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ISSN 1678-8419         última atualização em: quinta-feira, 06 de setembro de 2012 20:46:09                                               

 
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EDUCAÇÃO

A importância da escola na formação do cidadão: Algumas Reflexões para o Educador Matemático

   

*Juliana Campos Sabino de Souza e **Edvaldo Alves de Souza

publicado em 06/08/2009


 

Este trabalho pretende dar uma visão sobre o papel da escola na formação do cidadão. Para isso é necessário verificar esse papel e mostrar sua importância para o processo de ensino-aprendizagem. Com relação a metodologia utilizada, foi feita uma pesquisa bibliográfica, consultando diversos autores. Foram aplicados questionários em 6 professores, de escolas públicas e particulares, e 29 questionários com seus respectivos alunos.


 

Palavra Chave: Processo de formação do cidadão


 

Colocar a educação matemática em diálogo com a construção da cidadania implica considerarmos os conhecimentos matemáticos como elementos que permitem compreender melhor a realidade em que estamos inseridos e a sociedade em que vivemos. É preciso dar aos alunos oportunidades para o desenvolvimento de uma atitude crítica com relação à sociedade, onde muitas decisões e ações são planejadas, conduzidas e justificadas a partir de modelos matemáticos. Por isso tem-se por objetivo geral refletir a influência do docente de matemática no processo de formação do cidadão.

Para tanto esse artigo almeja verificar o papel da escola como uma instituição que educa e prepara o aluno para o exercício da cidadania, para o reconhecimento dos direitos associados às suas responsabilidades; procurando formar pessoas conscientes e críticas, por isso há a necessidade de descrever a importância de uma educação voltada para a formação de cidadãos com características necessárias para o convívio em sociedade.

É importante salientar que a compreensão e a tomada de decisões diante de questões políticas e sociais dependem da leitura crítica e de uma melhor interpretação das informações, muitas vezes contraditórias, que incluem dados estatísticos e índices divulgados pelos meios de comunicação. Ou seja, para exercer a cidadania é necessário saber calcular, medir, raciocinar, argumentar e tratar informações de maneira crítica e contextualizada. Portanto uma educação matemática voltada para a formação do cidadão é de suma importância.

Nesse sentido, a educação para a cidadania e para a vida em uma sociedade democrática não pode se limitar ao conhecimento das leis e regras, mas sim a formar pessoas que aprendam a participar da vida coletiva de forma consciente. Portanto é necessário que o trabalho educativo esteja voltado também para a construção de valores educativos e morais, de cidadãos e cidadãs autônomos, que buscam de maneira consciente e virtuosa, a felicidade e o bem-estar pessoal e coletivo.

No que se refere à metodologia teve-se como sujeito da pesquisa 6 professores de Matemática, que atuam na rede pública e da rede particular de ensino do Distrito Federal e 29 alunos, quinze da rede pública e quatorze da rede particular de ensino do Distrito Federal. O tipo de pesquisa escolhido foi a exploratória, usando método dedutivo, baseado na técnica de questionários.

Será feito uma pesquisa exploratória. De acordo com Silva (2001, p. 21) pesquisa exploratória é uma pesquisa que é “visa proporcionar maior familiaridade com o problema com vistas a torná-lo explícito ou a construir hipóteses. Envolve levantamento bibliográfico; entrevistas com pessoas que tiveram experiências práticas com o problema pesquisado; análise de exemplos que estimulem a compreensão”.

A técnica escolhida foi por meio de questionário. Para Silva (2001, p. 33) questionário “é uma série ordenada de perguntas que devem ser respondidas por escrito pelo informante”.

Das escolas onde foram realizadas as pesquisas, uma é uma escola pública situada na Ceilândia Sul, possui aula nos 3 turnos, outra se encontra em Taguatinga Norte, é uma escola particular, funciona no período da manhã e da tarde, a terceira escola se localiza em Brasília, na Asa Sul e funciona no turno matutino e vespertino.

Na primeira parte, far-se-á uma abordagem sobre a importância de se formar um cidadão, alguns fatores que influenciam para essa formação e a influência das atitudes do professor para essa formação. Já na segunda, será analisado dados dos questionários, relacionados ao tema, feito com professores e alunos de escolas públicas e particulares.


 

O PAPEL DA ESCOLA NA FORMAÇÃO DO CIDADÃO

Esta parte é destinada a abordar a importância de se ter uma educação voltada para valores e, consequentemente, formar um cidadão. Outro ponto também relevante nesse capítulo é mostrar a importância e influência do professor de matemática e suas ações nesse processo de formação.


