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Ética,
respeito
ambiental,
solidariedade
e
competência
são
quatro
conceitos
que
necessariamente estão e estarão a
pautar
a
vida
profissional
dos
executivos
no
futuro
próximo.
Especialistas
no
setor
mostram
que,
muito
breve,
só
haverá
lugar
no
mercado
para
as
corporações
que
vençam
pela
competência,
pela
qualidade,
e
não
mais
pela
simples
esperteza
e oportunismo.
Serão
também
mais
bem
aceitas
pelos
consumidores
as
empresas
que
oferecerem ao
público
mercadorias
e
serviços
produzidos a
partir
de
ações
de
respeito
ao
meio
ambiente
e à
própria
saúde
das
pessoas.
Por
fim,
cada
vez
mais,
será exigida das
empresas
a participação
em
programas
de
solidariedade,
de
busca
efetiva
ao
bem-estar
da
comunidade.
Assim,
as
carreiras
profissionais,
nas
mais
diversas
áreas,
têm de
estar
atreladas a
esse
novo
perfil
de
empresa.
Segundo
o
estudo
A Vision of Tomorrow’s Corporate World,
baseado
no 2.º
Fórum
de
Futuros
Líderes,
realizado no
início
deste
ano
em
Davos, na Suiça, os
jovens
executivos
de
grandes
corporações
mundiais
não
pensam
mais
em
se
realizar
com
o
desfrute
de uma
aposentadoria
precoce
no Caribe. Ao serem
ouvidos,
demonstraram
interesse
em
gerenciar
organizações
e deixá-las aptas a
enfrentar
as
incertezas
do
mundo
político
e
econômico,
tendo
como
diferenciais o
estrito
cumprimento
de
preceitos
éticos.
Na
primeira
edição
do
evento,
em
novembro
de 2000, a
ambição
do
jovem
executivo
era
a de tornar-se
hábil
expert
em
business,
ganhar
muito
dinheiro,
se
aposentar
um
pouco
antes
dos 40
anos
e
viver
num
lugar
paradisíaco.
No
segundo
encontro,
aproximadamente 100
jovens
executivos
de 24
países
indicaram as
organizações
não
governamentais,
os
grupos
ambientais e de
consumidores
como
os
mais
influentes,
capazes
de
mudar
o
rumo
das
corporações.
Além
disso, manifestaram o
desejo
de
estar
em
constante
aprendizado
para
fazer
frente
ao
mundo
de
negócios
em
constante
evolução.
No Brasil, nota-se
que
a
formação
acadêmica
clássica,
composta
por
diploma
de
terceiro
grau,
curso
de
extensão
universitária
e MBA,
além
de
domínio
do
inglês
e
outra
língua
auxiliar
será
sempre
um
requisito
básico
a
quem
queira
trabalhar
no
comando
de
equipes.
Verifica-se,
porém,
que
só
a
formação
acadêmica
já
não
é,
nem
será, o
bastante
para
quem
quiser
competir
no
mundo
globalizado.
O
currículo
do
executivo
tem de
ser
recheado
com
ações
comportamentais,
éticas,
tanto
na
gestão
das
pessoas
que
com
ele
trabalham
diretamente
quanto
com
o chamado
público
geral,
dado
a
estes
o
conceito
de
clientes.
Terá de mostrar-se
parceiro
de
seus
clientes-fornecedores, clientes-consumidores,
clientes-internos, clientes-acionistas, etc.
Além
disso, terá de
constituir
para
si
e
para
suas
equipes
programas
de
reciclagem
e aperfeiçoamento
profissionais
de
modo
a
não
ser
atropelado
pela
constante
mutação
dos
meios
de
produção
e das
formas
de
gerenciamento.
Mais
que
isso,
terá de
ser
inovador,
antecipando-se às
tendências.
Isso
é
ainda
mais
verdadeiro
em
áreas
de
conhecimento
avançado
como
a da
tecnologia
da
informação,
por
exemplo.
Não
há uma
explicação
clara
para
o
fato,
mas
criou-se no
mercado
a
expectativa
de
que
cabe aos
profissionais
de
alta
performance
na
área
de
informática
abrir
e
sedimentar
caminhos
também
na
floresta
de
relações
humanas. Nota-se,
por
exemplo,
que
as
empresas
têm procurado
escolher
gente
de boa
formação
técnica
e
também
humanista
para
as
áreas
de
áridos
bites.
Isso
porque
as
decisões
tomadas
nesse
campo,
detentor
de
orçamentos
generosos,
comparativamente
a
outros,
geralmente
têm
grande
repercussão
em
toda
a
corporação.
E existe a
idéia
primária,
mas
sempre
latente,
de
que
a
máquina
pode
substituir
o
homem
a
qualquer
momento.
Vale
lembrar
que
um
grande
banco
brasileiro
costuma
reunir
seus
profissionais
de
informática,
principalmente
aqueles
que
trabalham
com
segurança
eletrônica,
e
dar
a
eles
aulas
de
história
da
arte
e
filosofia.
Mal
comparando, é o
mesmo
que
a
rigorosa
polícia
de Tóquio faz
com
seus
agentes:
eles
têm
aulas
de
arranjos
florais
para
ressaltar
o
humanismo
em
suas
personalidades.
Técnica
e
humanismo
têm de
caminhar
próximos,
muito
próximos.
Ressalte-se,
ainda,
que
os
executivos
de
sucesso
têm
carreira
voltada
para
as
competências.
E as
empresas
também.
Assim,
se
antes
as
assessorias
de
relações
humanas eram
bastante
requisitadas
para
escrever
currículos,
hoje
o
papel
é
bem
mais
consistente,
pois
essas
empresas
voltam-se
mais
a
orientar
profissionais
a
constituir
o
currículo
e,
portanto,
a
carreira.
Também
já
não
são
tão
raros
os
casos
em
que
o
executivo
faz o
planejamento
de
sua
vida
profissional,
adquirindo
competências,
de
modo
que
possa
escolher
determinado
cargo
em
determinada
corporação.
Também
aqui
o
papel
se inverte,
pois
é o
executivo
quem
escolhe
onde
e
com
quem
quer
trabalhar.
E essas
oportunidades
têm sido
mais
freqüentes
na
área
de
informática.
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