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Invisível
Em época de eleições é bom falarmos sobre o saneamento,
o invisível, o que “não dá votos” para muitos políticos.
É mais fácil eleitoralmente construir pontes, viadutos,
duplicar pistas e passarelas. São obras visíveis, obras que
retornam em votos... São as preferidas do poder público. Em
matéria de serviço essencial, como o saneamento, o poder público
continua agindo de maneira equivocada.
É hora de mudança, devemos cobrar dos futuros governantes
dos nossos municípios mais atenção ao saneamento e
aplicando mais investimentos em obras de sanitárias.
Poluidor
O esgoto sanitário é o principal poluidor de rios e lagos e
é um influente fator de risco de doenças. O IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra em estudo que o
saneamento básico brasileiro está próximo da calamidade.
Cerca de 102 milhões de pessoas não têm acesso à rede de
esgotos, uma precariedade que não atinge apenas os mais
pobres. Hepatite A, febre tifóide e diarréias são as doenças
de transmissão hídrica que se dão através do consumo ou
contato com águas contaminadas por dejetos.
Morbidade
Sanear é o ato de tornar o espaço são, habitável e higiênico.
Sabendo que o contato com a água poluída e esgotos
especialistas procuram soluções. E soluções são necessárias
pois a mortalidade infantil é menor onde há água tratada e
uma destinação adequada de lixo. Ao investir em obras sanitárias
estaremos diminuindo a incidência de doenças e internações
hospitalares.
Emergências
Como as obras de saneamento ambiental não são visíveis
eleitoralmente elas têm se restringido ao atendimento das
emergências ao evitar o aumento de número de vítimas de
desabamento, controle de enchentes e controle de epidemias de
cólera e dengue. É preciso investir no saneamento para
melhorar a qualidade de vida das populações urbanas
estabelecendo uma rede de obras de coleta e tratamento de
esgotos e investir também no desenvolvimento de ações
educativas.
Eleições
A área de saneamento básico sempre foi relegada ao segundo
plano, pois tubos embaixo da terra não dão projeção a políticos,
quem acaba pagando a conta é a população mais carente. Se
resolvidos fosse os problemas de saneamento básico, não teríamos
altos gastos de saúde. Está na hora de revertemos este
quadro alarmante. O governo federal deu o primeiro sinal para
a mudança deste quadro ao liberar R$ 2,9 bilhões de
investimento em saneamento até o final do ano. Cabe aos municípios
realizar a sua parte!
Prozac
Esta pequena informação vem da Grã-Bretanha. Foram
encontrados traços do anti-depressivo Prozac na água bebida
naquele país. Coitado dos ingleses!
Mas cabe uma perguntinha tupiniquim: será que aqui no Brasil
os agrotóxicos já não contaminaram o nosso lençol freático?
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br
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