 

1.1. Educação Voltada para a Formação de Cidadãos

O papel da escola na formação do cidadão. Mas o que é cidadania? Para Dimenstein (1993, p. 17) “é uma palavra usada todos os dias e tem vários sentidos. Mas hoje significa, em essência, o direito de viver decentemente”. Para se ter um cidadão que exerce seu direito de cidadania tem que se ter uma educação voltada para tal objetivo.

“Cidadania é o direito de ter uma idéia e poder expressá-la” (Dimenstein, 1993, p. 20). Na tendência tradicional a educação era centrada no professor, portanto o aluno não tinha um espaço para poder expressa sua opinião. A metodologia decorrente de tal concepção tem como princípio a transmissão dos conhecimentos através da aula do professor, freqüentemente expositiva, numa seqüência predeterminada e fixa, enfatizando a repetição de exercícios com exigências de memorização. Mas com o tempo essa abordagem foi se tornando obsoleta, com isso torna-se então necessário entrarem novas tendências que enfatizem um ensino mais voltado para a educação do aluno, e não voltada apenas para os conteúdos dados. Portanto, atualmente, existe a necessidade de se enfocar a importância de uma educação voltada não apenas para a memorização de dados mas também para a formação da pessoa, não apenas a parte cognitiva mas também a parte afetiva, buscando assim a formação do cidadão.

A tendência tradicional se torna antiquada pois atualmente a sociedade tem necessidade de outro tipo de pessoas, não apenas aqueles que reproduzem as informações dadas como algo mecânico, mas aqueles que têm a capacidade de pensar, trabalhar em grupos e criticar. Por isso os PCN’s enfocam a importância da matemática para a formação do cidadão: “A Matemática é componente importante na construção da cidadania, na medida em que a sociedade se utiliza, cada vez mais, de conhecimentos científicos e recursos tecnológicos, dos quais os cidadãos devem se apropriar.” (PCN Mat, p. 26). O aprendizado da matemática é imprescindível para essa formação, para que o aluno esteja adaptado às novas exigências da sociedade. A matemática pode dar sua contribuição à formação do cidadão ao desenvolver metodologias que enfatizem a construção de estratégias, a comprovação e a justificativa de resultados, a criatividade, a iniciativa pessoal, o trabalho coletivo e a autonomia vinda da confiança na própria capacidade para enfrentar desafios.

Mas ainda existe a idéia de que as escolas consideradas de qualidade são as que centram a aprendizagem no racional, no aspecto cognitivo do desenvolvimento intelectual, e que avaliam os alunos apenas por meio de provas. Seus métodos e suas práticas enfocam a repetição, a memorização. São aquelas escolas que estão sempre preparando o aluno para o futuro: seja este a próxima série a ser cursada, o exame vestibular ou até mesmo um concurso. Por isso Curry (2003, p.142) afirma que:

Há muitas escolas que só se preocupam em prepara os alunos para entrar nas melhores faculdades. Elas erram por se focarem apenas neste objetivo. Mesmo que entrem nas melhores escolas, quando saírem, esses alunos poderão ter enormes dificuldades para dar solução a seus desafios profissionais e pessoais

Curry evidencia a necessidade de se preparar os alunos não apenas para o futuro, mas sim para a vida. Portanto as escolas devem ser espaços educativos de construção de personalidades humanas autônomas, nos quais os alunos aprendam a ser pessoas de bem. Nesse ambientes, os alunos são ensinados a valorizar e respeitar as diferenças, pela convivência com os que estão ao seu redor, pelo exemplo dos professores, pela maneira de se ensinar em sala de aula e pelo clima das relações estabelecidas em toda a comunidade escolar.

Se o professor considerar que um dos objetivos da educação matemática é contribuir para a formação de cidadãos participativos e críticos, então o centro da educação não deve ser a acumulação de fatos matemáticos. “A formação para a cidadania é o ponto mais importante e supõe, evidentemente, uma formação pessoal." (Werneck, 1995 p. 13), para tanto deve-se educar o aluno para que ele adquira a capacidade de usar a matemática em várias atividades e diversos contextos de trabalho e não somente isso, também tem que se dar o desenvolvimento da solidariedade, da tolerância, da segurança, da capacidade de gerenciar pensamentos em momentos de tensão, da habilidade de trabalharem grupos e também com perdas e frustrações, enfim, formar pessoas capazes de saber como lidar com a vida, e não apenas isso mas também cidadãos conscientes de seus direitos e deveres.

