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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 06 de setembro de 2012 20:46:37                                               

 
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EDUCAÇÃO

O brincar nas aulas de Educação Física na Educação Infantil

 

Andréia Paula Basei e Marina Matte

publicado em 04/01/2010



 

RESUMO
 

O presente estudo teve como objetivo implementar uma proposta de aulas de Educação Física na Educação Infantil com base no brincar, para uma escola do município de Guarujá do Sul, Santa Catarina. Esta pesquisa é caracteriza como qualitativa do tipo participante e teve como participantes 20 crianças matriculadas na Educação Infantil. Para a coleta dos dados foi utilizado um questionário com questões abertas, em seguida foram implementadas oito aulas com duração de 30 minutos cada e, no final da intervenção, novamente utilizou-se um questionário respondido pelas professoras. A proposta de intervenção fundamentou-se no desenvolvimento de brincadeiras, utilizando-se da abordagem Construtivista (FREIRE, 1999). Constatou-se uma grande participação das crianças na realização das atividades, onde se pode notar a evolução dos movimentos no decorrer das aulas, o aperfeiçoamento, a amplitude entre outros. Portanto, as aulas de Educação Física devem estar presentes na Educação Infantil com o intuito de proporcionar a criança múltiplas vivências de movimentos.

Palavras-chave: Educação Física. Educação Infantil. Prática Pedagógica. Brincar.
 


 

ABSTRACT

This study aimed to implement a proposal for physical education classes in kindergarten based on the play for a school in the city of Guaruja, São Paulo. This research is characterized as qualitative type participant and the participants were 20 children enrolled in kindergarten. To collect the data we used a questionnaire with open questions then were implemented eight lessons lasting 30 minutes each and at the end of the intervention, again used a questionnaire answered by teachers. The proposed intervention was based on the development of games, using the constructivist approach (Freire, 1999). There was a large participation of children in carrying out activities, where you can note the evolution of the movement during classes, improving the range and others. Therefore, the Physical Education classes must be present in early childhood education in order to provide the child multiple experiences of movement.
Keywords: Physical Education. Early Childhood Education. Teaching practice. Play.
 

 

INTRODUÇÃO


 

A Educação Física na educação infantil pode configurar-se como um espaço em que a criança brinque com a linguagem corporal, com o corpo, com o movimento, alfabetizando-se nessa linguagem. Brincar com a linguagem corporal significa criar situações nas quais a criança entre em contato com diferentes manifestações da cultura corporal, sobretudo aquelas relacionadas aos jogos e brincadeiras, às ginásticas, às danças e às atividades circenses, sempre tendo em vista a dimensão lúdica como elemento essencial para a ação educativa na infância (AYOUB, 2001).

Analisando o processo de desenvolvimento das capacidades motoras das crianças de 0 à 4 anos percebe-se que não há profissionais especializados na educação motora em algumas escolas da educação infantil. Para que haja uma evolução neste processo adequado as necessidades das crianças é necessária a participação não somente de pedagogos, mas também, dos profissionais de educação física (AYOUB,2001).

Conforme Basei (2008), a educação física tem um papel fundamental na Educação infantil, pela possibilidade de proporcionar às crianças uma diversidade de experiências através de situações nas quais elas possam criar, inventar, descobrir movimentos novos, reelaborar conceitos e idéias sobre o movimento e suas ações.

Nesse sentido o presente trabalho teve como objetivo a implementação de aulas de Educação Física com base nas brincadeiras para a Creche Municipal “Fofura de Gente” para posterior análise dos resultados através do desenvolvimento, com base no brincar, do reconhecimento e esquema corporal implementando uma proposta de aulas de Educação Física na Educação Infantil, da promoção de atividades de socialização com base nas brincadeiras e brinquedos, do estímulo ao desenvolvimento dos movimentos locomotores fundamentais nas aulas de Educação Física. A partir disso, também foram verificadas as possibilidades de implantação e desenvolvimento da proposta para a Educação Infantil.


 

METODOLOGIA

 

Esta pesquisa caracteriza-se pela abordagem qualitativa do tipo participante. Participante, pois segundo Marconi e Lakatos (1999), a mesma consiste na participação real do pesquisador com a comunidade ou grupo. E qualitativa segundo Triviños (1987), pois ela compreende atividades de investigação que podem ser caracterizadas por traços comuns, e sua interpretação e busca de significados da realidade que investiga não pode fugir às suas próprias concepções de homem e de mundo.

