|
Maio é um mês cheio de significações. Desde o maio de 1968 que deixou
lições que "nos ensinaram de que é possível superar a ideologia do conformismo,
o fundamentalismo do mercado e para além da sociedade do espetáculo e da
ansiedade, sonhar (e lutar) por uma sociedade mais justa, menos excludente, de
respeito à diferença", até o famoso 13 de maio de 1888, quando foi assinado a
Lei Áurea. E temos o comercial Dias das Mães. Mãe sobre quem bem diz Madalena
Carvalho:"Mãe não faz escolhas, recebe em seus braços o filho tal como ele é".
Maio é o tempo de utilizar os "tesouros
do coração, estes sim, são eternos; jamais serão corroídos pelo tempo nem
roubados por algum ladrão". Tempo de utilizar a "inteligência, no próprio
benefício e em benefício do progresso da humanidade, os bens materiais serão
profícuos" tão frequentes nas palavras de espiritualidade de Nair Lúcia de Britto.
Maio pode ser o tempo também
"para se divertir, para experimentar e até para ser rebelde. No
entanto, também deve haver um tempo para assumir compromissos, momento no qual
estaremos comprometendo-nos não só com o nosso bem estar, mas também com o bem
estar do outro" nas belas palavras de
Margarete Hülsendeger.
Tempo moderno em que
precisamos deixar de estar
"condicionado ao comando: viver é possuir! Subjugado pelo desejo
de posse percebe-se (o guerreiro moderno) mais imaturo do que consegue suportar"
segundo
Gilda E. Kluppel.
Ainda é momento para refletir
sobre o "lamentável
episódio que ceifou a vida de vários adolescentes dentro de uma escola, no Rio,
como o primeiro do tipo, no Brasil" como nos lembra,
Adilson Luiz Gonçalves, escritor e professor.
Tempo
de relembrar Glauber Rocha, que hoje teria 72 anos e seu fabuloso "Deus e o
Diabo na Terra do Sol" que
segundo Pedro Coimbra "era o mais autêntico intelectual brasileiro. Com seu
sotaque dizia-se marxista, mas tinha todas as características de um verdadeiro
anarquista, apesar da formação protestante".
Enfim, se maio for inspirador podemos fazer como o
Luciano Bezerra Agra Filho e filosofar
kantianamente sobre o "juízo estético reflexionante o sistema das três Críticas, a saber, são o
início da Lógica Transcendental, o Juízo reflexionante e o Juízo de
gosto, perderia o enfoque em torno da sua criticidade".
Boa leitura! |