INTRODUÇÃO
A
história do homem perpassa diversos momentos que marcam
significativamente sua construção, e a cultura pode ser considerada
como o maior elemento balizador dessa construção, a qual tornou-se
necessária quando os seres humanos começaram a se organizar em
grupos segundo uma coordenação de ações e linguagem que o
caracteriza, criando redes de conversação (MATURANA, 2004) que
atuaram e atuam como definidora da identidade individual e social
dos sujeitos. Porém, com as mudanças que vem sendo processadas, a
identidade, definida historicamente, passa também a ser uma
celebração móvel por seu caráter fragmentado, ou seja, o sujeito não
pode mais ser situado como pertencente a este ou aquele grupo
somente, mas possui várias identidades, pertence e é influenciado
por várias culturas ao mesmo tempo, tais como uma cultura social,
institucional, profissional, etc.
No entanto, sua história e evolução são marcadas por um ponto em
comum, a necessidade de conhecer, gerar novos conhecimentos sobre as
coisas, sobre o mundo que os cerca. Essa incansável busca por
explicações para os fenômenos produzidos pela própria evolução
humana, tanto no que tange a fenômenos naturais, quanto no
estabelecimento de relações sociais e individuais do sujeito, aponta
que o objetivo do desejo de conhecer não é outro a não ser descobrir
os mistérios e mostrar a realidade que está por trás do fenômeno a
ser conhecido/explicado. Realidade esta, que por meio de
reconstruções e resignificações inevitáveis na forma de pensar e
agir humanos, está sujeita a rupturas e mudanças, apresentando-se de
tal maneira que o conhecimento que se tinha como verdadeiro e
aceitável num determinado momento histórico, numa relação
espaço-tempo determinada, começa a ser questionável, gerando a
necessidade de novos conhecimentos. E, como nos aponta Santos (2000)
foi justamente o aprofundamento do conhecimento que nos permitiu ver
a fragilidade dos pilares em que ele se funda.
Essa tentativa de mostrar como se processa e se processou o
conhecimento humano ao longo dos anos, nos leva ao encontro de
diferentes pontos de vista, amparados por diferentes bases
epistemológicas para fundamentar a compreensão do conhecimento que
se opera na relação dialógica entre sujeito cognoscente e objeto a
ser conhecido. Para tanto, do ponto de vista epistemológico, todo o
conhecimento se organiza através da seleção ou rejeição de dados,
conforme o significado atribuído ao mesmo. Essas operações “[...]
que utilizam a lógica, são de fato, comandadas por princípios
supralógicos de organização do pensamento ou paradigmas,
princípios ocultos que governam a nossa visão das coisas e do mundo
sem que disso tenhamos consciência” (MORIN, 1992, p. 13).
Considerando o momento histórico atual marcado por mudanças que vem
se processando na sociedade, originado pela construção histórica,
social e cultural do homem, bem como pelos inúmeros processos
ocasionados por elas, tais como a globalização, avanço das
tecnologias da informação e comunicação, dentre outros, concordamos
com Santos (2000) ao afirmar que estamos vivendo em um período de
transição paradigmática, de crise de paradigmas, da insuficiência de
explicações e compreensões quando se olha para a realidade partindo
de um único aspecto, desconsiderando sua totalidade.
Esse período de transição e/ou crise tem ocasionado grandes
problemas e dificuldades nos diferentes espaços-tempos da vida
humana, dos quais destacamos o da educação. Enfatizando a
necessidade de se repensar seus objetivos, currículos, metodologias,
práticas pedagógicas, formação de professores, etc. para que
possamos superar o discurso academicista e técnico que impregnam as
ações desenvolvidas na formação dos sujeitos, pautados ainda por uma
visão instrumental de cunho positivista e pragmatista que acaba por
simplificar relações de extrema complexidade e servir as várias
redes de poder da sociedade atual.