Os participantes foram 20 crianças, com idade entre 2 e 3 anos, devidamente matriculados no maternal II, da Educação Infantil do Município de Guarujá do Sul, Santa Catarina.

A coleta de dados foi realizada através de um questionário com questões abertas, realizada com a professora e monitora responsáveis pela turma e, do diário de campo.

O questionário é um instrumento previamente construído, constituído por uma série ordenada de perguntas, que devem ser respondidas por escrito e sem a presença do pesquisador (MICHEL, 2009). A opção pelo questionário aberto, se deu pela possibilidade oferecida de obter mais informações com relação a temática de pesquisa, já que o mesmo foi elaborado tendo como referencia temáticas, que posteriormente foram organizadas em categorias para a análise.

Os dados do questionário foram analisados a partir da técnica qualitativa de análise de conteúdo. Conforme Bardin (apud TRIVIÑOS, 1987), é conveniente para o estudo das motivações, atitudes, crenças, valores e tendências e, é definido como:

[...] um conjunto de técnicas de análise das comunicações, visando.por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens, obter indicadores quantitativos ou não, que permitam a inferência de conhecimentos relativos as condições de produção/recepção das mensagens.


 

A abordagem utilizada para o desenvolvimento das atividades no período de dois meses com uma aula semanal, com duração de trinta minutos, foi a Construtivista. Segundo Xavier Neto; Assunção (2005) deve-se proporcionar ao educando a descoberta de suas possibilidades, a exploração do espaço, o reconhecimento de si em relação ao outro do seu corpo em movimento, oferecendo-lhe situações que desperte para variações, procurando incentivá-lo, já que o estimulo é fator de grande importância na aprendizagem, trabalhando também a socialização utilizando atividades em grupo. A aplicação da pesquisa ocorreu.


 

RESULTADOS E DISCUSSÃO


 

O BRINCAR NAS AULAS DE EDUCAÇÃO FÍSICA: UMA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL


 

Compreendendo que na Educação Infantil as crianças estão passando por inúmeros processos de transição, seja com relação ao seu desenvolvimento motor, físico e/ou intelectual, percebemos a necessidade de estimular esses processos de desenvolvimento oferecendo as crianças diversificadas situações de movimento, de vivências e experiências com relação ao seu corpo e ao contexto onde estão inseridas.

Nesse sentido, é que se justifica a importância do brincar na Educação Infantil, através dele surge toda a simbologia refletida nas brincadeiras de faz-de-conta, de expressão e linguagem corporal. Isso porque, em todos os momentos que as crianças estão realizando uma ação, ela está também expressando um sentido, o que envolve, não somente, a ação em direção a um objeto externo, mas também a aspectos subjetivos (alegrias, medos, etc.), formando a sua individualidade, constituindo assim, o brincar na Educação Infantil um importante subsídio para os processos de ensino, aprendizagem e desenvolvimento da criança.

Concordando com Kunz (2003), é no brincar que a criança constrói simbolicamente sua realidade e recria o existente a partir de ações cotidianas. A atividade espontânea da criança que brinca livremente pelo prazer do fazer, conforme suas motivações internas, com um fim em si mesmo, é que permite novas criações e decidir sobre os papéis que vai assumir/representar. Neste sentido, a vivência das relações que podem advir com as brincadeiras resulta numa gama de subsídios para instigar a curiosidade, expressar dúvidas, levantar eventuais hipóteses e resolver problemas.

O brincar é algo constituinte da existência infantil e a maneira que a criança tem de lidar com a realidade. As crianças ao brincar constroem representações e as possibilidades de brincadeiras no universo infantil são inesgotáveis e muito maiores que possamos imaginar. Pelas brincadeiras as crianças tendem a manifestar o que dificilmente expressariam por meio de palavras; procuram interpretar/sentir determinadas ações humanas e aprendem vivendo algo sempre novo, mas não distante da realidade.

Partindo desse entendimento é que foi buscada fundamentação na abordagem Construtivista da Educação Física para embasar teoricamente a construção e desenvolvimento de uma proposta para as aulas da Educação Infantil.

