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Tem
gente,
que
tudo
o
que
consegue na
vida
é
porque
herdou
ou
alguém
indicou, facilitou
ou
pagou. Deveriam
agradecer
a
Deus,
embora,
às
vezes,
essas
facilidades
os obriguem a
acender
velas
para
outras "divindades"
e
beijar
mãos
nem
sempre
limpas;
mas,
em
vez
disso, querem
mais...
mais...
e
mais!
"-
O
que
é
meu
é
meu,
mas
eu
também
quero o
teu!"
- Essa deve
ser
a
mensagem
subliminar
que
transita
em
seus
cérebros...
Mas
além
dessa,
também
existem as da neurolingüística do oportunismo e
da conveniência,
tais
como:
"Eu
tenho
porque
mereço!"; "Eu
estou
onde
estou
porque
sou
competente!";
"Quem
pode, pode!"; "Eu
sou
esperto
e
inteligente!"...
Só que
nunca
ocorre a
principal:
"-
Onde
eu
estaria
por
meus
próprios
pés?";
ou
seja, sofrem de uma
carência
crônica
de auto-crítica e
humildade.
Para
piorar,
muitos
precisam do
apoio
de
quem
tem
méritos
-
mas
não
tem as mesmas
facilidades
-
para
ajudar
a
reforçar
seus
pés
de
barro;
mas
nem
sempre
isso
implica
em
valorização
ou
reconhecimento
de
terceiros.
Pelo
contrário!
Não
raro,
acreditam
que
estão prestando
um
favor,
em
vez
de recebendo...
Chega
a
ser
hilário
vê-los
desprezar
o
trabalho
dos
outros,
em
nome
de
um
único
detalhe
ou
de uma
vírgula,
que
conseguiram
identificar
por
mero
acaso.
Não
saberiam
fazer
nada
sozinhos,
mas
seu
"retoque"
lhes
garante o "sabor
da
superioridade
triunfante"!
Assim,
são
implacáveis
para
julgar,
mas
incondicionalmente
auto-indulgentes na
hora
de relevarem
suas
deficiências.
É
como
se o
mais
importante
do
bolo
fosse a
cereja...
O
fato
é
que,
na
hora
da
verdade,
sua
"competência"
quase
sempre
tem
que
ser
"avalizada"
por
um
parente
ou
padrinho
influente...
Ora,
num
jogo
honesto
não
pode
haver
cartas
marcadas
ou
na
manga!
Curiosamente,
quem
vive de "facilidades"
é
quem
mais
duvida de
processos
honestos,
o
que
gera uma
forma
um
tanto
distorcida de
encarar
a
vida.
Segundo
ela, quando
alguém
consegue
algo
por
mérito,
em
condições
de
igualdade,
eles
estranham, desconfiam, esperneiam e exigem
igualdade,
não
de
obrigações,
mas
de "direitos"!
Nessa
hora
- e
só
nessa
hora
- passam a
ser
defensores
incontestes
da
igualdade
entre
seres
humanos
e
paladinos
da "justiça".
"-
O
que
você
tem
que
eu
não
tenho?" - É a
pergunta
emblemática.
Só
que
não
estão
dispostos
a
ouvir
a
resposta,
e
nem
ao
menos
usar
de
suas
faculdades
mentais
para
chegar
a uma
conclusão
sincera
e
racional.
Preferem criar
um constrangimento
para
o
interlocutor,
caso
este
resolva
enumerar
suas
qualidades
naturais
e adquiridas: - "-
Metido!";
ou
confirmar
sua
fantasia,
lhe
dando uma "razão"
piedosa,
caso
ele
evite
cair
no
ardil.
No
íntimo,
entretanto, continuam
a
acreditar
que
uma
disputa
só
é
justa
quando
eles
vencem,
não
importa o
recurso
utilizado
para
tanto.
Não
basta
terem
seus
caminhos
facilitados... Precisam
acreditar
que
isto
não
fez a
menor
diferença!
Que
chegariam ao
mesmo
lugar
sozinhos!
Será?
Numa
sociedade
injusta
é
certo
que
as
oportunidades
são
desiguais.
É
assim,
aliás,
que
as
classes
dominantes
se mantêm,
qualquer
que
seja o
regime
de
governo.
Nela, as raríssimas
oportunidades
em
que
o
mérito
predomina, ocorrem
por
distração,
desinteresse
ou
falta
de
subterfúgios.
Quem
vive dos
benefícios
dessa "regra"
já
está habituado a
não
ter
escrúpulos...
Pois
que
tenha, ao
menos,
um
mínimo
de
respeito
ao
próximo,
e aprenda a
conter
sua
ganância! |
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SEQÜESTRO: MEDO E
AGONIA
Por Adilson Luiz Gonçalves
Façamos uma pequena série de exercícios sobre o limiar
desespero, abordando parentes próximos e amados:
Exercício 1: Doença grave.
