| Turismo |
 |
|
Turismo e Lazer, turismo
como lazer: necessidade (de fazer acontecer)
Por Ana Marina Godoy |
 |
|
Opinião
da
Editora
de
Turismo
e
Lazer
desta
revista,
Ana
Marina
Godoy,
sobre
o polêmico
artigo
publicado ao lado:
Nesta
selva,
às
vezes,
encontramos
coisas
fora
do
comum:
pérolas!
O
texto
seguindo
este,
por
exemplo.
Gente de
sucesso,
ou
não, existe
em
qualquer
profissão.
Gente frustrada
também...
Quem
planta colhe, diz a
Bíblia Cristã.
Quem
planta colhe, diz o
povo.
Quem
planta colhe, diz o
agricultor
pra
quem
precisa
ver
para
crer!
Sempre
comento
com os
meus
alunos
que a
faculdade de
publicidade
também foi criticada e
colocada
como
supérflua
quando surgiu.
Hoje o
mercado diz
não
ser
bem
assim...Só
o
talento resolve?
Só a
técnica resolve
ou existe
diferença num
profissional
que freqüenta 4
anos a
faculdade a
sério? O
mercado responde de
forma
evidente. Turismólogos
(bacharéis
em
Turismo)
poderão
ser
"mico"
empresários;
donos
de
si
– e
muito
mais,
como
sonhos,
propostas
e
colaborações
quanto
a
responsabilidade
social;
paisagens;
valores
culturais,
entre
outros
- e
queridos
na
selva
que
é o
mercado;
prestadores de
serviço
à
comunidade,
seja esta
composta
por
raposas
ou
víboras,
sem
distinção.
Todos
têm o
direito,
constitucionalmente,
ao
lazer
(que
pode
ser
um
momento
turístico). E
alguns
expõe,
entrelinhas,
no
cotidiano,
a
necessidade
do
equilíbrio
biopsíquico
que
pode,
com
grandes
chances
de
sucesso,
ser
alcançado
através
do
turismo.
Claro,
se
devidamente
pensado e planejado
por
profissionais
qualificados: turismólogos,
que
não
são
formados
para
serem
técnicos.
Destes,
alguns
podem e acabam
por
seguir
a
área
técnica
porque,
embora
tenham
toda
a
condição
de serem
ótimos
na
selva,
o
mar
não
está
pra
peixe
em
qualquer
profissão.
Alguns
se submetem a serem
técnicos
por
necessidade,
outros
fazem
por
prazer
os
serviços
operacionais,
se realizando.
Mesmo
assim,
sempre
existirá a possibilidade deste
ou
daquele
montar
um
negócio
próprio:
o
turismo
só
cresce; o
lazer
só
aumenta
em
demanda
e
oportunidades.
Suas
credibilidade,
consumo
e
necessidade
também.
E
tais
profissionais
não
terão
que
ficar
enterrados
em
subsolos
salariais
para
o
resto
da
vida.
Antes,
como
desde
o
sonho
de
vestibulandos,
darão
asas
à
imaginação
e alçarão
vôos
mais
altos,
fazendo
acontecer.
Isso
porque
têm a
coragem
de se
lançar
ao
novo
e investirem
seu
tempo
construindo, olhando
para
o
que
é o
seu
próprio
horizonte
e procurando,
profissional
e seriamente –
sem
estrelismos
–,
enriquecer
com
alegria
e desestresse as
cidades,
incluindo as
redações
de
jornais
e
revistas.
Um
brinde
ao enoturismo, ao ecoturismo, ao
turismo
de
aventura,
ao
turismo
religioso,
etc...e a
todos
os
profissionais
que,
criativamente,
atendem a
todo
este
crescente
mercado
com
prazer,
muito
trabalho
e
honestidade.
Um
tsunami
não
nos
derrubou.
Com
certeza
não
serão
palavras
equivocadas
que
nos
farão
cair.
O
outro
lado
é
muito
maior
– e
mais
forte!
–
que
este
vendido
como
“trevas”
por
aí.
Não
esqueçam: o
mundo
é
nosso!!!
As
ventanias
passam e
são
esquecidas...
FELIZ
ANO
NOVO!