A abordagem construtivista tem no Brasil e na Educação Física o professor João Batista Freire como seu principal colaborador que, baseado nas ideias de Piaget, desenvolveu propostas de ensino difundidas amplamente na área da Educação Física escolar. No construtivismo a intenção é construção do conhecimento a partir da interação do sujeito com o mundo, numa relação que extrapola o simples exercício de ensinar e aprender. Conhecer é sempre uma ação que implica esquemas de assimilação e acomodação num processo de constante reorganização (DARIDO, 2003).

No contexto da Educação Física, Freire (1997) ressalta a importância de considerar o conhecimento que a criança já possui, independentemente da situação formal de ensino, porque a criança, como ninguém, é uma especialista em brinquedo. Desse modo, é fundamental resgatar a cultura de jogos e brincadeiras dos alunos envolvidos no processo de ensino e aprendizagem, tais como as brincadeiras de rua, os jogos com regras, as rodas cantadas e outras atividades que compõem o universo cultural dos alunos.

De acordo com Freire (1997), é preciso entender que as habilidades motoras, desenvolvidas num contexto de jogo, de brinquedo, no universo da cultura infantil, de acordo com o conhecimento que a criança já possui, poderão se desenvolver sem a monotonia dos exercícios prescritos por alguns autores. Talvez não se tenha atentado ao fato de que jogos, como amarelinha, pegador, cantigas de roda, têm exercidos, ao longo da história, importante papel no desenvolvimento das crianças.

Conforme Bürger e Krug (2009), a Educação Física na Educação Infantil precisa objetivar o desenvolvimento global, em que o movimento dê margem a criança, através de suas descobertas, de sua criatividade, expressar-se, conhecer, analisar e transformar sua realidade.

Canfield (2000 apud BÜRGER; KRUG, 2009), afirma que a escola é responsável por oferecer a criança práticas motoras diversificadas, pois ela é essencial e determinante no processo de desenvolvimento. Os educadores também possuem importante papel nessa instância de educação, sua capacitação e interesse em perceber as capacidades necessárias e limitações das crianças que estão em determinado período em sua tutela. Cabe ao professor oportunizar e facilitar tal desenvolvimento psicomotor, através de estímulos adequados.

As aulas de Educação Física na Educação infantil precisam proporcionar um ambiente que estimule a criatividade e a investigação, através da brincadeira, favorecendo ao surgimento de atividades em que prevaleça a solidariedade, a responsabilidade e o respeito dos direitos humanos. Parte-se também do respeito da diversidade cultural e da compreensão dos valores morais presentes em todas as ações humanas, considerando-os como princípios da ação educativa, possíveis inclusive de serem transformados em temas educacionais (BÜRGER; KRUG, 2009).

As aulas de Educação Física na Educação infantil precisam proporcionar um ambiente que estimule a criatividade e a investigação, através da brincadeira, favorecendo ao surgimento de atividades em que prevaleça a solidariedade, a responsabilidade e o respeito dos direitos humanos. Parte-se também do respeito da diversidade cultural e da compreensão dos valores morais presentes em todas as ações humanas, considerando-os como princípios da ação educativa, possíveis inclusive de serem transformados em temas educacionais (BÜRGER; KRUG, 2009).


 

O DESENVOLVIMENTO DA PROSPOSTA DE INTERVENÇÃO

O desenvolvimento da proposta fundamentou-se na implementação das aulas de Educação Física com base no brincar para a Educação Infantil com o intuito de promover uma maior diversidade de movimentos. Considerando que a principal atividade da criança é brincar e esta aprende brincando, foram desenvolvidas aulas baseando-se nos jogos simbólicos, atividades de socialização, esquema corporal e movimentos locomotores fundamentais, que são de grande importância para o desenvolvimento integral da criança

Na primeira aula o objetivo foi trabalhar os movimentos locomotores fundamentais. Iniciou-se a aula num círculo para conversar com as crianças, sobre a proposta e sobre as atividades que seriam desenvolvidas. Na primeira parte da aula foi realizado a cantiga “Trem”, onde a professora conduz o trem cantando e fazendo os gestos juntamente com as crianças, todas as crianças participaram da atividade de seu modo, por algumas vezes o trem se rompeu, pois algumas crianças se distraiam com os movimentos e se esqueciam de seguir o trem. Logo após, a atividade foi imaginar um rio e o desenhar no chão com a corda, nesta brincadeira as crianças pulavam sobre o rio enquanto imaginavam os animais que poderiam estar nele, com a mesma história as crianças atravessavam sobre a ponte andando sobre a corda. A turma obteve uma interação muito boa.

