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A luta pela legitimação do
Ensino de Sociologia no desenho curricular de escolas do
Ensino Médio no Brasil foi imprescindível para redimensionar
a importância da Sociologia e suscitar questões de sua
peculiaridade enquanto ciência.
Tal luta realizada em um
espaço de tempo relativamente duradouro e não isenta de
feridas e resistência pelos governos militares e
ditatoriais, e as vezes violentas, veio somente reiterar a
mobilização pelos direitos e por uma aprendizagem
significativa da percepção e compreensão sociológica. Nesses
processos de percepção, compreensão e lutas percebeu-se que
Benjamim Constant, em 1890, já se fazia sentir da
obrigatoriedade sobre o domínio de tal conhecimento.
Baseado
nesta análise, percebeu-se
que
os estudos de
mobilidade social,
conceitos referentes
a cidadania,
movimentos
estudantis, grupos
sociais, esgarçamento do tecido
social,
violência urbana e
tantos
outros dão a idéia da
premência de aprovação da
lei
que reivindica o ensino
de Sociologia,
embora
a Lei 9394 de 20/12/1996
em
seu artigo 36 propõe
que
o aluno do Ensino
Médio
tenha o domínio dos
conhecimentos
de Sociologia
necessários
ao exercício
pleno da
cidadania.
Em face do exposto, observa-se
que temos em mãos a possibilidade de redefinir conceitos
abordados na Sociologia para que as Instituições não criem
brechas para que, novamente, o ensino não se institua na
antiga Organização Social e Política Brasileira e Educação
Moral e Cívica onde a palavra de ordem era ORDEM.
Para ser preciso, é importante
que pesquisadores cientistas sociais, docentes e estudantes
procurem articular as condições do processo de conquistas e
sentidos para que se revigore as esferas e a trilogia da
Sociologia. Nesta trilogia estão incluídos os fundamentos da
aprendizagem reconstrutiva; os metodológicos que nos levam a
questionar a ciência, a argumentar com propriedade e a
manusear dados com capacidade interpretativa.
Outra idéia que se faz
pertinente pela pertinência dos fatos é compreender que a
Sociologia oportuniza a examinar as notícias que têm como
morada por detrás das notícias. Nesta direção, esta ciência
entendida em outrora como saber desinteressado, assume agora
a necessidade de articulação com uma expressão prática. Se
considerarmos que na década de 60 e 70 tal disciplina era
desconsiderada por não produzir “bem estar”, tal contexto
atual pode ser assumido como uma ação consciente de
manifestação de esforços e pensamentos, visando se
constituir uma expressão entendida como uma reflexão sobre o
fim, o sentido e a intencionalidade da existência.
Creio que as Ciências Sociais
darão conta da finalidade pedagógica por ter o pertencimento
que lhe compete sem precisar ter um discurso moderno e
progressista, porém, realista onde as sociedades humanas
destacam-se pela capacidade de conquistas e representações e
tornam-se, precisamente, o presente no tempo presente. Assim
sé dá e se constitui a Sociologia: recuperar o espaço
político de ação transformadora da realidade e revitalizar
os canais de participação do homem, a razão comunicativa, a
reapropriação da liberdade autêntica e a capacidade
solidária e dialógica de construir formas, conquistas,
sentidos e dignidade humana. |