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A atendimento adequado é apontado por muitos especialistas
como sendo capaz de diferenciar uma empresa de seus
concorrentes. Prega-se que quando uma equipe é capaz de tornar
agradável o contato com o cliente, a probabilidade de que ele
retorne é muito maior.
Apesar
deste fato ainda somos vítimas constantes do desserviço, do
atendimento ruim, da demora, falta de tato, insistência, para
não falar das situações constrangedoras a que somos submetidos
quanto algum problema ocorre e pior ainda quando somos
atendidos por pessoas que nos deixam a impressão que estão
fazendo um favor em nos atender.
Acredito firmemente que a tarefa de todos aqueles que se dizem
ligados ao marketing seja o de proporcionar experiências
positivas ao cliente. Isso é o que importa, no final o cliente
gosta ou não gosta, volta ou não, recomenda ou não; está
satisfeito ou não. Na maioria dos casos o meio termo pode ser
considerado ruim, já que mais e mais empresas começam a
despertar para a importância de uma experiência positiva por
parte do cliente.
Recentemente realizei com um grupo de acadêmicos e professores
uma pesquisa par descobrir qual a percepção dos consumidores
em relação a qualidade do atendimento que recebido., durante
as entrevistas com clientes nos deparamos com algumas
histórias contadas pelos pesquisados que nos causou revolta e
indignação:
Senhora, negra e pobre. Quanto questionada a respeito
do que mais a irritava em um atendimento, contou que certa vez
foi a uma empresa para comprar um presente a sua neta, após
esperar alguns minutos sem ser atendida resolveu se dirigir a
um grupo de vendedoras que estavam no fundo da loja
conversando. Chegou e pediu para ser atendida. Uma das
vendedoras se adiantou e respondeu que não a iria atender pois
aquela loja não era para “o nível dela” afinal os produtos
eram caros e que dificilmente uma “pessoa de cor” poderia
pagar pelos produtos disponíveis, mas que se a senhora
quisesse havia uma loja de “saldão” perto dali.
Revoltada a senhora foi embora, imagino que se
sentindo a pior das criaturas.Esta história é no mínimo
revoltante.
Outra história real foi relatada por um senhor de
meia idade:
“Comprei um aparelho de DVD em uma grande loja de uma rede
famosa no Brasil, dois dias depois o instalei em minha casa
para assistir alguns filmes com minha família, o aparelho
apresentou problemas e não conseguimos assistir nenhum filme.
No dia seguinte fui até a loja onde comprei, e um rapaz com
metade da minha idade se apresentou como sendo o “gerente
geral de relacionamento com o cliente” daquela
unidade.Expliquei-lhe o problema e ele me respondeu que eu
tinha que me acertar com a empresa que fabricou o produto. O
“gerente geral de relacionamento com o cliente” sequer testou
o aparelho, nem olhou a data da minha compra, nada,
absolutamente nada. Com as mãos nas costas apenas me mandava
procurar a empresa que fabricou o produto e me resolver com
ela. Havia comprado o aparelho a menos de uma semana e o
gerente nem cogitou a possibilidade de trocar o produto ou me
devolver o dinheiro. Ainda por cima me ameaçou dizendo que se
eu quisesse entrar na justiça estaria tudo bem, afinal a
empresa tem ótimos advogados e ele não iria se envolver no
caso e arrematou: Veja o que o senhor quer fazer, me de
licença que estou muito ocupado atendendo clientes”.
Fiquei imaginando: será que estes profissionais têm, dos casos
acima, tem alguma idéia do que estão fazendo? Será que já
ouviram falar da importância de um cliente? Da poderosa força
de um boca a boca negativo? Será que os clientes estão
aparecendo as toneladas para comprar? Será que a concorrência
anda dormindo e eles estão “nadando de braçada” no mercado?
E ainda existem muitos profissionais que não entendem por que
vem perdendo vendas, por que motivo o cliente sumiu, a
concorrência cresceu e assim por diante.
Nesta mesma pesquisa citada acima a respeito do tema qualidade
no atendimento, alguns dados chamaram a atenção:
·
98,7 % dos consumidores aceitam pagar um pouco a mais por um
serviço de qualidade, o que nos leva a crer que apenas preço e
promoção não sejam suficientes para atrair e manter clientes;
·
Segundo a percepção de 93,5% dos entrevistados os atendentes,
vendedores, gerentes e dirigentes não estão preparados para
atender os clientes.
·
pois não são treinados, desconhecem seus produtos e serviços,
tratam clientes com arrogância e descaso.
·
88,3% dos entrevistados acreditam que os dirigentes das
empresas ou gerentes não se preocupam com a satisfação do
cliente.
Os entrevistados foram questionados a respeito dos pontos que
mais os irritavam em um atendimento, a lista apesar de
extensão ressaltou como os principais fatores: a demora no
atendimento; descaso com o cliente; ausência de
profissionalismo; ausência de conhecimento em relação aos
produtos e serviços; e principalmente a impressão de que o
cliente esta fazendo um favor a empresa ao procurá-la e não o
contrário.
Em uma época cada vez mais difícil de se manter os clientes
que se tem estar, cometer erros tão primários no atendimento
ao cliente equivale a dar um tiro no próprio pé.
Atualmente grande parte das empresas e seus profissionais se
dizem focadas no cliente, porém do discurso a prática ainda
existe uma imensa distância, em muitos locais ainda não passa
de puro discurso demagógico a máxima de que o cliente é o
ativo mais importante de uma organização.
O cliente é a única pessoa que demite ou promove alguém dentro
da sua empresa, não é o dono, gerente ou qualquer outra
pessoa.Portanto aqui vão algumas dicas de pontos importantes a
serem trabalhados no dia-a-dia.
·
Não prometa o que não puder cumprir;
·
Tenha prazer em atender, e lembre-se atendemos pessoas, seres
estes dotados de percepções, expectativas e pontos de vista;
·
Seja um expert em sua área;
·
Faça cursos, participe de eventos que possam ajudá-lo (a) a
desenvolver melhor sua comunicação e relacionamento com os
clientes internos e externos;
·
Atenda como se a pessoa a sua frente fosse sua mãe, com
carinho, respeito e atenção;
·
Exercite o bom humor;
·
Facilite a vida do cliente;
·
Pregue o efetivo “satisfação garantida ou seu dinheiro de
volta”;
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Não existe mais “prata da casa”, o cliente só estará com você
enquanto perceber um investimento-benefício favorável a ele;
·
O exemplo é um grande mestre, pratique-o;
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Ame os clientes “chatos” eles o ajudarão a melhorar;
·
Evite a procrastinação;
·
E fundamentalmente resolva o problema do cliente o mais
rápido.
As dicas poderiam seguir por linhas e mais linhas, mas estas
são suficientes para mostrar que não é tão difícil ser
diferenciado e que o mercado e as pessoas valorizam os
profissionais que entendem o real valor de um cliente. E
lembre-se o cliente pode demitir a todos de uma empresa,
apenas deixando de comprar nela.
A grande maioria dos consumidores aceita pagar um pouco a
mais quando o atendimento é de qualidade.
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