Nessa aula, o alcance do objetivo se deu através do desenvolvimento do que Kishimoto (1999) denominou de brincadeiras de faz-de-conta, quando estabelece uma classificação para essas atividades. Conforme o autor, as brincadeiras de faz-de-conta permitem não só a entrada no imaginário, mas a expressão de regras implícitas que se materializam nos temas das brincadeiras. É importante registrar que o conteúdo do imaginário provém de experiências anteriores adquiridas pelas crianças, em diferentes contextos. A importância dessa modalidade de brincadeira justifica-se pela aquisição do símbolo.

De acordo com Nanni (1998 apud BALBÉ; DIAS; SOUZA, 2009), os movimentos básicos, as habilidades fundamentais e especializadas quando desenvolvidas sob o aspecto “lúdico”, favorecem para a participação ativa da criança, aprendendo a liberar e expressar suas emoções pela exploração do movimento, do espaço e do tempo rítmico.

A segunda aula teve por objetivo trabalhar com o esquema corporal. A aula foi iniciada com uma roda onde conversou-se sobre as partes do corpo e a cada parte citada as crianças pegavam na mesma em seu corpo. Com a música da Xuxa “Partes do Corpo” as crianças dançavam fazendo os gestos, por algumas vezes uns se perderam nos mesmos onde no momento era solicitado ao colega do lado que o ajudasse. Todos participaram ativamente das atividades propostas. Após na sala de aula utilizando os brinquedos as crianças interagiram entre elas, utilizou-se uma boneca para interagir com elas e pedir para que as mesmas apontarem na boneca as partes do corpo que eram solicitadas. Dessa forma as crianças conseguiram associar bem as partes do corpo.O professor de Educação Física deve estimular as crianças a brincar, e melhor forma é brincar junto com elas (ASSIS; KAEFER, 2009).

Segundo Catunda (2005 apud ASSIS; KAEFER, 2009), o brincar é capaz de apresentar, de maneira resumida como ferramenta competente, vias para o desenvolvimento dos aspectos da formação do humano, como a cognição, afetividade, amadurecimento psicológico e motricidade.

Através das atividades desenvolvidas nesta aula, constatou-se também a importância do brincar na manifestação de esquemas motores, isto é, “de organizações de movimentos construídos pelos sujeitos, em cada situação, construções essas que dependem, tanto dos recursos biológicos e psicológicos de cada pessoa, quanto das condições do meio ambiente que ela vive” (FREIRE, 1999, p. 22).

A terceira aula teve como objetivo trabalhar a socialização. De acordo com Borsa (2007), a socialização é um processo interativo, necessário para o desenvolvimento, através do qual a criança satisfaz suas necessidades e assimila a cultura ao mesmo tempo que, reciprocamente, a sociedade se perpetua e desenvolve.

Conforme nos coloca Freire (1999, p. 23) é importante considerar que o “ser humano é uma entidade que não se basta por si. Parte do que ele precisa para viver não está nele, mas no mundo fora dele”. Nesse sentido, reside a necessidade de entender as crianças na Educação Infantil como seres que vivem em sociedade e inseridos num contexto e proporcionar a eles atividades que desenvolvam as habilidades necessárias para essa convivência.

Nesta aula foi trabalhado com cantigas e brinquedos. No salão foi iniciado com a cantiga dos animais, onde as crianças imitavam os sons e gestos dos animais solicitados. Em roda e de mãos dadas cantamos a cantiga do cravo, como são atividades que elas não estão acostumadas a realizar por várias vezes precisou-se estimulá-los a ficar atento na brincadeira. Após brincaram com os jogos de montar, onde iam criando suas peças em conjunto e trocando com os colegas.

