| Turismo
- Relato de viagem |
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As
maravilhas do mundo
Por Adilson Luiz Gonçalves |
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Estive, recentemente, em
visita à Foz do Iguaçu, no Paraná, com a oportunidade de
conhecer, pessoalmente, duas maravilhas consagradas: uma
da natureza, esculpida por Deus, e outra da Engenharia,
pensada e construída por seres humanos, com a sabedoria
que Deus lhes deu.
As Cataratas do Iguaçu são consideradas uma das sete
maravilhas do mundo (natural). Sua visão nos dá um misto
de encantamento e respeito; isto pela beleza de suas
inúmeras quedas e pela energia grandiosa e destrutiva
que exibe. Já a Usina Hidrelétrica de Itaipu surpreende
pelo arrojo e pela grandiosidade. Para aumentar a
admiração, quando da visita, um dos vertedouros estava
em operação. Qual uma catarata, ele lançava o excedente
de água da represa no rio... Uma imagem quase tão
magnífica quanto a visão das cataratas naturais. Não é à
toa que é considerada por órgãos internacionais uma das
sete maravilhas do mundo atual.
De sete em sete – número cabalístico por essência – é
inevitável fazer uma analogia de Itaipu com as sete
maravilhas do mundo antigo... Aquelas foram feitas para
celebrar deuses, reis, e poder de civilizações ou seu
temor de outras. Apenas uma servia para o bem de todos,
e iluminava os caminhos dos
seres humanos em meio à natureza: O Farol de Alexandria.
O gosto da humanidade pelo monumental e pelo simbólico
ainda persiste, com muitas “maravilhas” sendo
construídas sem objetivo prático ou universal.
Várias delas continuam servindo, apenas, para saciar a
megalomania ou a "esperteza" (instantânea e imediatista)
de poucos, em detrimento dos muitos que suam, sangram e,
até, morrem para concretizar tais vaidades - e
falcatruas. Mas há exceções!
Ao contemplar os imensos paredões e contrafortes da
barragem que contém o
Rio Paraná, e os enormes dutos que conduzem as águas até
as turbinas da usina, poderíamos imaginar a presença de
estátuas de deuses egípcios e gregos, imponentes e
temíveis, como nos templos da Antiguidade. Atrás dela
imaginaríamos hordas de bárbaros tentando sobrepujá-la
para invadir saquear e destruir pela força o que não
conseguem via inteligência. Mas a energia que se “vê” é
outra, invisível; que ilumina e move as vidas de milhões
de
pessoas a milhares de quilômetros dali. É a natureza
contida e modulada para produzir energia, gerando o
milagre do emprego e iluminando cidades, escolas,
hospitais e templos, onde os seres humanos vão agradecer
a Deus por ter nos provido de capacidade para aprender a
tirar proveito da natureza em benefício da
humanidade...a energia existe, basta aplicá-la de modo
sábio.
As Cataratas do Iguaçu estão lá: símbolo natural da
magnificência de Deus! A Usina de Itaipu também: símbolo
da exortação divina do Gênesis: “Crescei,
multiplicai-vos e dominai a face da terra!”. Enfim,
todas são obras de Deus!
Itaipu não é o Farol de Alexandria, e milhares de anos
separam estas duas maravilhas; mas ambas são símbolos da
importância da luz em meio as trevas (naturais ou
induzidas).
Assim, nossa vida deve ser um misto de admiração e
respeito pela energia que a natureza esbanja; bem como
de análise e desenvolvimento de formas de aproveitar
esse potencial para o desenvolvimento sustentável da
civilização - que se consome em cidades.
A visita a Foz do Iguaçu foi, sem dúvida, inesquecível;
mas a maior lembrança que guardo comigo é a insofismável
certeza de que, quando o ser humano usa adequadamente
inteligência e sabedoria, os resultados sempre são
naturalmente divinos! |
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Adilson Luiz Gonçalves é
engenheiro, professor universitário, articulista e
poeta.
algbr@ig.com.br
Foto de Foz: Ana Marina Godoy |
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