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Amazônia
em
chamas
Sim,
não
é
bater
no
mole,
chover
no
molhado
etc. O
fato
é
que
a Amazônia corre
perigo.
A
maior
floresta
equatorial
do
mundo
passa
por
um
acelerado
processo
de
destruição.
Os
números
são
evidentes
e cruéis.
Entre
agosto
de 2002 e
agosto
de 2003, o
Instituto
Nacional
de
Pesquisas
Espaciais
registrou a
segunda
maior
devastação
dos
últimos
anos
na Amazônia. Seguindo esta
rota
em
50
anos,
teremos o
caos,
o
caos
total
do
crime:
a
morte
da Amazônia.
A
parte
do
governo
O
governo
tenta
fazer
alguma
coisa.
No inicio de
novembro,
o
presidente
Luiz Inácio
Lula
da Silva criou duas
novas
reservas
extrativistas
em
regiões
de
conflito
no
Pará:
a
Reserva
Extrativista Riozinho do Anfrísio e a
Reserva
Extrativista
Verde
para
Sempre.
Duas
reservas
em
áreas
que
sofrem
com
a
expansão
da
exploração
madeireira
e
que
sofreará o
impacto
do asfaltamento da BR-163.
Mas
não
esperem
flores
por
parte
dos
madeireiros
ilegais
e dos
grileiros
da
região.
A BR da
discórdia
A BR-163
liga
o
estado
do
Rio
Grande
do
Sul
ao
Pará,
já
na
divisa
com
a Guina Francesa. O
projeto
de asfaltamento prevê a pavimentação do
trecho
que
vai do
norte
do
Mato
Grosso
até
Santarém, no
Pará.
É uma
área
que
engloba 65
municípios
e atingirá uma
população
estimada
em
1.744.097
habitantes
composta
por
terras
indígenas,
área
militar,
área
de
proteção
integral,
área
de
uso
sustentável
e de
assentamentos
de reforma
agrária.
Cobiça
internacional
O
homem
é o
lobo
do
homem,
no
reino
da
cobiça
a Amazônia é
um
prato
maravilhoso
para
ser
consumido.
Maior
banco
genético
do
mundo,
A Amazônia
legal
é
composta
pelo
Acre,
Amapá,
Amazonas,
Rondônia, Roraima e Tocantins,
além
de
parte
do
Mato
Grosso
e do Maranhão. Na
luta
contra
a
devastação,
pouca
coisa
poderá
sobrar.
Será
possível
reverter
esta
quadro?
Pessimismo
Estou para seguir o lado mais desfavorável. O
ambiente
segue a
economia.
O
desenvolvimento
da
agricultura,
a
expansão
da
agropecuária
e da industria vai
continuar.
E
com
este
desenvolvimento
,
mesmo
como
medidas
compensatórias, provocará
danos
irreversíveis
ao
meio
ambiente.
Neste
caso
não
adianta
bom
fogo,
queimada
do
bem
ou
bom
manejo.
Tudo
que
é
sólido
desmancha
no
ar.
Malária
No Brasil,
são
registrados 500
mil
novos
casos
de
malária
por
ano,
sendo
que
80% deles ocorrem na Amazônia.
Com
base
nesses
dados,
e no
fato
de
que
a
doença
ainda
não
tem
cura,
o
engenheiro
agrônomo
Lin Chau Ming, da
Universidade
Estadual
Paulista
(Unesp),
em
Botucatu, desenvolveu
um
estudo
na Amazônia
com
o
objetivo
de
catalogar
o
maior
número
de
espécies
utilizadas no
tratamento
da
malária.
Os
cientistas
registraram 126
espécies
utilizadas
para
amenizar
os
sintomas
da
doença.
Os
primeiros
testes
foram realizados no
Instituto
Nacional
de
Pesquisas
da Amazônia (Inpa). Os
nativos
foram
ouvidos.
A
segunda
etapa
da
pesquisa
deverá
ocorrer
no
início
de 2005
com
outras
espécies
do
estado
de Rondônia, as
plantas
identificadas
serão
testadas
diretamente
contra
o Plasmodium, o
protozoário
causador
da
doença.
O
Dia
da
Consciência
Frei
Bartolomeu de Las
Casas
defendeu
com
emoção
e
firmeza
perante
o
Vaticano
os
nativos
da América
Central.
Testemunhou
cenas
humilhantes, ultrajantes dos colonizadores espanhóis.
Conseguiu
convencer a
Igreja de
que os
nativos eram
também
filhos do
Pai.
Por
séculos os
europeus
não reconheceram
outros
seres
humanos
como
pessoas.
Com
Las
Casas
vitorioso,
era
necessário
arrumar
outra
mão-de-obra
para
compensar
os colonizadores espanhóis. A
Igreja
sugeriu,
então,
mais
pela
omissão,
que os espanhóis seguissem o
exemplo
dos portugueses
que
escravizavam o
africanos
negros,
pois
estes
não
eram
feitos
a
sua
semelhança.
A
porta
ficou
aberta
para
o
racismo.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br |