Dessa forma, nosso objetivo, é refletir sobre algumas tendências e
paradigmas que consciente ou inconscientemente se colocam como
determinantes dos pressupostos orientadores da educação atual, dando
destaque, num primeiro momento a prática pedagógica desenvolvida nas
escolas atualmente, o que tem orientado essas práticas e a quem
estão servindo. E, num segundo momento à formação de professores,
entendendo-a em íntima relação com a realidade da escola e devido
nosso interesse de pesquisa nessa área, partindo de uma visão de
formação embasada por uma perspectiva crítica e reflexiva do mundo
sistêmico e do mundo de vida desses profissionais e as conseqüências
nas suas formas de atuação.
Nossa intenção, nesse momento, não é apontar os paradigmas que são
refutados, considerados ultrapassados, mas muito mais do que isso,
buscar em pensadores da atualidade redimensionar concepções
hegemônicas do pensamento pedagógico com uma nova roupagem
argumentativa que coloca o conhecimento como movimento, como busca
por respostas que dentro desse movimento se transformam em novas
perguntas e que assim nos ajudam a construir outro olhar para o
fenômeno educativo e as práticas que estamos desenvolvendo, no
intuito de transcender seus limites e ampliar suas possibilidades.
A
EDUCAÇÃO E O PARADGIMA EMERGENTE
Do ponto de vista acadêmico instituído, da racionalidade científica
que orienta o pensamento sobre a produção do conhecimento, qualquer
prática ou estudo em educação precisa deixar claro as categorias que
o orientam, determinar as bases epistemológicas que serão
definidoras dos rumos a serem seguidos, representando a forma como
se pensa a educação num dado momento.
No entanto, essa necessidade ou aprisionamento ao pensamento
científico, orientado por uma racionalidade instrumental, técnica,
nos aponta para limitações que estamos sujeitos seguindo essa
lógica, pois o que se tem visto até então é a filiação a uma
corrente de pensamento, criando paradigmas para orientação das
práticas que acabam por ignorar os movimentos do pensamento que
devem ser considerados frente a realidade da sociedade atual.
Enfatizamos essa necessidade por compreender que as formas como a
educação vêm se expressando e permite-nos compreendê-la, pouco tem
contribuído com uma formação que se diz emancipadora objetivada em
inúmeras escolas através de seus discursos. Para isso, consideramos
de fundamental importância pensarmos numa idéia de totalidade, ou
seja, o contexto ao qual a escola se insere e a educação se
desenvolve. Nesse sentido, trazemos as contribuições de Santos
(2000) para chegarmos ao que consideramos o “x” da questão. Nas
palavras do autor, “as sociedades são a imagem que tem de si vistas
nos espelhos que constroem para reproduzir as identificações
dominantes num dado momento histórico” (p. 47) Os espelhos da
sociedade são identificados como o “conjunto de instituições,
normatividades, ideologias que estabelecem correspondência e
hierarquias entre campos infinitamente vastos das práticas sociais”
(p.48).
Considerando então, que a educação é um dos espelhos da sociedade,
talvez o de maior expressividade, o que estamos presenciando
atualmente está intimamente relacionado com as ideologias sociais
vigentes, isto é, uma sociedade altamente competitiva,
individualista, manipuladora e consumista criada pelos ideais
capitalistas. Isso faz com que sejamos produto de uma cultura
patriarcal (MATURANA, 2004) e estejamos sujeitos a submissão ao
mesmo que construímos um contínuo esforço pela submissão e controle
da conduta dos outros, mesmo que as vezes inconscientemente.
Mas como isso se expressa na educação? Partindo do entendimento
acima, não é difícil percebermos as conseqüências ou finalidades que
o paradigma dominante tem imprimido a educação. Podemos citar como
exemplo a organização do currículo, onde observa-se uma determinação
vinda de políticas exteriores ao contexto educacional apontando
quais os conhecimentos válidos e necessários de serem ensinados no
dado momento, enquanto os professores e alunos, verdadeiros
protagonistas são colocados a margem do processo, a quem cabe apenas
reproduzir o que está previamente determinado pelos programas.