Leia também:
Feira
na Espanha
mostra
interesse
cada
vez
maior
pelo
Destino
Brasil
Novo
perfil
das
carreiras
Por Ricardo de Almeida
Prado
Xavier
Fazendo
das circunstâncias um trampolim
Por Mario Persona
|
|
|
|
|
|
|
|
|
|
 |
|
 |
|
|
|

Matéria
extraída da
Revista
Você
S.A. publicada no
dia
03/01/2005
A
carreira
que
é
um
mico
O
turismo
gera
empregos?
Sim,
mas
só
para
camareira,
garçom,
faxineira...
Quem
é qualificado continua
penando.
Por
Lilian
Cunha
Quantas
vezes
você
já
ouviu
dizer
que
a
vocação
do Brasil é o
turismo?
A
paulistana
Bianca Andrade, de 27
anos,
escutou a
frase
muitas
vezes.
Leu
nos
jornais
a
promessa
de
vários
governos
de
que
o
mercado
hoteleiro,
o de
passagens
aéreas e o de
entretenimento
iriam
deslanchar
e
gerar
milhões
de
empregos.
"Acreditei naquilo e
por
isso
resolvi
investir
na
carreira",
diz
ela,
que
há
pouco
mais
de
três
anos
prestou
vestibular
para
turismo
e entrou
em
uma
faculdade
da
região
metropolitana de
São
Paulo. "Eu
tinha
uma
certa
ilusão
de
que
haveria uma
explosão
de
empregos
nessa
área,
de
que
me
formaria e seria
gerente
de uma
grande
agência
de
viagens",
diz Bianca.
Hoje,
prestes
a se
formar,
ela
faz
estágio
em
uma
loja
de
passagens
aéreas e recebe 250
reais
por
mês.
"Percebi
logo
que
o
mercado
é
bem
diferente
do
que
imaginei",
lamenta.
Assim
como
Bianca,
todo
ano,
22 800
novos
profissionais
se formam
em
cursos
superiores
da
área
de
turismo
pelas 570
instituições
que
oferecem
graduação
nesse
campo
no
país.
O
problema
é
que
não
há
lugar
para
todos
no
mercado
de
trabalho,
de
acordo
com
o
presidente
da
Confederação
Nacional
dos
Trabalhadores
em
Turismo
e
Hospitalidade
(Contratuh), Moacyr Roberto Tesch Auersvald. E há
dois
motivos
para
isso:
um
é a
expansão
do
turismo
que
nunca
acontece no
país.
"Turismo
é
propaganda
e o Brasil
não
se vende
lá
fora",
afirma
ele.
Só
para
ter
idéia,
o Brasil investiu 30
milhões
de
reais
na
promoção
de
todo
o
país
no
exterior
em
2003. A Filadélfia,
Estado
americano
que
quer
ser
a meca mundial do
turismo
GLS (gays,
lésbicas
e
simpatizantes),
gasta
a
mesma
quantia
em
propaganda.
A
outra
razão
é
que
a
grande
carência
de
mão-de-obra
no
setor
não
é de
profissionais
de
nível
superior,
para
cargos
de
chefia.
E
sim
de
pessoal
operacional.
Um
hotel
médio,
por
exemplo,
tem de
cinco
a
seis
gerentes
e
cerca
de 200
funcionários
trabalhando nas
funções
de
camareira,
faxineira,
recepcionista,
garçom
e
cozinheiro.
"O
que
o
setor
precisa
é de
gente
para
carregar
o
piano,
e
não
de
pessoas
para
tocá-lo", diz Auersvald.
Para
o
professor
Mário Carlos Beni, da
Faculdade
de
Turismo
da
Universidade
de
São
Paulo (USP), o
que
o
mercado
procura
é inversamente proporcional à
resposta
das
escolas
de
turismo.
Ele
diz
que
deveria
haver
mais
cursos
técnicos,
para
qualificar
a
mão-de-obra
operacional,
do
que
escolas
de
formação
de
nível
superior.
"Quem
se
forma
em
um
dos
cursos
de
terceiro
grau
não
quer
se
sujeitar
a
trabalhar
como
recepcionista
ou
mensageiro",
afirma. Foi o
que
aconteceu
com
Nelson da
Cunha
Pinto
Filho,
de 32
anos,
formado
em
turismo
pela
USP
em
2001.
Ele
nunca
encontrou
chances
de
entrar
no
| | |