a televisão, ou a uma sala de chat; onde a liberdade foi trocada pela libertinagem e onde os encontros dominicais na Matriz da praça central deram lugar às baladas de sábado à noite.

Acredito que em nome de uma suposta liberdade os jovens foram conduzidos para um mundo pouco humanizado. A inquietação da juventude tem o seu limite e não pode se tornar a inquietação do coração dos pais. Lembremos do que diz São Paulo em sua primeira carta ao Coríntios: “Tudo é permitido, mas nem tudo é oportuno. Tudo é permitido, mas nem tudo edifica”.

::artigo 2::

Mudando de Rota
Por Madalena Carvalho

Recentemente fui convidada por uma profissional que atua numa das 100 melhores empresas para se trabalhar (Publicação da Revista Exame) a orientá-la num processo de mudança de emprego. Este tipo de comportamento nos faz pensar em qual é o melhor momento para se mudar de rota. Eu mesma cometi a “boa loucura” de sair de uma multinacional após dez anos de trabalho.  

Considero uma “boa loucura” porque esta atitude, repudiada na época por muitos, (amigos, chefes, parentes) me abriu novos horizontes e me tirou a visão míope que eu tinha das organizações. Ao ter a coragem de entrar no programa de voluntariado, não imaginava o quanto eu aprenderia fora do ambiente em que estava acostumada a lidar. 

Mas voltando ao ponto inicial; o que leva um profissional, que muitas vezes trabalha numa empresa forte a querer sair? 

Talvez algumas questões devam ser respondidas para que venha a certeza da mudança.

  1. Encerrou-se uma etapa na carreira?

  2. Há paixão e desejo pelo trabalho?

  3. Há oportunidade de desenvolvimento?

 

Respondendo estas perguntas podemos fazer um contraponto entre o continuar ou o sair. Na maioria das vezes podemos chegar a conclusão que permanecer na mesma empresa ainda é a melhor opção, principalmente nos dias atuais, onde o mercado de trabalho oferece poucas chances, principalmente nos grandes centros urbanos. 

É preciso fazer uma auto-análise bastante equilibrada para evitar o auto-engano; e aconselhar-se com colegas e especialistas da área para evitar uma atitude impensada. Como qualquer outra atividade, mudar de emprego requer um planejamento sério e coerente que vá de encontro com nossos objetivos e oportunidades existentes.

 

Alguns elementos chave são importantes para esta auto-análise:

  1. Estou há mais de três anos na mesma posição / cargo?

  2. Não vejo perspectivas razoáveis de promoção e desenvolvimento dentro da minha atual empresa?

  3. Não há possibilidade de crescimento além do meu cargo atual?

  4. Estou disposto a elaborar um plano concreto?

 

Certamente outros questionamentos podem e devem ser levantados, mas sempre devemos levar em conta o nosso objetivo profissional, que deve ser lógico com nossas atitudes, capacidades e motivações; e obviamente ajustado ao mercado em que vivemos. 

Se após toda a análise fria e imparcial chegarmos a conclusão que o melhor é mudar de empresa, que o façamos sem medo, que não nos amedronte algumas derrotas e que, sobretudo, acreditemos no potencial interior e no plano de desenvolvimento previsto para a nossa própria vida, pessoal e profissional.

 

Acabando de escrever este artigo, uma amiga advogada me liga para dizer que vai administrar um restaurante e largar a advocacia, e isto me faz lembrar que algo muito importante não estava sendo dito: o trabalho e o amor andam juntos, independente dos caminhos traçados.


Madalena Carvalho
Consultora, Palestrante e Conferencista
(11) 8354.8223 / 6091.6653
madalena@estadao.com.br



::outras editorias::







© copyright Revista P@rtes 2000-2004
Editor: Gilberto da Silva (Mtb 16.278)
São Paulo - Brasil