Para Libâneo (2002, p.7):

É preciso que a escola contribua para uma nova postura ético-valorativa de recolocar valores humanos fundamentais como a justiça, a solidariedade, a honestidade, o reconhecimento da diversidade e da diferença, o respeito à vida e aos direitos humanos básicos, como suportes de convicções democráticas.

O autor ressalta esse papel da escola, mas também cabe ao professor, além de outras tarefas, ensinar seus alunos a tomarem decisões, ensinar o certo ou errado numa época de tantas transformações na sociedade e no mundo, onde os valores estão sendo distorcidos e se extinguindo.

Turra (1998, p.86) diz que:

É axiomático afirmar que a educação visa à formação da personalidade, logo, do ser humano como um todo, cabendo ao professor abrir perspectivas para o autoconhecimento e a autoformação. O sentido da vida só pode ser aprendido pela própria pessoa, mas as atitudes podem ser ensinadas. Mesmo que o professor não considere as atitudes como objetivos destacados dentro de seu ensino, não pode ignorar que elas afetam a interpretação de tudo o que se percebe. As atitudes se modificam por meio de aprendizagens.

A escola participa na formação da personalidade do aluno, por isso ela deve estimulá-lo a ter boas atitudes, por isso para Turra é evidente a necessidade de se ter uma educação voltada para o ensino de valores, certamente esse não é o objetivo principal do ensino, mas ambos devem ser trabalhados juntamente, pois “não podemos dissociar o pensar do agir e do sentir” (Turra, 1998, p. 86), esse três estão interligados e são indissociáveis, por isso devem ser trabalhados juntos, e, além disso, também chamar atenção para o aluno, ele é um ser humano que é influenciado por seu modo de pensar e agir.

Segundo Arantes (2003, p.157):

A sociedade solicita que a educação assuma funções mais abrangentes que incorporem em seu núcleo de objetivos a formação integral do ser humano. Essa proposta educativa objetiva a formação da cidadania, visando que alunos e alunas desenvolvam competências para lidar de maneira consciente, crítica, democrática e autônoma com a diversidade e o conflito de idéias, com as influências da cultura e com os sentimentos e as emoções presentes nas relações que estabelecem consigo mesmos e com o mundo à sua volta. Afinal, estamos falando de uma educação em valores em que as dimensões cognitiva, afetiva, [...] interpessoal e sociocultural das relações humanas, são considerados no planejamento curricular e nos projetos político-pedagógicos das escolas.

Arantes chama atenção que a sociedade atual necessita de uma educação do aluno como um todo, um ser humano complexo que deve ser trabalhado em diversas áreas e não apenas a cognitiva. A escola deve formar pessoas preparadas para o mundo e não apenas para provas, ou seja, a escola deve também ter em seu planejamento um ensino voltado para educação em valores.

Por isso Turra (1998, p. 125) enfatiza em seu livro um questionamento feito por Popham e Baker (1972) sugerindo que cada docente questione:

'O que quero fazer de meus alunos?' é a pergunta inicial que, [...] todo professor competente se deveria formular ao planejar suas atividades docentes. A ênfase que os autores colocam sobre essa pergunta denota a importância da determinação dos resultados que se espera obter ao final do ciclo de ensino.

Nesse questionamento do autor sugere uma reflexão sobre o ser humano que queremos educar. Deve-se buscar sempre a coerência entre quem queremos formar e para que fim se quer formá-lo, pois a partir desse objetivo inicial pode-se fazer um planejamento para atingi-lo da melhor forma possível.


 

1.2 O Papel da Escola

As escolas são as incubadoras dos cidadãos e têm um papel inestimável e imprescindível na formação dos mesmos. Nunes (1989, p.36) afirma que:

Não tenho dúvida de que cabe a escola um lugar de destaque no alargamento das condições de exercício da cidadania e o domínio da 'norma culta' (no plano da linguagem) e dos conhecimentos, hábitos e comportamentos mais valorizados socialmente (dos quais, uma boa parcela é veiculada pela escola).

Então a escola é o lugar para o ensino-aprendizagem dos valores, e tem por uma das finalidades o desenvolvimento pleno do educando, seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o mundo, estimulando o desenvolvimento virtudes necessárias para a vida em sociedade.

