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Parece modismo, mas é! A onda atual é abrir Instituto
para tudo. Os jogadores de futebol abrem institutos. O
ex-presidente da República FHC montou o seu - e um incêndio quase destruiu tudo. A prefeita
Marta está montando o dela. Todo mundo monta. Parece cavalo.
Existe instituto para todos os gostos, para todas as
classes. Eu acho (me falaram, creio que é mentira etc)
que o
Carlos
Lessa ex-presidente
do BNDES (Banco
Nacional
de
Desenvolvimento
Econômico
e
Social)
vai criar um Instituto para deixar
claro
que
discorda da
linha
política
do
presidente
do
Banco
Central,
Henrique Meirelles (Que
assim que sair do BC vai abrir um Instituto sobre mercado
financeiro).
O nosso
querido presidente Lula,
que segundo Lessa
está sendo enganado
pela
elite
nacional
e
internacional,
já tem um Instituto, mas já falam que assim que ele
deixar a presidência, vai criar outro para dar
visibilidade para as suas políticas públicas.
Os
sindicatos montam Instituto, as centrais sindicais
montam Instituto. Os empresários para defenderem seus
interesses criam os seus maravilhosos INSTITUTOS. Os
aposentados criaram o seu e dependem financeiramente de
um que nem sempre funciona.
As universidades públicas para ganhar um dinheirinho
fundam institutos. Outros e outras para lavar um
dinheirinho, bem legalzinho montam perfeitos institutos!
Não são todos farinhas do mesmo saco. Há Institutos
sérios e honrados que fazem um ótimo trabalho e merecem
aplausos e muito apoio.
Para ser hipermoderno, ser participativo, estar antenado
com as revoluções hipermodernas globalizadas é preciso
ter Instituto. Um hiperinstituto...
Para saber se vai chover ou ter sol procuro um
Instituto. O órgão que está enchendo o saco dos
desenvolvimentistas brasileiros é um Instituto. Vamos
fazer o seguinte, para destravar as licenças ambientais,
iremos tirar a palavra Instituto do Ibama.
Temos Instituto para tudo e
para todos. Creio que é a coisa mais democrática do
mundo. Em breve teremos o Instituto do Instituto.
Portanto, vou montar o meu. Vou deixar um pronto,
estruturado, para
quando eu morrer eu não tenha que passar carão no
caixão. Imagine a carpideira: "coitado! Ele queria tanto
ter fundado um Instituto!" Eu, em vida e em carne e
osso, assumirei os riscos da criação do meu Instituto.
Um a mais não fará diferença...
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