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Segundo
um estudo americano, ficar sem emprego é a terceira
maior dor que um ser humano pode sofrer. A maior é
perder um filho. A segunda é perder os pais. Há uma
imediata e inevitável sensação de fracasso. Pessoas
sem emprego sentem-se sozinhas, constrangidas e
inferiores. A vida parece mais insípida, mais tênue.
A
maioria das pessoas são definidas em termos de seus
empregos e acabam recebendo um sobrenome corporativo.
Quantos de nós não conhecemos o Fulano da Xerox, o
Beltrano da Shell, o Sicrano do Bradesco, etc.
A
verdade é que o emprego ajuda as pessoas a dizer a si
mesmas e aos outros quem elas são. A falta de emprego
gera diversas implicações, como a baixa auto-estima,
ansiedade, sensação de abandono e incompetência,
fase de instabilidade emocional e desesperança,
intolerância nas relações familiares e sociais que
são prejudicadas pela mudança no status social e
aumentam as preocupações com a vida financeira e os
apelos de consumo.
Como
executivo de Recursos Humanos, já vivenciei essa
experiência de “ficar à disposição do mercado”
e posso relatar três grandes lições:
1)
Você
descobre que a maioria dos seus amigos estavam ao seu
lado somente pelo cargo que você tinha;
2)
Você
passa a administrar melhor suas finanças;
3)
Você
descobre que a maioria dos “profissionais de RH”,
nossos colegas, não dão feedback.
Sempre
tive a preocupação de fornecer feedback, no intuito
de minimizar incertezas e ansiedades. O feedback é
parte fundamental do processo que visa orientar as
pessoas a apresentarem comportamento e desempenho
adequados a uma determinada situação.
Todo
feedback que recebemos em relação àquilo que
realizamos é de essencial importância para nosso
aprendizado e crescimento. Através de um feedback
podemos modificar nossa maneira de encarar e lidar com
determinados assuntos e idéias, e trabalharmos com
mais empenho se necessário, em busca de melhores
resultados. Pessoas bem-sucedidas sabem valorizar as
críticas que recebem e aprendem a utilizá-las em
proveito próprio.
Se
a área de Recursos Humanos já não suporta mais
viver apenas nos seus moldes tradicionais, agora, então,
é a verdadeira hora de mostrar que o pensamento vai
além do discurso. Esse deve ser o momento da inovação.
Existe
um limite para se continuar vivo, competitivo e
produtivo. E são as pessoas que podem ou não
contribuir para esse sucesso. São os Recursos Humanos
que fazem isso em qualquer empreendimento.
Outro
fato curioso é que conforme pesquisa da DBM - Drake
Beam Morin do Brasil - mais de 80% dos executivos são
contratados através da rede de relações pessoais (networking).
O
grande segredo do networking é que quanto maior o número
de pessoas que souberem que você está buscando um
emprego e do seu objetivo de continuidade de carreira,
maiores as chances de você ficar sabendo das
oportunidades e de ser encontrado por alguém que
necessite de suas qualificações.
O
mundo está cheio de oportunidades. Acredite! Eu só
preciso encontrar uma empresa, que não seja voltada
para o conservadorismo, onde eu possa colocar em prática
e maximizar o uso dos meus conhecimentos, alinhando a
gestão de pessoas com as estratégias e necessidades
do negócio. |