A Constituição de 1988 postulou, no seu art. 205, que a "educação, direito de todos e dever do Estado e da família, será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa, seu preparo para o exercício da cidadania". Como se vê, é também papel da escola o preparo para o exercício da cidadania, portanto a tarefa de implementar cidadania através da educação é, assim, dever de todos – cidadãos, escola, família e governo.

"Uma adequada compreensão da relação escola/cidadania supõe que simultaneamente se afirme e se relativize o papel da escola no processo de construção da cidadania (a escola não é a única instância[...] onde a cidadania se forja)" (Nunes, 1989, p. 42). Para se instruir um cidadão não se necessita apenas da ajuda da escola, mas também de todas as instituições que o cercam (Governo/Estado, Igreja, Família...). Diante de uma falta de tradição da sociedade e da desestruturação familiar, a escola recebe um encargo ainda mais importante de desenvolver a cidadania e a responsabilidade social.

O livro Educação e Cidadania (1994) destaca que sabe-se que a família e a comunidade são agentes importantes na formação do cidadão, porém, nos últimos anos essa tarefa ficou entregue, quase exclusivamente, às escolas. Baseado no autor, ultimamente as instituições não tem investido muito na formação do cidadão, portanto a escola tem que exercer mais esse papel. A escola não é o único lugar onde se dá a formação do cidadão, mas parte dessa formação se dá dentro do ambiente escolar, por isso existe a necessidade de se ensinar mais do que conteúdos para os alunos. Sendo assim, caberá às instituições de ensino a missão de ensinar valores para o desenvolvimento da moral dos educandos, através da seleção de conteúdos e metodologias que o favoreça.


 

Para Turra (1998, p.87):

Todos os educadores reconhecem a necessidade de estimular atitudes positivas, desenvolver apreciações e fortalecer valores, mas o sucesso do aluno é geralmente determinado pelas aprovações obtidas em exames tradicionais ou provas objetivas ou pelas colocações conseguidas através da apresentação de diplomas. Os sistemas educacionais, na realidade, concedem prioridade ao domínio cognitivo.

Em algumas comunidades ainda vigora a visão conservadora de que as escolas de qualidade são as que enchem as cabeças dos alunos com datas, fórmulas e conceitos, e que um aluno é bom se ele tirar notas boas. Esse ensino supervaloriza o conteúdo acadêmico em todos os seus níveis. Uma escola distingue-se desse modelo quando oferece um ensino de qualidade, capaz de formar pessoas nos padrões requeridos por uma sociedade mais humanitária, dando ênfase em valores básicos na formação de cidadãos, tais como, liberdade, competência, responsabilidade e disciplina. A aprendizagem não é centrada apenas em um ou outro, mas sim, ora destacando o lógico ora os aspectos social e afetivo dos alunos.

E, além disso, é na escola que se deve informar os alunos sobre temas como drogas, violência e sexo. Por isso os PCN’s - temas transversais (1998, p. 17) afirmam que:

O compromisso com a construção da cidadania pede necessariamente uma prática educacional voltada para a compreensão da realidade social e dos direitos e responsabilidades em relação à vida pessoal e coletiva e a afirmação do princípio da participação política.

A escola é aquela instituição que dá conscientização a respeito da destruição do meio ambiente, desvalorização de grupos menos favorecidos economicamente. Deve-se falar sobre amizade, sobre a importância do grupo social, sobre questões afetivas. Ela também deve ser uma instituição motivadora, que trabalhe a auto-estima dos alunos, conscientizadora e formadora de valores cidadãos.


 


 

ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS DADOS


 

Este momento é destinado a verificar a percepção dos respondentes sobre o tema abordado nesse estudo.

O estudo sobre a formação de cidadãos é de grande relevância para o ensino, pois o docente não deve apenas ensinar os conteúdos, mas também ajudar os alunos na vivencia em sociedade, e para que isso seja alcançado é importante abordar sobre a relação que o docente mantém com o discente.


 

2.1. Caracterização dos Participantes da Pesquisa

A pesquisa foi realizada em três instituições, uma da rede pública e a outra da rede privada de ensino. Situadas nas cidades Ceilândia, Plano Piloto e Taguatinga, sendo que a escola particular foi a de Taguatinga.

