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Situado
próximo ao metrô e a estação de trem da Barra Funda, na rua
Auro Soares de Moura Andrade 664, o Memorial da América Latina
foi construído por um monumento da arquitetura Oscar Niemeyer
em 1989. O objetivo principal da obra é a integração através
de diversas atividades da América Latina.
O Memorial da América Latina é um enorme centro cultural, que
ocupa uma área de 84mil m2, distribuída em vários salões
culturais e cerimoniais. O projeto tem como função
idealizadora, amplos espaços, idealizado pelo antropólogo
Darcy Ribeiro. Sua planta apresenta vários salões especiais,
mas os que foram construídos com muito glamour como o Pavilhão
da
Criatividade,
uma exposição permanente de arte popular latino-americana e
brasileira, além de uma ala para exposições temporárias e para
exibição de vídeos.
No
piso, coberto por um vidro transparente, o público pode
conhecer um pouco do folclore latino-americano, caminhando
sobre uma maquete criada pelos artistas Gepp e Maia. Também
pode adquirir peças de arte popular, publicações e Cds na
"lojinha" localizada no Pavilhão. O
Auditório Simón
Bolívar: um dos maiores da América Latina, com
1600 lugares, apresenta uma programação artística variada. Em
seu interior, estão expostas obras de Alfredo Ceschiatti,
Carlos Scliar, Maria Bonomi, Tomie Ohtake e Victor Arruda.
Além destes pavilhões pode-se encontrar ainda
a
Biblioteca Latino-Americana
Victor
Civita uma das poucas bibliotecas do mundo
especializada no tema América Latina. Ela coloca à disposição
do público um rico acervo de livros, publicações, fitas e
vídeos, além de obras de Mário Gruber e Marianne Peretti.
Já
no
Salão de Atos Tiradentes
utilizado para cerimônias, há o painel "Tiradentes" (18 metros
x 3 metros), realizado por Cândido Portinari em 1948, além de
uma escultura de Bruno Giorgi e os painéis dos artistas Caribé
e Poty. A
Praça
Cívica é um amplo espaço aberto, destinado a
grandes manifestações culturais, onde se encontra um dos
símbolos do Memorial da América Latina: a escultura "Grande
Mão", de Oscar Niemeyer. Na Praça das Sombras, circundado por
palmeiras, fica instalado o edifício sede do Parlamento
Latino-Americano, podemos notar ainda que o Memorial abriga a
sede do Parlamento Latino-Americano um complexo que também foi
construído por Niemeyer e que nada tem a ver com o Memorial da
América Latina. O Parlatino é uma instituição internacional
totalmente independente com administração própria que é
formada pelos parlamentares nacionais que integram a América
Latina.
O Centro Brasileiro de Estudos da América Latina (CBEAL) foi
criado dentro do Memorial da América Latina para desenvolver
estudos sobre temas latino-americanos sob uma perspectiva
interdisciplinar. O CBEAL tem por objetivo animar discussões e
grupos de estudos multidisciplinares sobre temas cuja
abordagem multifacetada possa levar a uma compreensão mais
integral - questões que transcendam fronteiras, assumindo uma
relevância global; questões que possam ser debatidas não só a
partir de posições ideológicas diversas, mas, sobretudo de uma
visão de mundo pluralista. Para cumprir seus objetivos, o
CBEAL promove a pesquisa, a disseminação e a documentação de
importantes manifestações culturais e intelectuais produzidas,
através de três áreas de atuação: a Promoção de Estudos,
seminários, conferências e cursos; as suas Publicações -
edição de livros e a Revista Nossa América; e a Biblioteca com
um centro de documentação audiovisual e um banco de dados
atualmente em fase de implantação.O Centro atua, sobretudo
como um núcleo de discussão sobre os múltiplos e complexos
aspectos.
Com a construção ao lado do Centro Universitário Uninove, do
mega galpão para apresentações de estilistas jovens e
modernos, o Espaço da Américas, a rede de televisão Record,
entre outras variedades de novas arquiteturas o Memorial da
América Latina se colocou a vista de muita gente que não
conhecia o local. Uma das acompanhantes que leva os visitantes
a conhecer o local, declarou que com a chegada destes grandes,
ou melhor, gigantes complexos arquitetônicos à visita ao local
teve um aumento em 40%, mas a chegada de ambulantes em sua
lateral também atrapalhou muito. “A faculdade é responsável
por tudo isso”, declarou uma funcionaria, em relação a sujeira
e a grande quantidade de roubos e furtos na região. Outro
fator que preocupa a administração do Memorial é a falta de
segurança em sua volta. A todo momento estudantes, idosos, e
principalmente turistas são assaltados no local. Diversas
ocorrências já foram registradas e no momento a polícia não
tem respostas sobre os casos. Na região pode-se encontrar
diversas “favelas” de pequeno porte, com barracos construídos
principalmente debaixo de viadutos e pontes.
A relação do Memorial com os outros edifícios próximos são
totalmente irrelevantes, porque atrai um publico jovem e de
profissionais que estariam mais interessados no aspecto
cultural. Esta relação entre o memorial e a sociedade em seus
arredores provocou algo como popularização do bairro. Para
muitos funcionários isto é um erro inaceitável, por reunir num
o ambiente extremamente tranqüilo enormes construções
arquitetônicas. Já para uma boa parte dos funcionários a
convivência com a Universidade, a rede de Tv, o enorme galpão,
os vídeos bingos entre outros é exatamente o que eles estavam
procurando. Em alguns desses ambientes as pessoas estão
estudando, trabalhando e principalmente se divertindo. E
porque iria atrapalhar, sendo que o memorial hoje é exatamente
um enorme Centro cultural aberto ao público.
O local de sua construção, o ambiente que logo dentro dos
pavilhões é notado facilmente, tudo isto é totalmente cultural
e muito bem apreciado por pessoas de todas as classes sociais
que estão dispostas a uma ducha de informações, não só
culturais, mas também arquitetônicas. Várias pessoas ilustres
já passaram por lá, entre elas há presidentes, governadores,
entre outros. Cada curva do projeto foi algo sutilmente
elaborado com muito bom gosto. Niemeyer disse que realmente o
projeto é algo fantástico, fascinante e que certamente é uma
de suas melhores obras já concluídas. Muitos arquitetos
estudam o Memorial pela clareza de suas formas, todo o espaço
foi completamente elaborado estudado cada centímetro de seu
espaço.
O Memorial hoje é aberto a
visitantes gratuitamente para conhecer os horários de
funcionamento acesse
www.memorial.com.org.br,
ou ligue para (xx) 11 3823- 4600, os visitantes poderão
visitar desde exposições até teatros, informe-se e divirta-se. |