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Recentemente fui convidada por uma profissional que atua numa
das 100 melhores empresas para se trabalhar (Publicação
da Revista Exame) a orientá-la num processo de mudança de
emprego. Este tipo de comportamento nos faz pensar em qual é o
melhor momento para se mudar de rota. Eu mesma cometi a “boa
loucura” de sair de uma multinacional após dez anos de
trabalho.
Considero uma “boa loucura” porque esta atitude, repudiada na
época por muitos, (amigos, chefes, parentes) me abriu novos
horizontes e me tirou a visão míope que eu tinha das
organizações. Ao ter a coragem de entrar no programa de
voluntariado, não imaginava o quanto eu aprenderia fora do
ambiente em que estava acostumada a lidar.
Mas voltando ao ponto inicial; o que leva um profissional, que
muitas vezes trabalha numa empresa forte a querer sair?
Talvez algumas questões devam ser respondidas para que venha a
certeza da mudança.
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Encerrou-se uma etapa na carreira?
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Há paixão e desejo pelo trabalho?
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Há oportunidade de desenvolvimento?
Respondendo estas perguntas podemos fazer um contraponto entre
o continuar ou o sair. Na maioria das vezes podemos chegar a
conclusão que permanecer na mesma empresa ainda é a melhor
opção, principalmente nos dias atuais, onde o mercado de
trabalho oferece poucas chances, principalmente nos grandes
centros urbanos.
É preciso fazer uma auto-análise bastante equilibrada para
evitar o auto-engano; e aconselhar-se com colegas e
especialistas da área para evitar uma atitude impensada. Como
qualquer outra atividade, mudar de emprego requer um
planejamento sério e coerente que vá de encontro com nossos
objetivos e oportunidades existentes.
Alguns elementos chave são importantes para esta auto-análise:
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Estou há mais de três anos na mesma posição / cargo?
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Não vejo perspectivas razoáveis de promoção e
desenvolvimento dentro da minha atual empresa?
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Não há possibilidade de crescimento além do meu cargo atual?
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Estou disposto a elaborar um plano concreto?
Certamente outros questionamentos podem e devem ser
levantados, mas sempre devemos levar em conta o nosso objetivo
profissional, que deve ser lógico com nossas atitudes,
capacidades e motivações; e obviamente ajustado ao mercado em
que vivemos.
Se após toda a análise fria e imparcial chegarmos a conclusão
que o melhor é mudar de empresa, que o façamos sem medo, que
não nos amedronte algumas derrotas e que, sobretudo,
acreditemos no potencial interior e no plano de
desenvolvimento previsto para a nossa própria vida, pessoal e
profissional.
Acabando de escrever este artigo, uma amiga advogada me liga
para dizer que vai administrar um restaurante e largar a
advocacia, e isto me faz lembrar que algo muito importante não
estava sendo dito: o trabalho e o amor andam juntos,
independente dos caminhos traçados. |