Sobre as escolas onde foram realizadas as pesquisas, uma é uma escola pública situada na Ceilândia Sul, possui aula nos 3 turnos. Outra se encontra em Taguatinga Norte, é uma escola particular, funciona no período da manhã e da tarde. A terceira escola se localiza em Brasília, na Asa Sul e funciona no turno matutino e vespertino, e tem 490 alunos matriculados. Devido a diferença entre as escolas que foram aplicados os questionário é necessário relativizar a verdade dos mesmos.

Na escola pública, participaram da pesquisa 15 alunos do Ensino Médio e 3 professores. Na instituição particular participaram da pesquisa 14 alunos do Ensino Médio e 3 professores.


 

2.2. CONCEPÇÃO DOS PROFESSORES

Senti certa resistência por parte dos professores da escola da Ceilândia, os quais demoram a me entregar o questionário que eu havia entregado. Já os professores das escolas de Taguatinga e Asa Sul mostraram estar dispostos a ajudar e oferecer informações extras se fosse necessário.


 

2.2.1. Escola Formadora de Cidadãos

Foi feita a seguinte pergunta aos professores: “Em sua opinião a escola tem a responsabilidade de ser um ambiente formador de cidadãos? Se sim sua escola e você têm cumprido esse papel?” Todos os professores concordam que a escola tem um papel de formadora de cidadãos, um cidadão crítico, com força de vontade e ciente que pode ajudar a transformar a realidade vigente.

No livro Por uma escola de cidadãos (1995 p. 6) afirma que “há muitas coisas que podemos fazer. Começar a pensar na nossa responsabilidade de cidadãos e formadores de cidadãos é um primeiro passo.” É extremamente importante a função do professor no sentido de preparar os alunos para o seu futuro como cidadãos, portadores do saber e de capacidade de agir, o que se traduz por um processo de ensinar a viver em comunidade.


 

2.2.2. Tipo de Pessoa/Aluno Você Deseja Formar

Em seu livro Lorenzato (2006 p. 122) se questiona: “que formação matemática desejo ao meu aluno? que valores tenho transmitido aos meus alunos?”assim também cada professor deve se questionar que tipo de aluno deseja formar e para quê. Em resumo, pode-se buscar sempre, na análise ética dos objetivos educacionais, de acordo com as possibilidades e observando as restrições, a coerência entre quem queremos formar e para que fim se quer formá-lo. Portanto deve-se ter uma reflexão profunda sobre o ser humano que queremos educar.

Pela análise dos dados percebe-se que os professores buscam formar cidadãos plenos e capazes do exercício de seus direitos. Alguém de caráter e com dignidade, preparado para enfrentar as adversidades da vida, que saibam adequar conhecimentos expostos em sala de aula com a realidade de sua vida, um aluno questionador, autônomo, humano e solidário dentre outras características. Alunos que sejam cientes sobre seus direitos e deveres, politizados mas não radicais, interessado em ter sucesso profissional e pessoal.


 

2.2.3. Objetivos da Escola/do Ensino

Foi questionado aos professores o que eles desejavam que seus alunos fossem capazes de fazer ao termino do ano ou quando eles saírem da escola. Pressupõe propiciar uma educação que leve os alunos a conhecer criticamente os dados e fatos sobre a cultura e a realidade social em que estão inseridos, assim como ao domínio dos conteúdos essenciais ao exercício da cidadania, principalmente a matemática.

Fonte: Dados coletados pelo autor

Dentre alguns objetivos citados pelos professores na alternativa “outros”podemos destacar: desenvolver habilidades e competências em matemática para que saiba agir diante de uma situação que lhe possa ocorrer na vida, ou seja alunos capazes de enfrentar as problemáticas do cotidiano. Pessoas honestas e sinceras, capazes de compreender o próximo. Ter a capacidade de ler, interpretar e compreender textos. E, além disso, que tenha autonomia no meio em que está inserido

Libaneo mostra o conjunto de objetivos para uma educação básica de qualidade: “Formação para a cidadania crítica, [...] formação ética” (2002 p. 24-25). Com relação a uma formação para a cidadania crítica tem-se por objetivo formar um cidadão-trabalhador capaz de interferir criticamente na realidade para transformá-la e não apenas ser mais um integrante a formá-la. Já a formação ética tem a importância de explicitar valores e atitudes por meio das atividades escolares. Trata-se de formar valores e atitudes ante o mundo da política e da economia, o consumismo, o, e perante também a violência, sexo, as drogas.


 

      1. A Escola e Você Têm Cumprido Esses Objetivos?

Os professores têm seus objetivos de ensino, mas muitas vezes não os cumpre.

