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Verde
O novo secretário da pasta do Verde e Meio Ambiente de
São Paulo é o ex-petista Eduardo Jorge, hoje no PV.
Jorge foi o primeiro secretário da Saúde da prefeita
Marta Suplicy (PT). O novo secretário foi a alternativa
encontrada pelo prefeito Serra para contemplar o PV com
um cargo, já que o partido o apoiou no segundo turno das
eleições.
Câmara
A mídia tratou a eleição da Mesa Diretora da Câmara
Municipal de São Paulo de uma forma equivocada. Como
este espaço não é para análise de conjuntura política,
deixo a polêmica para outros analistas. Devemos ter como
alento a eleição de Roberto Trípoli, novo presidente da
Casa. Tripoli é um velho conhecido da luta pelo meio
ambiente, sobretudo da defesa dos animais. Espera-se que
as questões ambientais sejam, em seu mandato, uma
prioridade. Foi o primeiro tsunami na cidade.
Tsunami
O desastre ocorrido no sul da Ásia é motivo para
reflexões. Tivemos pela mídia uma fartura de imagens.
Pouco se falou sobre a falta de infra-estrutura
hoteleira, sem esquemas de prevenção ou de resposta a
desastres naturais. Que isto sirva de alerta para nossos
governantes que teimam em querer implantar um sistema de
turismo “auto sustentável” que não se sustenta com um
vento mais forte.
Marina
Lula terá que mudar e realizar alterações
no seu Ministério em 2005. Na queda de braço com os
setores mais afoitos pelo desenvolvimento é bem possível
que sobre para Marina Silva, ministra do Meio Ambiente.
Tem muita gente torcendo para que isto aconteça (a queda
da moça). Se a queda da ministra consumar-se, será a
tristeza de quem sonhava com um Brasil ambientalmente
sustentável.
Bendita
A Fapesp renovou seu quadro de
dirigentes. Em novembro, o governador de São Paulo,
Geraldo Alckmin, escolheu Marcos Macari para
vice-presidente, Ricardo Renzo Brentani como
diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo
(CTA) e Carlos Henrique de Brito Cruz para diretor
científico da Fundação.
Em dezembro, Alckmin escolheu Joaquim José de Camargo
Engler para ser o diretor administrativo do Conselho
Técnico-Administrativo da FAPESP de 2005 a 2008. A
Fapesp é conhecida no meio científico como “A bendita”
por ser uma das poucas fontes de financiamento de
pesquisa no Brasil.
Capivari-Monos
Existem
na área APA do Capivari-Monos as chamadas áreas
especiais de zoneamento. Temos a
ARA
- Áreas de Recuperação Ambiental que compreende
ocorrências localizadas de usos ou ocupações que exijam
intervenções de caráter corretivo, onde quer que se
localizem. São assentamentos habitacionais ainda não
adensados, desprovidos de infra-estrutura de saneamento
ambiental e causadores de impacto.
Temos também a
APP -
Áreas de Preservação Permanente que compreende as Áreas
de Preservação Permanente (APPs), onde quer que elas
ocorram, as florestas e demais formas de vegetação
natural, definidas no artigo 2º da Lei 4.771, de 15 de
setembro de 1965 – Código Florestal
O protocolo de Kyoto
Rússia adere
Putin, presidente da falida Rússia,
ratificou definitivamente o Protocolo de Kioto, pacto de
combate ao aquecimento global. Foram sete anos de
espera, desde a assinatura do protocolo em Kyoto, Japão,
em 1997 por 180 países membros da Convenção-Quadro das
Nações Unidas sobre Mudança Climática. O ato era o
último passo a ser dado e deve entrar em vigor em
janeiro de 2005, 90 dias após a ONU protocolar a adesão
da Rússia, que é responsável por 17% da poluição
mundial.
O que é o Pacto?
O Pacto de Kyoto divide o mundo em países
industrializados (denominados anexo 1) e países em
desenvolvimento (denominados não-anexo 1). No anexo 1
estão 39 países.
Para os países industrializados a meta de Kyoto é
reduzir as emissões de gases do efeito estufa em
aproximadamente 5%, com relação aos níveis de 1990, até
2012.
Os signatários do Protocolo de Kyoto estarão sujeitos a
punições se não cumprirem suas metas de corte de emissão
de poluentes
O MDL
Além de cortar emissões na indústria e no consumo de
combustíveis de fósseis (petróleo, por exemplo) os
países poderão finamciar projetos e comprar créditos
certificados de reduções nos países em desenvolvimento.
O MDL – Mecanismo de Desenvolvimento Limpo permite que
os países do anexo 1 financiem e comprem créditos de
carbono pela redução de emissões ou captação de gases do
efeito estufa nos países em desenvolvimento. Projetos de
reflorestamento, por exemplo, podem entrar na cota. O
preço básico para a tonelada de carbono é de US$ 5.
Brasil
As principais fontes de emissões no Brasil são o
desmatamento e as mudanças de uso do solo. O Brasil tem
uma matriz energética limpa e emite 80 milhões de
toneladas de carbono ao ano, contra 1,6% dos EUA. A
decisão da Rússia pode trazer benefícios ao Brasil. A
Ministra Marina Silva em nota oficial se congratulou com
o presidente russo, por, finalmente, este país ter
aderido ao protocolo.
IBGE
O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)
aponta em recente pesquisa que a participação das fontes
de energia, como o carvão e a lenha caiu de 17,2% em
1992, para 11,9% em 2002. Porém, o uso de fontes não
renováveis, como o petróleo e seus derivados, aumentou
de 41,7% para 43,1% no mesmo período. Fontes renováveis
de energia são formas de obtenção de energia que não são
esgotáveis, como o petróleo, que tem uma reserva finita
no mundo. As principais fontes renováveis são as
hidrelétricas, carvão vegetal e derivados de
cana-de-açúcar.
EUA
Os maiores poluidores do mundo são os EUA. Eles
respondem por cerca de 36% das emissões de dióxido de
carbono do anexo 1 e desistiram de assinar o protocolo
em marco de 2001dizendo que ele era prejudicial à sua
indústria.. O dióxido de carbono é um gás que liberado
pela queima de combustíveis fósseis, é um dos
responsáveis pelo efeito estufa. A China é o 2.º maior,
na casa dos 18%, mas não figura entre os países que
precisam reduzir as emissões.
A Austrália, outra grande poluidora, se recusou a
assinar o acordo.
Gilberto da Silva
gilberto@partes.com.br
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