Programas estes, que trazem conteúdos correspondentes aos objetivos
da cultura hegemônica ocidental e raramente tratam de culturas de
grupo minoritários ou socialmente marginalizados.
Outra consideração importante são as relações de poder criadas entre
o professor – que ensina – e os alunos – que aprendem. Para uma
educação que se quer emancipadora, o conhecimento não é transmitido,
mas construído pelos sujeitos do processo em interação uns com os
outros, não deve servir como regulação e dominação, mas como
princípio para a liberdade e a autonomia. Essas relações estão
expressas também em outros aspectos como as metodologias de ensino,
as práticas avaliativas e outros inúmeros discursos que impregnam a
organização escolar.
Dessa forma, a escola tornou-se uma “instituição de seqüestro pela
qual todos passam o maior tempo de suas vidas” (FOUCAULT apud
VEIGA-NETO, 2005, p. 85) e acrescentaria, possivelmente o tempo mais
importante também, pela grande possibilidade de aprendizagens, de
maleabilidade, de construção de uma identidade, de um período de
muita criatividade, de criticidade, de ver as coisa como elas são na
sua essência e não impregnadas por significados socialmente
construídos.
Pensando agora, na formação de professores, percebemos o quanto
esses discursos presentes na educação escolar se fazem presentes na
universidade, relacionando esses âmbitos quase que como causas – uma
formação profissional deficitária – e conseqüências – uma educação
escolar também deficitária.
Na área de formação de professores são inúmeros os estudos apontando
os modelos de formação que estão e estiveram presentes no discurso
pedagógico nos últimos anos, bem como sua filiação a uma corrente de
pensamento. Para citar brevemente o caso da Educação Física,
percebemos que a maioria dos professores atuantes nas universidades
tiveram sua graduação alicerçada nos modelos técnico-desportivos,
cujos pressupostos orientadores estavam pautados por uma concepção
positivista de educação, enfatizando que era necessário saber-fazer
para saber-ensinar.
Dessa forma, e considerando que as vivências nas trajetórias
pessoais e profissionais dos professores são influenciadoras das
práticas que virão a desenvolver, estes acabam se tornando
professores universitários e propagando um modelo de formação que se
traduz muito mais como colocar os professores em uma “forma
de ação”, ou seja, na reprodução de uma ação desejada por
determinados interesses, do que propriamente contribuir para sua
formação, na construção da autonomia, criticidade e criatividade
que devem estar presentes na constituição de um profissional que se
coloca na posição de instigar o processo de formação de uma
identidade profissional emancipada conecta com uma realidade em
constantes mudanças.
Contudo, acreditamos na necessidade de analisar isso sob dois
enfoques, o primeiro deles diz respeito aos professores enquanto
sujeitos inseridos em um contexto que possui um sistema de idéias
disseminado que acaba por normatizar e enquadrar todos os sujeitos
dentro de sua ideologia. Falamos isso nos reportando a questão da
criação de programas nas universidades, que balizam as ações e o
pensamento dos professores em torno dos interesses de determinadas
especialidades. Programas estes, que como nos aponta Morin (1992)
levam ao automatismo, ao estabelecimento de ordens, a repetição, a
constância, a não reflexão e, enfim a reprodução.
Um segundo enfoque estaria relacionado com a idéia de que as ações
sejam empreendidas através de estratégias, ou seja, os professores
precisam libertar-se dos programas e perceber sua atuação num
cenário que está se modificando toda hora, que está sujeito a
bifurcações, ao surgimento de novos problemas, ao acaso e a
incerteza o que efetivamente levaria a reflexão da complexidade de
sua atuação e da sociedade em que vivemos.