Com as atividades propostas, possibilitou-se a criação e desenvolvimento de novos esquemas motoras, fatores bastante importantes nessa fase do desenvolvimento, já que, deve ser rica de experiências motoras para a partir disso começar-se o trabalho de especialização dessas habilidades. Assim, observou-se que, como aponta Freire (1999, p. 33) “para se adaptar ao mundo, para resolver problemas, para agir sobre o mundo, transformando-o, o sujeito constrói movimentos corporais específicos, dirigidos para um fim e orientados por uma intenção”.

Além do faz-de-conta explorou-se nessa aula as brincadeiras de construção que são consideradas de grande importância por enriquecer a experiência sensorial, estimular a criatividade e desenvolver habilidades da criança. Dessa forma, quando está construindo, a criança está expressando suas representações mentais, além de manipular objetos. Para compreender a relevância das construções é necessário considerar as ideias presentes em tais representações, como elas adquirem tais temas e como o mundo real contribui para a sua construção (KISHIMOTO, 1999).

O objetivo da quarta aula foi trabalhar com os movimentos locomotores fundamentais através das brincadeiras tradicionais, isto é, brincadeiras consideradas como parte da cultura popular que assume características de anonimato, tradicionalmente, transmissão oral, conservação, mudança e universalidade. Muitas brincadeiras preservam sua estrutura inicial, outras modificam-se, recebendo novos conteúdos (KISHIMOTO, 1999).

Para isso, iniciou-se a aula dançando uma música da Xuxa, após ainda com a música, mas agora com os bambolês os alunos imaginaram vários obstáculos a serem passados. Ex: passar por dentro dos bambolês, colocar o bambolê no chão e pular dentro, o bambolê como sendo o volante de um carro. Durante essa brincadeira as crianças circulam pela sala. Organizando alguns bambolês no chão como se fossem pular amarelinha ou sapata, as crianças eram conduzidas pela professora e estimuladas a pular com um pé só e com os dois, foi uma atividade que nem todas as crianças conseguiram realizar na hora de pular com pé só, pois algumas não possuem muito equilíbrio.

Segundo Basei (2008), o professor é o sujeito responsável por interferir no processo de aprendizagem do aluno, como um mediador entre o aluno e os objetos/mundo, estimulando e adiantando avanços no desenvolvimento da criança a partir de uma interferência na zona de desenvolvimento proximal, ou seja, a partir do conhecimento que o aluno já tem e das ferramentas que dispõe para a realização da atividade, o professor poderá ajudá-lo a alcançar a zona de desenvolvimento potencial, tornando-a real, dando sequência ao processo.

O objetivo da quinta aula foi trabalhar com o esquema corporal. Através de cantigas como a do “Sapo não Lava o Pé” e “Pica Pau” foi trabalhado o esquema corporal onde as crianças cantavam e faziam os gestos. Em frente ao espelho as crianças eram questionadas sobre o que estava aparecendo nele e as partes do corpo. Em seguida com uma música as crianças eram estimuladas a realizar os comandos da professora. Ex: encostar a mão na cabeça, encostar a mão no pé, encostar a mão no chão. As crianças participavam das atividades propostas sem nenhum constrangimento e de forma muito espontânea.

Na sexta aula, para trabalhar a socialização foi realizado atividades no play graund interno da creche, que possui diversos brinquedos como: escorregador, balanços, motocas, cavalinhos, entre outros. Neste dia as crianças brincaram livremente com a orientação da professora eles trocavam de brinquedos cada pouco, pois como são muitos alunos a escola não possui um para cada criança.

Conforme Heinkel (2000 apud PALMA; BORDIN; SAENGER, 2006), a arte de brincar é fundamental para estimular o aprendizado das crianças, pois as ajuda a conhecer melhor o seu mundo; ensina que as coisas não são fixas, fazendo com que as crianças se defrontem com o real e o imaginário, pois a criança através da brincadeira sente uma necessidade para exercitar sua inteligência e curiosidade.

A sétima aula, também foi voltada ao trabalho do esquema corporal foi aplicado a dança do “Trem Maluco”, onde as crianças realizavam os gestos conforme a música, ex: põe a mãozinha pro lado, põe a mãozinha para trás. Com um pedaço de papel pardo na sala de aula foi pedido para que uma criança se deitasse nele para que fosse desenhada, depois em conjunto colocou-se os nomes nas partes do corpo e que em seguida foram colocados em exposição.