A
vida está ameaçada, mas você pode estar ao lado do ente
querido, prestando seu amor e carinho. As preces podem
ser conjuntas e é possível confortar com palavras e
gestos. O tratamento pode ser caro e doloroso, mas você
fará tudo o que for possível para curar ou, ao menos,
minimizar o sofrimento. O que importa é poder estar ao
lado! O desespero é o grande mal a ser combatido, mas a
proximidade anima essa jornada, e a fé compartilhada é
um santo remédio.
Exercício 2: Acidente.
Houve um terrível acidente! As conseqüências ainda não
estão claras e a busca de sobreviventes ainda não
terminou. Você fica impotente perante os fatos,
surpreendido pelo imponderável. O dinheiro nada pode
fazer, pois não há dinheiro que altere o destino. Mais
uma vez você se apega a Deus e a todo o fio de
esperança!
Exercício 3: Assassinato.
As
forças se esvaem ou os instintos primários explodem.
Estupefação, choque, desejo de vingança e prostração são
algumas das reações previsíveis, perante um fato que não
tem explicação plausível e que transtorna vidas,
desequilibra famílias e nenhum dinheiro pode reverter.
Uma doença ou um acidente grave ainda guardam
expectativas de reversão de quadro, mas existe uma
agonia que precisa ser controlada. No caso da doença, a
vida tem tempo de ser reestruturada. No caso do acidente
e do assassinato é muito mais difícil. A diferença é que
um acidente não envolve, em princípio, um dolo. Já o
assassinato é uma das manifestações mais torpes de um
ser humano! Tirar uma vida, por qualquer que seja o
motivo, é um ato antinatural. Mesmo ameaçar a vida, para
obter algo que não é seu - sexo, dinheiro e poder - já é
um ato de selvageria inaceitável, de quem não merece
viver em sociedade. A crueldade não está, apenas, no ato
físico; mas no imenso dano psicológico, às vezes
irrecuperável, proporcionado às vítimas.
Exercício 4: Seqüestro.
Relâmpago ou não, suas conseqüências têm as dimensões de
uma imensa e prolongada tempestade. A agonia é
prolongada; a crueldade é administrada em doses
progressivas; o silêncio é veículo de desespero; e o
medo e a incerteza matam e envelhecem a cada minuto. A
separação forçada e violenta dos entes queridos já é uma
primeira morte!
A
negociação é de uma desumanidade terrível, pois
transforma a vida em mercadoria. Pago o resgate e
libertado o refém, ainda assim o efeito não termina,
pois a agonia prossegue, principalmente quando a vítima
não é rica nem famosa. A sociedade é capaz de esquecer
os criminosos, mas não perdoa as vítimas, que terão que
reconstruir suas vidas por sua própria conta, ou
sucumbir perante dívidas e efeitos psicológicos
decorrentes do crime.
O
Caso Lindbergh (seqüestro, seguido de morte, do filho do
pioneiro na travessia aérea do Oceano Atlântico), nos
EUA dos anos 1930, gerou uma lei homônima que passou a
punir com a morte esse tipo de crime. No extremo oposto,
a "Síndrome de Estocolmo" sintetizou, na década de 1970,
a seqüela da gratidão ao criminoso pela sobrevivência!
De fato, o refém flerta com a insanidade a todo o
instante; daí, o seqüestro também pode destruir vidas,
mesmo sem eliminá-las.
Não precisamos chegar ao extremo de resgatar a Lei de
Talião ("Olho por olho; dente por dente!"); mas autores
desse e de outros tipos de crime - sobretudo os
claramente premeditados e por motivo vil - não merecem
permanecer livres, pois já demonstraram não ter respeito
pela vida humana. Apesar disso, ainda encontramos mais
pessoas dispostas a defender os direitos legais e
humanos de criminosos, do que cuidando de suas vítimas.
Absurdo dos absurdos, as vítimas, indiretamente, pagam
essa conta!
Já
está mais do que não hora de adotar medidas punitivas,
de forte viés inibidor, para esse e outros crimes. Além
disso, o Estado, responsável pela segurança civil,
também deve assumir a preservação da vítima, e não
apenas a detenção e reclusão do criminoso. Se as leis
não são suficientes para garantir a segurança do
indivíduo, também não podem ser indulgentes com quem
ameaça a sociedade! E mesmo que a punição não iniba
novos crimes, que ao menos o criminoso saiba que sofrerá
suas conseqüências em plenitude, sem atenuantes. Afinal,
quem deve viver com medo é o criminoso e não a
sociedade!
O
fato é que, enquanto as leis e a justiça não colocarem,
definitivamente, o valor da vida acima do dinheiro, nada
impedirá que criminosos e seus defensores inescrupulosos
continuem a investir, valorizar e tirar proveito desse
"mercado" perverso e hediondo!
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