Nossa ênfase nesses aspectos se dá por considerarmos que o professor
não pode aceitar-se como refém de um sistema que rege suas ações,
particularmente quando se pretende desmistificar as relações de
poder e formar sujeitos emancipados, mas precisa investir no seu
desenvolvimento profissional, resignificando seu conhecimento e suas
práticas como docente, compreendendo a educação enquanto uma prática
social. Parafraseando Stirner (2001, p. 79) “a prática mais elevada
é aquela que permite o homem revelar-se a si mesmo e o Saber que
sabe morrer é a liberdade que dá vida”. Para isso, os professores
devem estar abertos a mudanças, buscar um novo olhar, libertar-se
dos paradigmas que tradicionalmente tem marcado sua trajetória.
Precisam constituir-se como “indivíduos cujos pensamentos e atos são
animados de um movimento e de um rejuvenescimento perpétuo, e serão
bem diferentes daqueles que permanecem fiéis as suas convicções”
(Ibid.).
No entanto, esse problema vem se agravando nos últimos anos, pois a
formação de profissionais, nas diversas áreas, tornou-se uma prática
muito lucrativa, o conhecimento é visto como uma mercadoria muito
rentável. Nesse contexto o saber não é mais visto como vontade, mas
como verdade o que constitui conforme Horkheimer (1972 apud SANTOS,
2000, p. 25) “a irracionalidade da sociedade moderna reside a ela
ser produto de uma vontade particular, o capitalismo, e não de uma
vontade geral, uma vontade unida e autoconsciente”.
A
NECESSIDADE DE UM PARADIGMA EMERGENTE
Fazer uma leitura dessa realidade que está posta aí, pode parecer
uma tarefa fácil, no entanto, para isso precisamos ter desenvolvido,
ainda que não completamente aprimorado um pensamento crítico sobre
tudo o que nos rodeia, percebendo como as coisas se constituíram
dessa forma, para buscar entendê-las, mas nem por isso,
justificá-las. E construir um pensamento crítico, não é uma tarefa
fácil para sujeitos que estão enraizados em uma tradição de
pensamento reprodutivista, mecânico e determinista que nos dá a
possibilidade de dominar a realidade.
Dessa forma, não nos resta dúvida de que estamos vivendo diante de
uma imperiosa necessidade de construir um pensamento alicerçado em
um paradigma emergente, que como nos coloca Santos (2000) precisa
ser um paradigma científico, ou seja, de um conhecimento prudente e
um paradigma social, que nos leve a uma vida decente. Partindo desse
pressuposto precisamos desenvolver nosso pensamento considerando que
a sociedade não é uma fragmentação de dimensões, mas que ela é uma
totalidade que só poderemos entender no cruzamento de todas essas
dimensões. O entendimento que tivermos sempre será cercado pela
incerteza, pela busca de novos esclarecimentos, uma vez que somos
também sujeitos de uma relação de poder, e muitas vezes vemos as
coisas sobre o nosso olhar, sobre o que pode ser verdadeiro para nós
no momento em que olhamos e isso precisa tornar-se consciente para
que possamos reelaborar nossas concepções e talvez até nos
libertarmos delas.
Mas nas práticas pedagógicas e na formação de professores, como
construir alternativas para romper com o paradigma dominante? Por
onde começar? Gostaríamos aqui de fazer referência a estudos
pautados por uma perspectiva intercultural para a educação, seja na
escola e ou na universidade.
Dessa forma, a posição que defendemos está vinculada a necessidade
de aberturas de novos horizontes para as práticas educativas,
possibilitando transcender os limites impostos pela atual estrutura,
através da perspectiva da interculturalidade, sobre a qual uma
proposta de ensino nessas condições deveria estar pautada nos
seguintes eixos norteadores: a)
não existe superioridade cultural, mas sim, diversidade cultural; b)
todas as culturas possuírem sua escala de valores e; c) é justamente
a diversidade cultural que enriquece os indivíduos, possibilita que
os sujeitos construam suas ações e transformam-se de acordo com as
experiências dos outros sujeitos. Pontuamos também alguns princípios
para essa proposta como: a) a consideração dos sujeitos no centro do
processo educativo; b) cada sujeito deve ter o direito de
expressar-se e expressar os conteúdos próprios de cultura; c) a
estrutura curricular, a divisão dos conteúdos deve ser considerada
em sua totalidade, entendida como um todo organizado de modo a
distribuir os conteúdos buscando integrar os aspectos
sócio-culturais às expectativas dos alunos.
