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Idade |
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Lazer e educação impedem
prejuízo da cognição e memória em idosos
por
Agência
Notisa (jornalismo
científico
- science journalism) |
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A
população
brasileira
vem passando
por
um
processo
de envelhecimento,
em
função
da melhoria das
condições
de
saúde
e do
conseqüente
aumento
da
expectativa
de
vida.
No
entanto,
muitas
vezes
o
processo
de envelhecimento é
acompanhado
pelo
declínio
das
capacidades
físicas
e cognitivas dos
idosos,
de
acordo
com
suas
características
de
vida.
Esse
declínio
é
maior
em
relação
à
memória
e à
capacidade
de
atenção.
É o
que
mostram Irani Argimon e Lilian Stein, da
Pontifícia
Universidade
Católica
do
Rio
Grande
do
Sul,
em
estudo
realizado
com
46
idosos
com
mais
de 80
anos
de
idade
do
município
de Veranópolis, na
serra
gaúcha.
De
acordo
com
artigo
publicado na
edição
de
janeiro/fevereiro
de 2005 dos
Cadernos
de
Saúde
Pública,
“as
habilidades
cognitivas enfocadas foram:
percepção
subjetiva
da
memória,
fluência
verbal,
memória
e
atenção.
Além
disso, foi investigado se
escolaridade,
idade
e
lazer
contribuíam
para
explicar
diferenças
nos
escores
observados no
intervalo
de
três
anos”.
Os
idosos
foram examinados
em
dois
momentos,
com
um
intervalo
de
três
anos,
em
janeiro
de 1998 e reexaminados
em
2001, utilizando-se os
mesmos
instrumentos.
Os
pesquisadores
constataram
que
houve uma
pequena
tendência
de
decréscimo
no
desempenho
cognitivo
geral
dos
idosos
no
período.
“Eles
apresentaram
um
desempenho
de
habilidades
cognitivas
cujo
declínio
foi de
intensidade
leve,
não
sendo
suficiente
para
acarretar
mudanças significativas no
seu
padrão
cognitivo”, explicam no
artigo.
As
maiores
perdas
relacionaram-se à
memória
e aos
níveis
de
atenção.
No
que
se refere à fluência
verbal,
eles
não
observaram
diferenças
significativas. No
entanto,
Irani e Lilian verificaram
que
há uma
correlação
positiva
entre
o
número
de
atividades
de
lazer
e o
desempenho
cognitivo dos
indivíduos:
“o envolvimento
com
a
comunidade,
diferentes
atividades
de
lazer,
convívio
com
familiares
e
atividades
físicas,
podem
atuar
como
fatores
de
proteção
ao
declínio
cognitivo”. O
mesmo
acontece
em
relação
à
escolaridade.
Segundo
eles,
os
idosos
que
tinham
mais
anos
de
escolaridade
conservaram
um
melhor
resultado
no
período
de
três
anos
em
muitas das
funções
cognitivas examinadas.
Dessa
forma,
eles
alertam
para
a
necessidade
de
apoio.
“Muitos
fatores
psicossociais
contribuem
para
um
envelhecimento
saudável
e incluem
família,
educação,
cuidados
com
a
própria
saúde,
além
de motivação e
iniciativa
da
própria
pessoa
muito
idosa”,
ressaltam no
artigo |
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