E, a oitava e última aula, teve como objetivo trabalhar a socialização, para isso foi trabalhado na casinha de areia, onde as crianças realizaram suas construções em conjunto, construindo castelos e bichinhos. Também puderam se divertir nos brinquedos do parque externo.

Segundo Deval (2001 apud PALMA; BORDIN; SAENGER, 2006), a escola torna possível que as crianças se encontrem com as outras e interajam entre si. Sabemos que essa interação é muito importante para o desenvolvimento infantil, pois promove a cooperação, a possibilidade de colocar-se no ponto de vista dos outros, a reciprocidade e, além disso, as crianças aprendem com os seus companheiros muitas coisas para a vida.

Tendo em vista os objetivos deste trabalho no início do projeto, a implementação de aulas de Educação Física através das brincadeiras para a Educação Infantil não foi encontrado dificuldades. Através das brincadeiras foi aplicado as aulas e ter obteve-se a contribuição dos alunos, onde participaram de forma muito assídua nas mesmas.

Quanto a evolução das crianças pode-se notar que as aulas aplicadas foram de grande importância, pois foi notória a evolução do desenvolvimento das mesmas durante as aulas. As crianças passaram a realizar movimentos de maior complexidade com mais facilidade, e até mesmo movimentos que as mesmas não realizavam passaram a realizar.

Como as aulas foram bem variadas os alunos demonstraram grande interesse para com as brincadeiras, pois a maioria delas não fazia parte do seu dia-a-dia na escola. A grande maioria não encontrou dificuldade na realização dos movimentos, pois a atividade era proposta e cada criança a realizava de seu modo, sem ter uma forma específica para a realização dos movimentos.

Acredita-se que desde o primeiro momento de aula surgiu a interação entre colegas, onde que para realizar certas atividades era necessária a ajuda do mesmo, compartilhavam brinquedos entre outros.

Conforme Magalhães; Kobal; Godoy (2007), na Educação infantil a Educação Física desempenha um papel de relevada importância, pois a criança desta fase está em pleno desenvolvimento das funções motoras, cognitivas, emocionais e sociais, passando da fase do individualismo para a das vivências em grupo. A aula de Educação Física é o espaço propicio para um aprendizado através das brincadeiras desenvolvendo-se os aspectos cognitivos, afetivo – social, motor e emocional conjuntamente.

Sendo assim, “o especialista em Educação Física deve ser um estudioso da ação corporal. [...] quando alguém pega uma bola, já não existe mão e bola, mas uma fusão das duas coisas em algo chamado ação” (FREIRE, 1999, p. 30).

 

POSSIBILIDADES PARA O DESENVOLVIMENTO DE UMA PROPOSTA COM BASE NO BRINCAR PARA A EDUCAÇÃO INFANTIL SOB A ÓTICA DAS PROFESSORAS


 

A partir dos dados obtidos com os questionários realizou-se a análise e discussão comparando com a literatura. Com relação ao questionamento sobre a concepção de Educação Física, verificou-se que a compreensão da professora é de que a aula “é uma complementação para o bom desenvolvimento integral da criança”. Já a monitora afirma que “são aulas de fundamental importância para o desenvolvimento da criança tanto social, físico e corporal”.

Acredita-se que a Educação Física não se restringe a uma complementação, ela é essencial no desenvolvimento da criança, pois desenvolve a criança integralmente.

A Educação Física deve constituir-se em componente obrigatório das Escolas da Educação Infantil, permitindo que as crianças desenvolvam-se integralmente, onde corpo e mente sejam únicos, sem supervalorização da mente em detrimento do corpo (MAGALHÃES; KOBAL; GODOY, 2007).

Um aspecto que fez parte do questionário, trata-se da importância das aulas de Educação Física para o desenvolvimento motor. Nesse sentido, a professora afirma que são importantes na medida em que “desenvolve todos os aspectos, cognitivos, afetivos e psicomotor”. Sobre a mesma questão, segundo a monitora da turma, são importantes, pois “auxiliam no desenvolvimento das habilidades motoras e estruturação do esquema corporal, facilitando o aprimoramento das habilidades”.

