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Quer queiramos ou não é em
Karl Marx que encontramos o clássico conceito de
revolução. Para o bem ou para o mal. O Manifesto
Comunista traz uma atualidade ao captar na fonte a
extraordinária vitalidade do Capital. No 18 de
Brumário de Luis Bonaparte e em As Lutas de
Classes na França esses temas complexos retornam.
Daniel Bem Said afirma “O oprimido é condenado à
resistir sob pena de ser pura e simplesmente esmagado”.
O poder nunca é cedido
voluntariamente. Para obtê-lo é necessário conquistá-lo.
Por motivos óbvios, os poderes existentes resistirão às
mudanças. É preciso contorná-los ou forçá-los a se
submeterem. “Acredito ter descoberto alguns métodos
cruéis e inusitados de destruir sua resistência”,
conta Monbiot.
Devemos, nesse contexto destacar que A ERA DO
CONSENSO alcançou na Europa repercussão semelhante à
dos livros Império, de Michael Hardt e Toni Negri,
e Sem Logo, de Naomi Klein.
Os livros acima citados são de extrema importância para
a compreensão do mundo globalizado.
Dominados e dominadores
A história da humanidade
carrega consigo um problema de difícil, mas não
impossível, solução: é o problema da dominação dos povos
e também da dominação voluntária (ela existe, afinal?).
Por mais que se pretenda justificá-la, a reação dos
dominados é sempre de intolerância e de inconformismo,
com atentados, golpes e revoluções, no objetivo de
sacudir o jugo da invasão.
Coisa da física, para toda ação há uma reação!
Daniel Bensaid- Atualidade do Manifesto Comunista.
Texto apresentado no Congresso Internacional dos 150
do Manifesto Comunista em Paris, 1998. tradução de
João Machado Borges Neto. Cadernos Em Tempo, 310.
outubro de 1999. São Paulo. Edições Em Tempo.
George Monbiot em ERA DO CONSENSO - Um manifesto
para uma nova ordem mundial (The age of consent) em
ERA DO CONSENSO - Um manifesto para uma nova ordem
mundial (The age of consent) Tradução de Renato
Bittencourt - Editora Record – 2004.
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