Fonte: Dados coletados pelo autor

Alguns afirmam que trabalham para atingir seu objetivo relatando sua própria experiência ou de outras pessoas, conversando sobre problemas da atualidade e a necessidade de se estar ciente sobre o que está acontecendo em seu país e no mundo.

Estimulam debates para que sejam capazes de discutir, criticar, defender seus ideais e respeitar do próximo, analisar e tomar decisões diante de uma situação.

Um professor às vezes leva alguma matéria de jornais ou revistas para ser discutida pelos alunos, para que eles questionem se está correto ou busquem soluções reais. Isso faz com que estimule seu senso crítico e busca de solução de problemas reais.

Outro foca os exercícios propostos em sala de aula para desenvolver a resolução de problemas e questões que tenham uma aplicação para os alunos, ou seja, que sejam interessantes para os alunos.

Os docentes procuram diversas maneiras de promover atividades que busquem a formação e a instrução dos alunos para sua capacitação à participação competente na vida política e pública da sociedade, ao mesmo tempo em que essas atividades visam o desenvolvimento de competências para lidar com a diversidade e o conflito de idéias, com as influências da cultura e com os sentimentos e emoções presentes nas relações entre os estudantes.


 

2.2.5. Valores em Sala de Aula

A formação cognitiva e moral devem ser trabalhadas juntas, pois estão interligadas, por isso Freire (1996) afirma que se se respeita à natureza do ser humano, o ensino dos conteúdos não pode dar-se alheio à formação moral do educando. Educar é substantivamente formar. Devemos nos lembrar de que a sala de aula não é apenas um lugar para transmitir conteúdos teóricos, é, também, local de aprendizado de valores e comportamentos, de aquisição de uma mentalidade científica e participativa.

Foi questionado aos professores se eles trabalham valores em suas aulas, mesmo que indiretamente e como fazem isso. Todos informaram que trabalham. Alguns professores levam mensagens de reflexão para ser comentada em sala, isso os faz pensar sobre a vida através de um impacto emocional, os leva a refletir sobre determinada questão moral.

Um professor afirma que “antes de iniciar as minhas aulas convença todos a fazerem uma oração, falo da importância de Deus em nossas vidas. Falo de experiências e o quanto é importante fazer caridade. Repito todos os dias, em todas as aulas, por todos esses anos”. Essa atitude é interessante, mas nem todos os alunos concordam ou aceitam, nem todos acreditam em Deus.

No livro Por uma escola de cidadãos afirma que (1995, p. 14) “observar, estudar e agir, respeitando as diferenças, é o que se espera de cidadãos que acreditam na democracia e, de fato lutam por um mundo mais justo”. Estas são algumas características necessárias para um cidadão, as quais a escola é incumbida de formar, além dessa outras também são importantes salientar como “solidariedade, resolução de conflitos sociais, capacidade de perdoar, questionar estabelecer metas” (Curry, 2003, p. 79).

Um professor revela que trabalha valores “dando meu exemplo como cidadão” com exemplos de cidadania dentro e fora de sala de aula.

Tentam mostrar que os alunos são capazes de transpor os exercícios propostos, assim como são capazes de enfrentar as dificuldades que venham a enfrentar no dia-a-dia.

Outro acredita que os valores estão intrinsicamente ligados a todos os conteúdos desenvolvidos em sala de aula pelo fato de em suas aulas desenvolverem trabalhos em equipe, permitir que os estudantes emitam opiniões sobre o assunto e estimula as tomadas de decisões, seja em uma questão ou na organização de grupos.

A moralidade humana, a ética e a de construção de valores pessoais devem ser mais valorizadas na sociedade e principalmente nas escolas, onde essa formação se dá. A escola deveria trabalhar essas características acima citadas.


 

2.3. CONCEPÇÃO DOS ALUNOS

No questionário que foi aplicado com 29 alunos do ensino médio, haviam questões relacionadas à opinião dos alunos sobre o papel da escola na formação da cidadania, valores transmitidos pela escola e a relação professor-aluno e sua influência no aprendizado. A faixa etária dos alunos participantes esta entre 14 e 18 anos. Os dados obtidos devem ser relativizados pois os alunos podem não ter entendido muito bem as questões propostas .


 

2.3.1. Escola Formadora de Cidadãos

A escola é uma instituição que dentre seus outros papéis, tem a função de se formar um cidadão. É importante que os estudantes tenham consciência do papel da escola na formação do cidadão, pois assim eles poderão cobrar esse direito deles.