As aulas de Educação Física são de suma importância para o desenvolvimento integral da criança, tendo em vista que a principal atividade da criança é brincar e a mesma aprende brincando, é importante que as aulas sejam elaboradas de forma lúdica.

Magalhães; Kobal; Godoy (2007) afirmam que na Educação Infantil, a Educação Física desempenha um papel de relevada importância, pois a criança desta fase esta em pleno desenvolvimento das funções motoras, cognitivas, emocionais e sociais, passando da fase do individualismo para a das vivências em grupo. A aula de Educação Física é o espaço propicio para o aprendizado através de brincadeiras, desenvolvendo-se os aspectos cognitivos, afetivo-social, motor e emocional conjuntamente.

Mais um fator que fez parte do questionário foi a compreensão da professora e da monitora sobre a implementação da Educação Física na Creche, segundo a professora “os professores da Educação Infantil da Creche não tem aulas de Educação Física. Trabalhamos atividades que envolvem a área, com música, danças, jogos, brincadeiras de roda entre outras”. Já a monitora afirma que “que seria de grande valia para o aluno”.

Como a professora citou acima na Creche não tem aulas de Educação Física ás próprias pedagogas fazem as atividades que compõe a Educação Física. De acordo com as mesmas as aulas de Educação Física vem enriquecer ainda mais o conhecimento das crianças.

Outra questão levantada foi o que a professora e a monitora esperavam das aulas de Educação Física, a professora relatou que “gostaria que fosse implementada a Educação Física na Creche, pois sabemos que vai contribuir muito no desenvolvimento da criança”.

De acordo com Magalhães; Kobal; Godoy (2007), para a Educação Física contribuir verdadeiramente com o desenvolvimento da criança na Educação Infantil, é necessário considerá-la como um ser integral, onde começa a ser lapidada desde cedo, sendo estimulada da melhor maneira possível, recebendo o máximo de experiências, evitando, contudo, a especialização precoce.

Com relação a importância do brincar o desenvolvimento da criança a professora relatou que “é de suma importância brincar pois, desenvolve a imaginação, a criatividade, o cognitivo e o psicomotor da criança bem como a socialização”. A monitora afirma que “Desperta a imaginação e o raciocínio da criança, desenvolvendo sua inteligência, criatividade, coordenação motora e a insere na sociedade”.

Segundo Lima (1992 apud BATISTA; AMORIN, 2007), o brincar traz como característica seu aspecto lúdico, constituindo-se uma manifestação do ser humano em qualquer idade. Para as crianças, constitui-se uma das suas atividades mais importantes, considerado inclusive, por muitos autores, como sendo o “trabalho da criança”.

Em referencia ao brincar no desenvolvimento das aulas praticas pedagógicas na Educação Infantil, verificou-se que a compreensão da professora é que “o brincar como uma forma de se aprender brincando, motivando o desenvolvimento da imaginação na criança”. Já a monitora compreende que “Desenvolver as brincadeiras como 1ª atividade na Educação Infantil, proporcionando com isso o aprender”.

Segundo Vygotsky (1991 apud FRONZA, 2005), pelo brincar a criança reorganiza suas experiências. Oferecer oportunidades para a criança brincar é criar espaço para a reconstrução do conhecimento.

Com relação ao que se percebe do brincar na Educação Infantil a professora respondeu que “percebe-se como uma forma de troca de experiências, emoção, envolvendo com prazer ao realizar as atividades”. De acordo com a monitora “percebe-se na criança uma vivacidade maior, contemplando envolvimento, alegria e troca de experiências”.

Favorecer a brincadeira no contexto da educação infantil não pode levar a uma atitude de “laisse faire” – abandono pedagógico, de abrir mão da mediação do adulto no processo educativo. Ao contrário, é no contexto da brincadeira que precisamos aprender a realizar nosso papel (AYOUB, 2001).

Com base na relação existente entre o brincar e o processo de ensino e aprendizagem segundo a professora é de que “as duas “caminham” lado a lado. O brincar proporciona a ordenação do pensamento da criança levando-a ao desenvolvimento cognitivo”. Sobre a mesma questão a monitora colocou que “ambas caminham juntas, pois é brincando que a criança aprende, sente-se mais feliz e por conseqüência mais inteligente, criativa e sociável.

