|
Num mundo globalizado,
inspirado nas máximas da Indústria Cultural, já não sabemos mais identificar
MAIO como o mês das lutas, das conquistas dos trabalhadores no mundo todo.
Parece mais um maio de lazer, de festas e showmícios. Pulverizados que estamos,
acabamos não percebendo que uma tradição se esvai, se dilui na memória. Passa-se
o tempo e com ele nossas glórias e vitórias, aos poucos vamos nos acostumando
com os retrocessos travestidos de reformas, reengenharias e desenvolvimentos.
O massa mais atrevida prefere os maiôs do que os
maios de luta e desafios. A massa de luta está preferindo ir aos shoppings comer
comida pronta e trocar seus celulares do que doar seus sonhos para um instituto
de luta. Perdemos nós, perderão vós.
Também no passo da pasteurização, alguns políticos que acreditávamos que iriam
mudar a correnteza do rio preferiram navegar nas águas poluídas da
uniformização, do igual. Uma Escola de Frankstein, não de Frankfurt!
Do tudo pelo social para o tudo pelo Desenvolvimento: e para tanto tchau
história de lutas, beijos para o desenvolvimento insustentável. Mais tucanos,
impossíveis! O que
sobra? Uma minoria que teima voltar para o passado na forma mais benjaminiana e
retirar dos restos da História uma sobrevida para pensar no futuro. Mas que
futuro? Qual futuro nos espera?
Mas estes benjaminianos não repetiriam o curso da
História novamente? A solidez das teorias se esvai, dilui em filmes que já vimos
e que talvez veremos num futuro próximo.
Que fizeram dos nossos sonhos...
|