Fonte: Dados coletados pelo autor

Dos 22 alunos que escolheram a opção “sim / sim” alguns disseram que a escola deve disciplinar seus alunos, formando os cidadãos e até mesmo ensinar direitos e deveres. Deve impor regras e limites e exigir respeito pelos mesmos.

Um aluno afirmou que os jovens passam grande parte do tempo na escola e é lá onde é formado o caráter. Outro afirma que a escola tem o papel de ensinar as pessoas a serem “decentes”.

Os alunos da escola pública do Plano Piloto têm aulas de cidadania onde discutem temas como preservar o meio ambiente e cidadania. Isso é muito importante, pois, as pessoas devem ter ciência sobre esses temas, e a “escola deve dar um empurrãozinho”.

Um aluno afirma que a escola dá lições de cidadania, não relativos à matéria, mas acha que deveria acontecer com mais freqüência esses momentos.

A escola deve preparar os alunos para a vida, pois através dela irão adquirir conhecimentos que utilizarão no futuro, mas a maioria das matérias que os alunos estudam “não tem serventia pra depois da prova”. O que é um desconchavo, pois se o papel da escola é de educar não se deve apenas ensinar os conteúdos.

O PCN de matemática, em sua parte introdutória, traz como um de seus objetivos:

Compreender a cidadania como participação social e política, assim como exercício de direitos e deveres políticos, civis e sociais, adotando, no dia-a-dia, atitudes de solidariedade, cooperação e repúdio às injustiças, respeitando o outro e exigindo para si o mesmo respeito. (sem número)

O currículo escolar deve contemplar atividades que promovam a construção do conhecimento, das relações pessoais, da linguagem, do comportamento moral, da organização social. Os alunos têm essa ciência de que o processo de escolarização deve promover o desenvolvimento integral do educando, contemplando conceitos, atitudes e emoções, mas algumas escolas muitas vezes não cumprem.

Todos alunos estão cientes que a escola tem essa responsabilidade de formadora de cidadãos, mas infelizmente algumas escolas não estão cumprindo esse papel. Vale ressaltar que todos os alunos que responderam que a escola não tem cumprido esse papel são da escola da Ceilândia.


 

      1. Objetivos da Escola/ do Ensino

Saber o que os alunos esperam da escola é imprescindível para um aprendizado efetivo. Pois assim pode-se trabalhar em cima desses objetivos da melhor maneira possível.


 

Fonte: Dados coletados pelo autor

A maior parte dos alunos marcou os itens A, B, C.

Uma quantidade considerável de alunos marcou, dentre outras, a opção “outros” colocando algumas habilidades que desejam ter ao sair da escola, tais como: conseguir conviver com as diferenças, lidar melhor com as pessoas, aprender sobre as “coisas da vida”, estimular o raciocínio lógico, passar em vestibulares e concursos.

É possível observar que os estudantes têm uma consciência sobre a necessidade de se aprender além do conteúdo a ser dado, e tem também uma grande preocupação com a resolução de contas e problemas de matemática para conseguir passar em provas de concurso e vestibulares.


 

2.3.3. Cumprimento dos Objetivos pela Escola

De acordo com Turra (1998, p 87) “é verdadeiro afirmar que a missão de ensinar tem relação com o aumento de conhecimento, mas, para viver, o aluno precisa ampliar seus interesses, formar atitudes sociais.” A autora afirma que a escola deve ensinar ao aluno os conteúdos, mas também é seu papel o formar um aluno cidadão, com valores e características positivas, que contribuam para sociedade. Esse sim é o objetivo da escola, que o aluno possa aprender algo que possa contribuir para sua vivência social. Buscando formar um cidadão pleno e capaz do exercício de seus direitos.

Fonte: Dados coletados pelo autor

Dos 18 alunos que escolheram a opção “sim” alguns disseram que os professores ensinam, tiram dúvidas e lhes estimulam a estudar. Outros enfatizaram a explicação do conteúdo para fazer provas, raciocínio lógico.

Na visão de um aluno a escola não trabalha diretamente problemas da vida, mas ensina a pensar no futuro profissional.

Um aluno acredita que resolver problemas da vida é algo que se aprende sozinho, que só o mundo pode ensinar.

