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ISSN 1678-8419         última atualização em: segunda-feira, 09 de maio de 2011 16:25:02                                               
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EDITORIAL

Maio em partes

   

Gilberto da Silva

publicado em 06/05/2011


Maio é um mês cheio de significações. Desde o maio de 1968  que deixou lições que "nos ensinaram de que é possível superar a ideologia do conformismo, o fundamentalismo do mercado e para além da sociedade do espetáculo e da ansiedade, sonhar (e lutar) por uma sociedade mais justa, menos excludente, de respeito à diferença", até o famoso 13 de maio de 1888, quando foi assinado a Lei Áurea. E temos o comercial Dias das Mães. Mãe sobre quem bem diz Madalena Carvalho:"Mãe não faz escolhas, recebe em seus braços o filho tal como ele é".

Maio é o tempo de utilizar os "tesouros do coração, estes sim, são eternos; jamais serão corroídos pelo tempo nem roubados por algum ladrão". Tempo de utilizar a "inteligência, no próprio benefício e em benefício do progresso da humanidade, os bens materiais serão profícuos" tão frequentes nas palavras de espiritualidade de Nair Lúcia de Britto.

Maio pode ser o tempo também "para se divertir, para experimentar e até para ser rebelde. No entanto, também deve haver um tempo para assumir compromissos, momento no qual estaremos comprometendo-nos não só com o nosso bem estar, mas também com o bem estar do outro" nas belas palavras de Margarete Hülsendeger. 

Tempo moderno em que precisamos deixar de estar "condicionado ao comando: viver é possuir! Subjugado pelo desejo de posse percebe-se (o guerreiro moderno) mais imaturo do que consegue suportar" segundo Gilda E. Kluppel.

Ainda é momento para refletir sobre  o "lamentável episódio que ceifou a vida de vários adolescentes dentro de uma escola, no Rio, como o primeiro do tipo, no Brasil" como nos lembra, Adilson Luiz Gonçalves, escritor e professor.

Tempo de relembrar Glauber Rocha, que hoje teria 72 anos e seu fabuloso "Deus e o Diabo na Terra do Sol" que segundo Pedro Coimbra "era o mais autêntico intelectual brasileiro. Com seu sotaque dizia-se marxista, mas tinha todas as características de um verdadeiro anarquista, apesar da formação protestante".

Enfim, se maio for inspirador podemos fazer como o Luciano Bezerra Agra Filho  e filosofar kantianamente sobre o "juízo estético reflexionante o sistema das três Críticas, a saber, são o início da Lógica Transcendental, o Juízo reflexionante e o Juízo de gosto, perderia o enfoque em torno da sua criticidade".

Boa leitura!

 

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::sobre o autor::
Gilberto da Silva é jornalista e  sociólogo da Prefeitura do Município de São Paulo. Graduado em Jornalismo pela FIAM e Ciências Políticas pela Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo. Mestre em Comunicação pela Faculdade Cásper Líbero. É editor do site Revista Partes (www.partes.com.br) e pesquisador do grupo de pesquisa Comunicação e Sociedade do Espetáculo  na linha de pesquisa A Teoria Crítica e a Comunicação na Sociedade do Espetáculo organizado pela Cásper Líbero e coordenada pelo Prof. Dr. Cláudio Novaes Pinto Coelho.
 
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