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Com a
crise de desemprego que enfrentamos, cada vez mais as
pessoas procuram saídas estratégicas para conseguir
dinheiro. Muitas pessoas têm conseguido ganhar mais,
através do artesanato, que além de poder ser feito sem
sair de casa, traz lucros sem a necessidade de investir
muito capital.
São Paulo é o estado brasileiro que possui maior
variedade de artesanato em geral, isto porque reúne além
do seu próprio artesanato, contribuições de todos os
estados brasileiros e dos imigrantes que vieram em busca
de uma vida melhor.
O artesanato em São Paulo começou com as cerâmicas e
cestas indígenas, depois foi juntando técnicas diversas
até formar a enorme variedade que encontramos hoje.
Essa diversidade é encontrada por todos os cantos das
cidades e nos mais diversos locais. Desde lojas
especializadas em shoppings, feiras semanais, barracas
de camelôs, até comércio ambulante pelas ruas da cidade,
venda por internet, mas o foco principal de artesanato
ainda é a cidade de Embu das Artes, voltada
exclusivamente para as feiras artesanais.
Em visita a cidade a senhora Alice, artesã e moradora de
Embu das Artes conta que vendia seus produtos na barraca
de uma vizinha e como as encomendas aumentaram muito
decidiu conseguir sua própria barraca.
Para isso levou seus produtos (artigos em madeiras,
utensílios domésticos e bonecas decorativas) ao setor
responsável pela feira da cidade. Depois de menos de um
mês de experiência conseguiu um ponto fixo na feira e
hoje trabalha nisso com ajuda de seus dois filhos que a
ajudam nas vendas.
Já Evaristo, morador de Taboão da Serra, conta que vai a
cidade de Embu nos finais de semana, vender sacolas e
berimbaus, pra conseguir dinheiro extra.
Entrevistando os visitantes da feira encontramos Valéria
C. Souza, 22 anos, universitária que se impressionou
muito com a infra-estrutura da cidade que foi planejada
para dar sustentação aos artesãos e seus manufaturados,
recebendo apoio da prefeitura e sendo valorizados pelos
visitantes da feira de artesanato. Segundo ela que o que
a interessou na cidade foi o Patrimônio Cultural (Museu
de Arte Sacra dos Jesuitas), a variedade de artesanato.
Animada ela diz: “. A variedade de artesanato é muito
grande desde utensílios, artefato, móveis e o custo é
baixo por ser os próprios artesãos que vendem. Não
existe intermediário. Você acaba comprando um produto de
qualidade e cem por cento, brasileiro”.
Além de Embu, existem outros pontos espalhados pela
cidade de São Paulo, conhecidas pela venda de artesanato
são as Feiras de Arte, Artesanato e Cultura.
Essas feiras promovidas pela Semab – Secretaria do
Abastecimento - da Prefeitura de São Paulo começaram com
a Feira de artesanato da República que se tornou famosa
com as efervescências do movimento hippie, depois se
expande para outros lugares como, Trianon, Liberdade,
Mooca, José Bonifácio, Santana, Santo Amaro, Moema entre
outras, originadas da venda de artigos de arte ou de
movimentos culturais.
SUTACO – o governo apoiando os artesãos de São Paulo
A possibilidade de trabalho com artesanato é enorme,
hoje existem oficinas que oferecem cursos artesanais e
até na internet há sites que promovem cursos on-line,
além de divulgar o trabalho de artesãos. Todo esse
crescimento no setor fez com que o Estado também visse
no artesanato uma fonte geradora de empregos.
De acordo com informações do site do governo de São
Paulo (http://www.saopaulo.sp.gov.br/), “estima-se que
existam hoje cerca de oito mil artesãos em São Paulo,
envolvendo cerca de 40 mil pessoas na produção
artesanal.”
Por este motivo o governo do Estado criou a
Superintendência do Trabalho Artesanal nas Comunidades –
SUTACO, que é a coordenadora do programa de Artesanato
Brasileiro (PAB), vinculada à Secretaria do Emprego e
Relações do Trabalho (SERT). Com o objetivo de promover,
desenvolver, divulgar, comercializar, produtos
artesanais paulistas.
Esse órgão presta serviços como: Reconhecimento
Profissional, legalização Fiscal, Apoio Comercial,
Aprimoramentos Técnicos, Incentivos à Produção, e
Orientação Jurídica para os artesãos, cooperativas e
núcleos de produção artesanal paulista, ajudando a gerar
renda e emprego através da arte e cultura.
Artesanato Urbano
O artesanato além de gerar empregos também pode ajudar a
manter o equilíbrio ecológico. Outro ramo que tem
crescido é o de artesanato urbano que é feito a partir
de produtos recicláveis.