Entretanto, compreendemos que a estruturação e o desenvolvimento de
propostas dessa natureza são complexos e exigem uma boa base, ou
seja, professores preparados, com uma mentalidade aberta as
incertezas do conhecimento e a necessidade de se estar
permanentemente re-pensando-o e, além disso, um sistema que de
condições para essas inovações serem implementadas. Falamos isso
porque verificamos que a formação de professores também não está
disposta para uma educação pluralista, que venha a atender as
necessidades e anseios de todos os alunos. E dessa forma o que
observamos são sempre ações isoladas, que acabam por perceber essa
questão mais como modismo do que uma necessidade quase que urgente
para construirmos uma nova educação.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desse modo, percebemos que é preciso entender a escola e a
universidade como uma organização viva que tem um tempo e um
contexto, e que para agir e transformá-la é necessário refletir
sobre sua identidade e importância em nossos projetos como
professores e pesquisadores da nossa própria prática educativa. E
que para construirmos um outro paradigma para a educação é
necessário recusarmos os lugares fixos e a descoberta de verdades,
assumindo a posição de um artesão intelectual, onde o conhecimento é
construído a partir de nossas subjetividades e não das inércias que
se instalaram no campo pedagógico.
É
nesse sentido que acreditamos que as pesquisas na área educacional
que busquem a superação da visão tradicional que está enraizada em
nossas escolas e universidades precisam adotar essa idéia de
movimento no pensamento e na construção do conhecimento, buscar
entender a sua complexidade saindo de verdades universalizantes e
totalizadoras para acompanhar os movimentos do cotidiano dos
sujeitos, incluindo aí o cotidiano educacional, político, social,
cultural, econômico, enfim dos diferentes espaços que produzem esse
sujeito.
Portanto, as necessidades de se construir um olhar inovador para a
educação, pautado pela complexidade da sociedade atual e pelas
incertezas do conhecimento ficam cada vez mais evidentes se
pensarmos na superação dos apriorismos determinantes da ação
educativa a necessidade de reflexão e construção de um conhecimento
compartilhado.
As possibilidades para isso estão sendo, pouco a pouco, construídas,
através da compreensão das bases que fundamentam a educação atual,
das oscilações das ondas que nos permitem ver como ela se constitui.
E, os desafios sempre serão novos dependendo do contexto em que se
vive, e que não devem ser percebidos como obstáculos, mas como
possibilidades de construção, uma vez que ao adotarmos um pensamento
crítico temos que ter em mente que por ser crítico, ele é justamente
um espaço de possibilidades, de romper com o que está dado e de
garantir o fenômeno constante das marés, não como busca de verdades,
mas como uma forma de permitir os movimentos do nosso pensamento.
REFERÊNCIAS
MATURANA, H.; GERDA-ZOLLER, G. Amar e brincar: fundamentos
esquecidos do humano do patriarcado a democracia. São Paulo: Pallas
Athena, 2004.
MORIN, E. Introdução ao pensamento complexo. Lisboa:
Instituto Piaget, 1992.
STIRNER, M. O falso princípio de nossa educação. São Paulo:
Imaginário, 2001.
SANTOS, B. S. A crítica da razão indolente: contra o
desperdício da experiência. São Paulo: Cortez, 2000.
VEIGA-NETO, A. Foucault e a Educação. 2.ed. Belo Horizonte:
Autêntica, 2005.
Licenciada em Educação Física pela
Universidade do Oeste de Santa Catarina - UNOESC/SMO.
Especialista em Educação Física Escolar pela Universidade
Federal de Santa Maria - UFSM. Mestranda em Educação pelo
Programa de Pós-Graduação em Educação/CE/UFSM. email:
andreiabasei@yahoo.com.br