Em relação a evolução das crianças durante as aulas a professora afirma que “Com certeza, percebe-se com o passar do tempo significativas mudanças no social, psicomotor e emocional”. Já a monitora respondeu que “Há evolução, no decorrer das aulas a criança que brinca amadurece seus pensamentos”.

A brincadeira é um espaço de aprendizagem onde a criança age além do seu comportamento cotidiano e do das crianças de sua idade. Na brincadeira, ela age como se fosse maior do que é na realidade, realizando simbolicamente o que mais tarde realizará na vida real. Embora aparente fazer apenas o que mais gosta, a criança quando brinca aprende a se subordinar às regras das situações que constrói. Essa capacidade de sujeição às regras, imposta pela situação imaginada, é uma das fontes de prazer no brinquedo (DEHEINZELIN; LIMA, 1991).


 

CONSIDERAÇÕES FINAIS


 

Conclui-se, de acordo com os dados obtidos e analisados, que as aulas de Educação Física devem se fazer presente na Educação Infantil, tendo em vista o desenvolvimento dos movimentos locomotores fundamentais que constituem a base da aquisição motora, a socialização e o esquema corporal trabalhados através de atividades lúdicas. Durante a realização das aulas foi notória a evolução das crianças quanto à expressão corporal, maior amplitude nos movimentos e a socialização das mesmas no meio em que estão inseridas.

Através do brincar a criança cria um elo com a realidade, socializa-se com o outro e diante da brincadeira ela atribui significados e sentidos aos seus atos. A brincadeira representa para a criança a sua ação mais séria e com ela, ela enfrenta a realidade, seus medos e anseios, e conforme suas capacidades individuais gera possibilidades de se movimentar.

Verificou-se também que a percepção da professora e da monitora com relação às aulas de Educação Física vem ao encontro das constatações feitas nesta pesquisa, onde as mesmas entendem a Educação Física como parte fundamental para o desenvolvimento integral da criança.

Nesse sentido, deve-se proporcionar atividades com base nas brincadeiras onde as crianças possam desenvolver os aspectos cognitivos, afetivo-social e motor conjuntamente. Portanto, as aulas de Educação Física necessitam ser planejadas, ter objetivos a serem atingidos e não somente aplicar as atividades aleatoriamente. O professor de Educação Física na Educação Infantil deve ser o mediador entre o conhecimento e o aluno, proporcionando para as crianças múltiplas vivência de movimentos.


 

REFERENCIAS


 

AYOUB, Eliana. REFLEXÕES SOBRE A EDUCAÇÃO FÍSICA NA EDUCAÇÃO INFANTIL. Revista Paul. Educação Física, São Paulo, supl. 4, p. 53-60, 2001. Disponível em : < http://www.uspbr/eef/rpef/Sup/42001/v15s4p53.pdf >. Acesso em: 10 de março de 2009.


 

BALBÉ, Giovani Pereira; DIAS, Roges Ghidini; SOUZA, Luciani da Silva. Educação Física e suas contribuições para o desenvolvimento motor na educação infantil. Disponível em:< http://www.efdeportes.com/efd129/educacao-fisica-e-desenvolvimento-motor-na-educacao-infantil.htm> Acesso em: 5 de Agosto de 2009


 

BASEI, Andréia Paula. A Educação Física na Educação Infantil: a importância do movimentar-se e suas contribuições no desenvolvimento da criança. Revista Iberoamericana de Educación, Santa Maria, p. 12, out.2008. Disponível em: < http://www.rieoei.org/deloslectores/2563Basei.pdf >. Acesso em: 10 de março de 2009.


 

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::sobre o autor::

Andréia Paula Basei

Licenciada em Ed. Física pela Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC/SMO. Especialista em Educação Física Escolar pela Universidade Federal de Santa Maria - UFSM. Mestre em Educação pelo Programa de Pós-Graduação em Educação/CE/UFSM.

Professora do curso de Licenciatura em Educação Física da UNOESC/SMO.

Marina Matte

Acadêmica do Curso de Licenciatura em Educação Física da Universidade do Oeste de Santa Catarina, Campus de São Miguel do Oeste/SC.

 

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