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A psicopedagogia surgiu na
Europa (França) no século XIX a partir da preocupação de filósofos,
médicos e educadores como reeducação. O psicopedagogo possibilita ao
sujeito se colocar na condição de ensinante-aprendente
constantemente, porém, rapidamente, foram criados métodos específicos e
próprios de testagens para melhor diagnosticar e perceber a avaliação
dos progressos na aprendizagem.
Para o professor TRIVIÑOS, se baseando no pensamento
piagetiano, assegura que a ação psicopedagógica "consiste em não fazer
originar respostas, mas em fazer falar livremente e em descobrir as
tendências espontâneas em lugar de canalizá-las e encerrá-las. Seu
trabalho deve consistir em situar todo o sintoma num contexto mental, em
lugar de fazer abstração do contexto.”
O
nascimento da Psicopedagogia trouxe uma melhor compreensão do processo
de aprendizagem. A interação entre as áreas da Psicologia, Pedagogia,
Fonoaudiologia, Psicologia Social, Antropologia, possibilitando uma
compreensão ampla do sujeito. Para alguém
aprender é essencial o organismo, o corpo, a inteligência e o desejo,
estarem em relação dialética.
Os resultados obtidos pela
constante persistência em observar o comportamento de um sujeito e (re)
construir com o mesmo a história de vida, refletindo sobre as lacunas,
rupturas pessoais e familiares, e por conseqüência resgatar o desejo,
são percebidas na prática da psicopedagogia.
A cada dia a Psicopedagogia vem conquistando mais espaço,
como novo conhecimento, que vem contribuir e se associar as teorias que
buscam explicar e auxiliar as questões de ensino e da aprendizagem.
Utiliza-se desses saberes para melhor compreender os processos inerentes
à aprendizagem humana superando as dificuldades de aprendizagem.
Este exercício oportuniza um momento de reflexão sobre a
existência do sujeito nas suas mais amplas adversidades. É o horizonte
que se busca para endossar o equilíbrio das idiossincrasias e alinhar o
pensamento. Alinhando o pensamento a reflexão produz movimento e
encontra de forma harmoniosa espaço para abarcar novas vivências e
aprendizagens, de forma que combinam como num bailado desejante a
inteligência, desejo, corpo e organismo, ou seja, criando um novo
significado para a teoria e a prática da qual se apropria ao longo do
diagnóstico e intervenção.
A realidade não pode justificar o fato isoladamente, deve
apenas servir para situar o sujeito no espaço-tempo porque a construção
do entendimento desta realidade perpassa de forma transversalizada
outros elementos. O psicopedagogo utiliza a não aprendizagem produzindo
um movimento na modalidade de aprendizagem possibilitando uma
interpretação que combina o desejo atrapado que há em querer
modificar essa condição.
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* Professor da Rede
Municipal de Novo Hamburgo – EMEF Francisco X. Kunst. Graduado em
História, Especialista em Gestão da Educação, Pós-Graduado em
Psicopedagogia: Clínica e Institucional, acadêmico de Geografia REGESD/UCS.
(e-mail:
profedimar@gmail.com).
Autor do livro: “O Pastor Klingelhoeffer e a Revolução Farroupilha”.
Editora Oikos, São Leopoldo-RS, 2009. |