Escrevo
palavras breves.
Escrevo e não sei por quê.
Escrevo versos bem leves.
Escrevo o que ninguém lê.
Escrevo, que a noite é fria.
Escrevo mais para mim.
Escrevo em agonia.
Não sei por que sou assim.
Procuro a palavra solta,
aquela que ninguém vê,
que colho no ar, revolta,
idéia imprecisa e bela,
que escolho sem ter por quê
e lanço ao mar, caravela.
Sandra Kezen é
professora e coordenadora do Laboratório de Línguas da
Faculdade de Direito de Campos e da Faculdade de
Odontologia de Campos.
sandrakezen@fdc.br