Esse tipo de artesanato, além de ser um meio
ecologicamente correto de se ganhar dinheiro, tem um
custo muito baixo com matéria-prima. Os materiais
utilizados são dos mais diversos mas os principais são:
latas de alumínio(como as de refrigerante), garrafas
plásticas, e papeis diversos.
O artesanato de Jornal surge a partir de canudinhos
feitos com as folhas do jornal enroladas. Esses
canudinhos substituem o vime, a palha e outros produtos
que trançado dão forma a cestas, sacolas e outros
produtos.
O papel comum pode ser reciclado facilmente em casa,
utilizando o liquidificador, e dá origem a papeis
coloridos de todas as espécies, que poderão ser
transformados com um pouco de criatividade em novos
produtos.
Garrafas plásticas são transformadas em vasos
decorativos ou em plantas artificiais, também é possível
confeccionar muitos mais. Além de evitar que seja jogada
fora simplesmente e demore muito tempo até se decompor,
pode ser reutilizado através do artesanato e com a venda
virar dinheiro novamente.
As latas de alumínio, além de poderem ser vendidas pra
reciclagem, por um preço muito baixo, atividade que é
fonte de renda de muitas famílias desempregadas que
precisam sobreviver, pode dar um lucro bem maior se
transformadas em outros produtos, entre eles canecas,
cinzeiros, saboneteiras, embalagem decoradas para velas
artesanais entre outras coisas.
Resina um ramo muito pouco explorado
Procurando meios pra se diferenciar no mercado, há um
material muito pouco divulgado, principalmente nas
revistas especializadas, o artesanato em resina.
Em entrevista Vilma Biazi Nascimento, proprietária da
marca “Engenhosa arte e designe”, conta sobre como
ingressou nesse ramo.
Trabalhando numa loja de artesanato chamada “Pátio das
Artes” no Jardim Tremembé, zona norte de São Paulo ela
aprendeu várias técnicas de artesanato, depois que a
loja fechou ela decidiu continuar a trabalhar com resina
por conta própria pra ajudar no orçamento doméstico. E,
mãe de dois filhos que estão cursando a Universidade,
viu no artesanato uma forma lucrativa de ajudar nas
despesas do lar.
Ela trabalha em casa, compra o material necessário, faz
as peças a partir de formas de silicone, e depois dá o
acabamento aparando as rebarbas e faz os retoques
finais. Vilma que é cadastrada na SUTACO participa de
feiras, além de vender seus produtos em lojas de
artesanato e sob encomenda.
Segundo ela as possibilidades de produtos com resina são
enormes e é um ramo muito lucrativo. A resina é lavável
e resistente que garante a durabilidade e qualidade de
seus artigos, garantindo uma variedade e utilização e
constante inovações.
Quando questionada a respeito do que pode ser feito com
resina ela comenta: “Uma infinidade como elásticos de
cabelo, portas retratos, porta bilhetes, porta cartões,
lembranças infantis e adultas, de aniversario e
casamento, tampas decoradas para frascos de perfumes,
objetos de decoração, puxadores de gaveta de vários
modelos até para quartos de bebê, imãs de geladeira,
pesos de papeis, pingentes, e agora estou até fazendo
artigos de Natal”.
Quando o assunto é artesanato ramo se estende e todas as
direções, a rua 25 de Março no centro da cidade de São
Paulo é conhecida por vender quinquilharias em geral,
onde se encontram materiais para confecção artesanal
principalmente voltado a confecção de bijuterias, entre
outras coisas.
Marquinhos artesão do bairro de Tucuruvi, diz que compra
lá o material e monta suas peças, bijuterias em geral,
de acordo com sua criatividade. Ele diz que a venda de
brincos tem muita aceitação pelo público feminino e que
enquanto ele esta vendendo já vai fabricando outras
peças.
Ele cria o designe a partir de outras peças ou de acordo
com sua criatividade e ajuda a sustentar a mulher e a
filha.
Ele conta que por ser um vendedor ambulante, sofre com a
fiscalização que muitas vezes apreende a sua mercadoria.
Porém não reclama de não ter um ponto fixo e com muita
força de vontade e um pouco de sorte consegue repor em
um mês o prejuízo com esses problemas.
Já Marilena voltou às origens de sua família
confeccionando peças de tricô, crochê e pintura de panos
de prato. Sua mãe durante a infância havia lhe ensinado
e hoje ela sobrevive da venda de seus manufaturados.
Ela comercializa desde bolsas a enxoval de bebê, ela
própria fez o de sua filha Ludmila hoje com oito anos de
idade. Fazendo produtos sobre medida e aos gostos de
cliente ela lucra voltando a suas raízes, fazendo aquilo
que aprendeu desde criança.
O que percebemos é que para um país que está em crise
com o desemprego o artesanato acaba sendo uma fonte
geradora de renda e de emprego. As facilidades são
muitas, e as opções infinitas, desde velas, flores
secas, decoração em geral, comidas até as citadas na
matéria.
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