É possível observar que grande parte dos alunos enfocam a importância de se aprender para passar em provas e estudar raciocínio lógico com o mesmo objetivo. Com base no gráfico 06 é possível perceber que eles sabem da importância da escola para a formação do cidadão, mas também sabem que seja para conseguir um emprego ou fazer uma faculdade a sociedade exige deles uma aprovação, e essa é feita por meio de provas, analisando apenas o cognitivo.


 

2.3.4. Valores em Sala de Aula

Em seu livro, Bicudo & Garnica (2002, p. 33) afirmam que “a escola há de ser um ambiente propício para a realização de valores” isto implica que a educação não é neutra; ela transporta valores explícita ou implicitamente, sugere modos de atuar e valoriza comportamentos de certos tipos. A educação matemática deve igualmente assumir este posicionamento trabalhando assim valores com seus estudantes.


Fonte: Dados coletados pelo autor

Alguns alunos dizem que os professores dão conselhos, orientam, promovem debates que discutem valores, alertando sobre os problemas da vida, mostrando que a vida não é fácil. Mostram a importância dos valores para a convivência social.

Alguns têm aulas específicas, como já foi dito, para trabalhar temas atuais e sobre valores para a vida, abordando diversos temas como questões de cidadania e meio ambiente com objetivo de analisa-los e discuti-los,.para incentiva os alunos a se tornarem sujeitos críticos e que são capazes de expor suas opiniões.

Por meio de textos, conversas e até sermões quando necessário os alunos são levados a refletirem sobre seus atos. Quando acontece algo em sala os professores comentam sobre isso e os leva a tirar uma lição.

Mas alguns dos alunos são inflexíveis à mudança de comportamento, tais como pinchar, depredar a escola e respeitar os outros. A escola tem estimulado os alunos a modificar alguns comportamentos inadequados, mas os mesmos se encontram relutantes a mudança.

Já alguns estudantes dizem que a escola quase nunca aborda esse tema e quando faz, dizem “coisas que são inúteis” tais como falar coisas que eles já sabem (mas geralmente não cumprem) ou ficar “dando sermão” neles, como dito pelos próprios alunos.


 

CONSIDERAÇÕES FINAIS


 

A escola tem a responsabilidade de ajudar a preparar e educar os alunos matematicamente. Os currículos de matemática (tal como os das outras disciplinas escolares) visam, exatamente, o desenvolvimento de capacidades e saberes que ajudem os alunos a tornar-se adultos e cidadãos responsáveis e atuantes na sociedade democrática.

Para exercer a cidadania, é necessário saber calcular, medir, raciocinar, argumentar, tratar informações estatisticamente. Para tanto, o ensino de Matemática prestará sua contribuição à medida que forem exploradas metodologias que priorizem a argumentação, o espírito crítico, e favoreçam o trabalho coletivo, a iniciativa pessoal , estimule a curiosidade e a enfrentar desafios. Por esse motivo a educação deve se dar de forma a orientar as ações das gerações, presentes e futuras, em busca da cidadania em nosso país.

Por tanto deve-se trabalhar uma educação matemática que possibilite o desenvolvimento, nos alunos, de competências para a cidadania, princípios fundamentais requeridos para o funcionamento correto e harmônico de uma sociedade, tais como justiça, tolerância, responsabilidade social, honestidade, pontualidade, cumprimento do dever e caridade.

Autores e a pesquisa mostram que a educação deve preocupar-se também buscar a formação de personalidades morais que integrem suas ações, aos interesses pessoais e coletivos. Está, portanto, evidenciado a necessidade de se cuidar do aspecto afetivo no processo ensino-aprendizagem.

É importante também ressaltar que os dados obtidos na pesquisa devem ser relativizados devido à diferença entre as escolas onde foram aplicados os questionários.

Concluindo, espera-se que este trabalho tenha sido um estímulo para os que docentes que procurem formar um aluno com os princípios fundamentais requeridos para o funcionamento correto e harmônico de uma sociedade: justiça, tolerância, compaixão, responsabilidade social, veracidade, honestidade, pontualidade, conhecimento dos direitos e obrigações, cumprimento do dever.

Ou seja, um cidadão.


 

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* Graduada em Matemática

** Mestre em Psicologia e Educação

Como citar este artigo:

SOUZA, Juliana Campos Sabino de, SOUSA, Edvaldo Alves de Souza. A importância da escola na formação do cidadão: Algumas Reflexões para o Educador Matemático. P@rtes. Agosto de 2009. Disponível em: <http://www.partes.com.br/educacao/educadormatematico.asp>

 

 

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