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“A Fabiana
não
trabalha
mais
conosco”
A
voz
metálica
da
recepcionista,
que
me
deixou
por
alguns
segundos
na
dúvida
de
estar
falando
com
uma
gravação
ou
com
um
ser
humano,
não
deixava
margem
à
dúvidas:
o
cartão
de
visitas
que
eu
tinha
em
mãos
só
servia
agora
para
saber
o
antigo
emprego
de Fabiana Camargo.
Fabiana perdia
um
cliente.
Eu,
um
cartão.
A
dança
das
cadeiras
do
mercado
de
trabalho
está
cada
vez
mais
animada.
Aceleraram a
rotação
da
música
e esqueceram de
nos
avisar.
Não
se iluda
com
os
seus
rechonchudos
porta-cartões, uma boa
parte
deles, provavelmente,
não
serve
para
muita
coisa.
Se os
cartões
que
você
recebeu ficaram
obsoletos,
o
que
dizer
dos
cartões
que
você
distribuiu? Daqui a
algum
tempo
também
não
servirão
para
muita
coisa.
Basta
um
emprego
novo
ou
até
uma
mudança
de
setor
para
o
seu
“score”
aparecer
zerado.
Seus
antigos
cartões
agora
apontam
para
uma
empresa
que
não
é
mais
a
sua
e
para
uma
cadeira
que
tem
outro
dono.
Cartões
que,
como
os da
minha
antiga
fornecedora Fabiana, irão
para
a
lixeira.
Não
é
novidade
para
ninguém
que
uma boa
carreira
está pautada na
qualidade
dos relacionamentos
que
você
constrói.
Também
não
é de
hoje
que
se sabe
que
o
tempo
médio
de
permanência
dos colaboradores
em
uma
empresa
vem diminuído
gradativamente.
Tendo
em
vista
esse
quadro,
como
manter
contato
com
seus
fornecedores,
clientes
e prospects
mesmo
quando
o
seu
cartão
de
visitas
se
torna
defasado?
A
resposta
pode
estar
na
sabedoria
de
que
você
é uma
empresa,
ou
melhor,
uma “eupresa”.
Eu
explico.
Uma
empresa
é
um
CNPJ
que
existe
independentemente
de
quem
sejam
seus
sócios
ou
colaboradores.
Sua
marca,
seu
site
e
seu
endereço
podem
permanecer
os
mesmos
durante
anos.
As
pessoas
se
vão,
a
empresa
fica.
Você
ainda
não
se
vê
como
uma eupresa?
Comece a
perceber
que
a
sua
marca,
ou
seja, o
seu
nome,
vale
mais
do
que
qualquer
emprego.
Deve
estar
presente
na
mente
dos
seus
clientes
independentemente
da
empresa
em
que
você
trabalhe.
Os
empregos
se
vão,
os relacionamentos ficam, e
com
eles,
os
clientes
e os
fornecedores.
Estamos
em
uma
nova
era
que,
como
escreveu Simon
Franco,
profissionais
se tornam “profissionautas” –
aquele
que
navega
pelo
mercado
de
trabalho
pousando de
empresa
em
empresa,
de
emprego
em
emprego.
A
carteira
de
trabalho
assinada,
antes
garantia
de
emprego
seguro,
migra
para
a
terceirização
instável.
Nem
carteira,
nem
segurança,
muito
menos
garantias.
Cada
um
toma
o
leme
da
própria
carreira.
Foi-se o
tempo
em
que
carreira
estável
significava trinta
anos
em
uma
mesma
empresa.
Vivemos
em
um
mercado
dinâmico.
O
profissional
que
se
vê
como
uma eupresa considera-se
um
prestador de
serviços
para
a
empresa
em
que
trabalha,
não
um
simples
colaborador. A
relação
profissional
se
torna
dia-a-dia
mais
horizontal.
Parceria
sim,
servidão
não.
Tudo
isso
fez
muito
sentido
para
você?
Então,
como
ser
uma eupresa?
a) Tenha uma
marca.
Transforme
seu
nome
em
uma
marca
que
represente
credibilidade,
criatividade
e outras tantas
qualidades
que
sejam requeridas no
seu
ramo
de
atividade.
Através
dos
seus
relacionamentos e do
que
eles
falam de
você,
uma
imagem
se formará na
mente
das
pessoas.
Cuidado.
Essa
imagem
será
você,
independente
de
quem
você
seja.
b) Tenha
um
cartão
de
visitas
pessoal.
Não
deixe
para
a
sua
empresa
a
função
de
divulgar
a
sua
marca.
Tenha
um
cartão
de
visitas
pessoal.
Distribua-o
juntamente
com
o
cartão
da
sua
empresa.
O
cartão
da
sua
empresa
pode “perder
a
validade”,
os
seus
cartões,
não.
c) Invista
em
uma home-page.
Tenha o
seu
site
no
ar.
Vou
lhes
dar
um
exemplo
prático:
minha
página
pessoal
é
www.conrado.com.br e o meu e-mail pessoal é conrado@conrado.com.br.
Impossível de alguém esquecer. Vendo para clientes que mantenho
contato há mais de dez anos. Eles estão em outras empresas, e eu
também.
Viu
como
é
fácil?
Com
pequenas
e
simples
ações
você
aumenta
em
muito
a
sua
sua
rede
de
contatos
e
com
isso
melhorar
sua |