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Fezes
caninas
Eu não tenho cachorros. Tenho filhos. Um deles é pequeno, com dois
anos de idade, que pede para passear em volta do prédio
onde moramos. A caminhada é uma tarefa difícil, pois
tenho que competir com as fezes dos cachorros que ficam
nas calçadas. Os excrementos estão por todas as partes.
Nas calçadas, nas praças e nos canteiros de uma pequena
praça da vizinhança. Nada contra os cachorros. Tudo
contra certos "donos" de cachorros!
Quando volto do passeio, com meu filho sempre impregnado
de bosta canina, fico a pensar: tudo bem, quem não tem
filho, tem cão, ou tem filho e tem cão e quer passear
com o cão. Mas pergunto, não dá para o ilustre
carregador de cão levar consigo um papel ou um saco
plástico para recolher as fezes dos caninos?
Atlas
Ambiental
Na terça-feira (26/10), no Pátio do Colégio, ocorreu o
lançamento da versão em papel do Atlas Ambiental da
Cidade de São Paulo.
A obra elaborada por técnicos da Secretaria Municipal do
Verde e do Meio Ambiente será distribuída a partir de
novembro para universidades e bibliotecas de todo o
Brasil. Com 266 páginas, 40 mapas e mais de 200 fotos
ilustrativas. O conteúdo do extenso e ótimo trabalho
científico mostra que o verde na cidade de São Paulo
está agonizando
A versão on-line, com mais informações sobre o
projeto e dados da devastação em São Paulo, pode ser
consultado no endereço
http://atlasambiental.prefeitura.sp.gov.br.
Licenciamento
O Ministério do Meio Ambiente está defendendo a proposta
de que os municípios possam assumir o papel de
licenciador de empreendimentos de impacto local. Ocorre
que mais de 80% dos mais de 5.500 municípios têm menos
de dez mil habitantes e não estão estruturados para a
nova tarefa. Para se habilitar a licenciar, os
municípios têm de criar conselho de meio ambiente,
contratar funcionários, ter fundo municipal para
arrecadação de recursos e respaldo em legislação.
Polêmica, a proposta deve ser bem discutida.
Custo do desenvolvimento
O Relatório Planeta Vivo 2004 apresentado pelo WWF, uma
entidade mundial de defesa da ecologia, traz novos
indicadores que mostram que a humanidade está acabando
com os recursos naturais do planeta. É o custo do
desenvolvimento mundial. Desenvolvimento feito através
da destruição da natureza. A "pegada ecológica" do ser
humano – índice que mede a sustentabilidade ambiental
com base na demanda de recursos naturais renováveis –
aumentou em 70% desde 1970 (5% a mais do que o
crescimento populacional) e é hoje de 2,2 hectares por
pessoa num mundo que só dispõe de 1.8 hectares por
pessoa – ou seja, consumimos 20% a mais do que temos, o
capital natural está diminuindo e pode acabar.
Eleições, poluições...
Os veículos são responsáveis por 95% da poluição
atmosférica. Cadê o Programa de Inspeção Veicular na
cidade de São Paulo? Quero, seja quem for o eleito, mais
praças e áreas verdes, mais APAs e mais ciclovias (muito
mais!). Quero praças recuperadas e cuidadas (sem bosta
de cachorro). Quero mais respeito aos que respeitam ao
ambiente.
Você sabia?
Que o plástico pode ser reciclado de sete a oito vezes e
não perde as suas características e resistência. Que
detritos despejados em terrenos baldios prejudicam o
ambiente, são vetores de doenças graves e podem se
transformar num grande transtorno para a coletividade
nos períodos de chuva. Ser limpo custa pouco!
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br |